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À Conquista da Solidão / J. A. Escalona
Agora sei teu nome verdadeiro,
ilha de solidão reconquistada;
terra do coração em pleno exílio,
residência do pasmo perdurável.
Aqui contigo, aqui, onde não cresce
nada, o tempo é um remanso sem fronteiras,
e é o espaço um hermético recinto
sob um azul sem luz nem movimento!
Da existência os rumores, e os da morte,
e as alongadas músicas do mundo
teus escuros limites não traspassam.
E o silêncio dilata sua presença
só porque em sua entranha, prisioneiro,
ouço meu próprio coração clamante!
Para Adelaide do UMBIGO do SONHO
http://www.meublog.net/adelaideamorim/
Nos vãos que os versos deixam entrever brotam metapalavras toscas, fugidias consolo e ilusão de almas sozinhas – das almas sonhadoras tristes, tíbias que em lugar de viver lêem poemas.
(Adelaide Amaral)

"Viver não basta, disse a Borboleta. É preciso sol, liberdade e uma flor" - Hans Christian Anderson (1805-1875)
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Quem se obstina em busca da verdade merece a punição de encontrá-la ... Cristina Peck
Escrito por tekka às 23h15
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Antes soubesse eu
o que fazer com estrelas na mão.
Se dilacerar-lhes a ponta
ou simplesmente não tocá-las.
Se estão perto cegam meus olhos
Se estão longe as desejo.
Antes soubesse eu
o que fazer com estrelas na mão.
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Um Soneto de Camões
- Que esperais, esperança? - Desespero.
- Quem disso foi a causa? - Uma mudança.
- Vós, vida, como estais? - Sem esperança..
- Que dizeis, coração? - Que muito quero.
- Que sentis, alma, vós? - Que amor é fero.
- E, enfim, como viveis? - Sem confiança.
- Quem vos sustenta, logo? - Uma lembrança.
- E só nelas esperais? - Só nela espero.
- Em que podeis parar? - Nisso em que estou.
- E em que estais vós? - Em acabar a vida.
- E tende-lo por bem? - Amor o quer.
- Quem vos obriga assim? - Saber quem sou.
- E quem sois? - Quem de todo está rendida.
- A quem rendida estais? - A um só querer.
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IMPERDÍVEL: Hoje nos cinemas
As salas de exibição de Brasília ainda estão tomadas por jedis e seres do outro mundo. Mas boa parte das estréias do feriado podem servir de remédio para quem prefere escapar das grandes filas em shopping centers. Não por menos, a mais aguardada é uma produção do cineasta norte-americano Woody Allen. Sem efeitos especiais, mas com pretensões de refletir sobre o próprio cinema do diretor, Melinda e Melinda mostra duas diferentes formas de contar uma história. Como Allen já havia arriscado em Crimes e pecados (1989), aqui ele novamente parte o filme em dois. De um lado, a comédia. De outro, o drama. Mas radicaliza a proposta ao colocar, no centro das duas narrativas, uma mesma personagem: a misteriosa Melinda, interpretada por Radha Mitchell.
A idéia para o filme nasceu, segundo Allen, da forma como o diretor observava os próprios roteiros – eles ofereciam possibilidades para abordagens trágicas ou cômicas, e o cineasta geralmente escolhia a segunda opção. Em Melinda e Melinda, a brincadeira se dá com o choque entre os dois tons a partir de uma conversa dos personagens Max (Larry Pine) e Sy (Wallace Shawn). Eles discutem a dualidade do drama humano, simbolizada pelas máscaras da comédia e da tragédia do teatro. Daí em diante, cada um cria uma história para Melinda, e a desenvolve de uma forma pessoal. Lançado nos cinemas norte-americanos no final de março, o filme dividiu a crítica e lucrou apenas US$ 3,7 milhões nas bilheterias.
Escrito por tekka às 10h59
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If I Fell
The Beatles
Composição: John Lennon / Paul McCartney
If I fell in love with you, Would you promise to be true And help me understand?
'Cause I've been in love before And I found that love was more Than just holdin' hands.
If I give my heart To you, I must be sure From the very start That you Would love me more than her.
If I trust in you Oh, please, Don't run and hide. If I love you too Oh, please, Don't hurt my pride like her
'Cause I couldn't stand the pain And I Would be sad if our new love Was in vain.
So I hope you see That I Would love to love you And that she Will cry When she learns we are two
'Cause I couldn't stand the pain And I Would be sad if our new love Was in vain.
So I hope you see That I Would love to love you And that she Will cry When she learns we are two. If I fell in love with you.
show de música em: http://app.uol.com.br/radiouol/linklista.php?playlist=82

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=1709865
Escrito por tekka às 19h47
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ah, Brasília!

