Tenho te amado tanto e de tal jeito Como se a terra fosse um céu de brasa. Abrasa assim de amor todo meu peito Como se a vida fosse vôo e asa.
Iniciação e fim. Amo-te ausente Porque é de ausência o amor que se pressente. E se é que este arder há de ser sempre Hei de morrer de amor nascendo em mim.
Que mistério tão grande te aproxima Deste poeta irreal e sem magia? De onde vem este sopro que me anima A olhar as coisas com o olhar que as cria?
Atormenta-me a vida de poesia De amor e medo e de infinita espera. E se é que te amo mais do que devia Não sei o que se deva amar na terra.