Congresso - foto de Dorival Moreira
CLÓVIS ROSSI
Preocupações
SÃO PAULO - Um amigo que trabalhou algum tempo no governo Luiz Inácio Lula da Silva, em posição importante, procurou-me meses atrás para discutir como denunciar a resistência de uma parcela do setor privado a uma legislação que beneficia o andar de baixo. Como a resistência cedeu sem que fosse necessária outra providência, falou-me de por que deixara o Planalto: "Porque em Brasília ninguém está preocupado com o povo; só pensam no poder". Frase de alguém que continua amigo do presidente da República. Lembrei-me dela ontem ao ler o relato das preocupações do presidente e do ministro José Dirceu. De Lula aos jornalistas: "Olha para a minha cara pra você ver se eu estou preocupado". É a típica arrogância do deslumbrado, preocupado só com o poder. Passa o dia manobrando para evitar a CPI dos Correios, mas finge que "tout va bien, madame la marquise". Do ministro José Dirceu: "Quem tem que se preocupar com isso não sou eu, é o ministro [da Coordenação Política] Aldo [Rebelo] e o [líder do governo no Senado, Aloizio] Mercadante. Eu estou preocupado com a Casa Civil". Quer dizer o seguinte: o fato de alguém ter sido flagrado roubando em uma dependência do governo de que Dirceu é membro não é problema dele, como se a Casa Civil fosse uma ilha à parte na ilha da fantasia que Brasília costuma ser. É bom deixar claro que essa ausência de preocupações com coisas sérias não é monopólio do presidente, de seus ministros ou de seus líderes. É ampla, geral e irrestrita. Seria preciso muita cegueira para achar que a oposição, mais especificamente PSDB e PFL, está agora preocupada com a moralidade pública depois de, durante os oito anos de FHC, ter comandado operações-abafa como a que o PT lidera agora. É, Brasília só pensa no poder. O país? Dane-se.
crossi@uol.com.br FOLHA DE SÃO PAULO de 22.05.2005
Escrito por tekka às 20h48
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til.ponto.com
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Endereços com acentos e cedilhas
Na última semana, o Comitê Gestor da Internet deixou o mercado nacional e muitos usuários felizes ao anunciar que os próximos domínios a serem registrados poderão manter acentos nas vogais e as cedilhas assim como os atuais (impedidos dessa força da língua portuguesa) já podem solicitar a correção nas suas URLs. Finalmente, vamos poder digitar, por exemplo, www.perdigão.com.br e www. pãodeaçúcar.com.br exatamente do jeito que manda a nossa ortografia.
As diretrizes foram ditadas pelo Registro.BR, órgão que já foi atrelado à Fapesp (nesta primeira década da internet comercial) e hoje pertence ao Comitê Gestor, incumbido de comercializar nomes de domínio no Brasil e de realizar os endereçamentos IP. Qualquer endereço de internet .com.br tem que seguir as regras do Registro.BR ().
Para fins de registro, um cuidado especial: estabelece-se uma equivalência na comparação de nomes de domínio como já era feito no caso do hífen. O mapeamento será realizado convertendo-se os caracteres acentuados e o cedilha, respectivamente, para suas versões não acentuadas e o c. Somente será permitido o registro de um novo domínio, quando não houver equivalência a um domínio pré existente ou quando o solicitante for a mesma entidade detentora do domínio equivalente.
Assim, o órgão quer evitar a ação dos que desejam levar vantagem, tentando registrar novamente os nomes famosos que ainda não possuem acentos ou cedilhas. Por exemplo: o site do Pão de Açúcar . Mas casos como esse, só podem ser solicitados pelo CNPJ do registro original e isso vai evitar uma corrida para aquisição de domínios. Qualquer tentativa nesse sentido será frustrada.
Essa implementação, na visão do Comitê Gestor, é considerada a mais segura possível, uma vez que se limita somente aos caracteres da língua portuguesa. Uma eventual permissão de uso de caracteres em outros alfabetos geraria a preocupante possibilidade de ataques homográficos. Para se beneficiar dessa tecnologia, usuários precisarão ter seus browsers atualizados. As versões mais recentes dos aplicativos Mozilla (Firefox para o browser e Thunderbird para o cliente de e-mail) são os mais recomendáveis – segundo o Registro BR – devido ao suporte nativo, dispensando plugins de terceiros. Mas, o Explorer precisa desses plugins para reconhecer as mudanças. Seus usuários poderão baixá-los do site .Consulta ao Comitê Gestor no site: www.cg.org.br/dominios/dom-port.htm
Escrito por tekka às 11h28
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CASA DE AREIA

A saga de Áurea começa em 1910, quando, em busca de um sonho que nunca lhe pertenceu, ela chega em caravana a um enorme labirinto de areia no Maranhão, Norte do Brasil. À procura de terras que o marido, Vasco, acredita serem prósperas, ela se vê condenada à vida num lugar inóspito, tendo como única companhia feminina sua mãe, Dona Maria. Grávida, e inconformada com o destino, a mulher faz de tudo para encontrar uma saída. Mas o tempo vai pouco a pouco transformando essa história embalada por profundos sentimentos, que vão do desespero à plenitude.
São 59 anos convivendo com a iminência da partida. A princípio impedida por Vasco, Áurea é obrigada a morar numa casa no alto de uma duna. Até que um dia, ao lado da mãe, ela presencia a morte do marido, soterrado na própria loucura e, num misto de dor e alívio, acredita estar livre. Mas, na verdade, virara refém da sorte.
Abandonada no deserto com a filha, Dona Maria sai à procura de um pequeno povoado originário de um antigo quilombo, onde só vivem negros. E assim conhece Massu, que virá a ser o grande companheiro das duas. É ele que as ensina a trocar pertences por comida. E sal, trazido de longe por Chico, único homem capaz de chegar e sair dali deliberadamente, e a quem Áurea se apegará na esperança de partir depois de dar à luz.
Nasce uma menina, também chamada Maria. Nove anos passam e Dona Maria é a primeira a dar sinais de que há sentido na vida naquele lugar. Mas Áurea continua obstinada, esperando a filha crescer para encarar a travessia. A possibilidade de realizar o seu maior desejo ressurge com a volta do vendedor de sal. Quando tudo parece perfeito, Massu surpreende, impedindo a partida.
Desesperada, Áurea corre pelo areal atrás de Chico. Em vez dele encontra o Tenente Luiz, jovem que guia um grupo de cientistas na pesquisa do eclipse do sol na região. Numa passagem emocionante, ela resgata sentimentos, redescobre o sexo e a chance de refazer a vida. Porém, mais uma vez por circunstâncias que independem de sua vontade, Áurea permanece no areal. E, ao lado de Massu, descobre que, na verdade, seu lugar é ali.
Durante os 59 anos em que passam a história, alguns atores se alternam na interpretação dos personagens. Fernanda Montenegro é Dona Maria, Áurea (aos 60 e 87 anos) e Maria (58 anos). Fernanda Torres interpreta Áurea (28 e 37 anos) e Maria (31 anos). Seu Jorge divide o papel de Massu (30 e 39 anos) com Luiz Melodia (62 anos). Já Luiz é vivido por Enrique Diaz (35 anos) e Stênio Garcia (58 anos). Ruy Guerra é Vasco de Sá e Emiliano Queiroz, Chico do Sal. O filme apresenta a jovem Camilla Facundes como Maria aos 9 anos de idade.
entrevista incrível das duas FERNANDAS em CONTIGO!
http://contigo.abril.uol.com.br/edicoes/1547/aberto/capa/mt_70468.shtml
Escrito por tekka às 23h50
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O PAVÃO / Rubem Braga
Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas dágua em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.
Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.
Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! Minha amada; de tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico.
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.... pensando com o máximo de frieza, nem a imprensa é responsável pelo mascarado mercado nupcial das beldades e dos espantalhos endinheirados. A culpa é nossa, mesmo, que distraidamente engolimos essa mania de eufemizar que alguém tenha um “romance” ou esteja “namorando” com qualquer celebridade da vida. É como letra de pagode: ninguém declara que ama, só se fala em “paixão”, mas o que se quer dizer mesmo é “tesão”... Mais friamente ainda: bobeou, encalha.... Glauco Mattoso, em CAROS AMIGOS n° 97 ano VIII pagina 22.
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Só os ingênuos conseguem dormir. Quem tem um pouco de malícia e sabe o que o espera, faz de tudo para não fechar os olhos. (Ezzio Flávio Bastos)
Escrito por tekka às 11h49
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SOLTE OS CACHORROS

ou: Ninguém se assuste se eu virar assassina
"Ninguém se assuste se eu virar assassina. Eu já sou assassina, eu desejo a morte de tudo que obriga um menino a escrever: estou desesperado. O que é que eu faço, em que língua vou fazer um comício, uma passeata que irrompa nos gabinetes, nas salas dos professores que tomam cafezinho e arrotam sua incomensurável boçalidade sobre o susto de meninos desarmados? Fazem política, os desgraçados, brigam horas e horas pela aula a mais, o tostão a mais, o enquadramento, o quinquênio, o milênio de arrogância, frustração e azedume.
"Deus te abençoe, filhinho, vai pra escola, seja educado e respeitador, honra teu mestre." Mestre? Onde é que tem um mestre no Brasil pra que eu lhe beije as mãos?Já não basta ser gente pra encanecer de dor? Ainda têm as escolas que se aplicar neste esmero de esvaziar dos meninos seu desejo de bois, grama e pequenos córregos?Ó ofício demoníaco de encher de areia e confusão o que ainda é puro e tenro cálice.
Não quero dar aulas, ó meu Deus, me livra desta aflição, me deixa dormir, me deixa em paz, aula de nada, aula de religião eu não quero dar. Falo e me aflijo porque sei que não tem outro caminho senão começar de baixo, de trás, do fim da história, quando Deus pega Adão e lhe mostra as coisas, lhe deixa dar nome às coisas, lhe deixa, deixa, ruminando seu espanto, sua alegria, sua primeira palavra...
Ó senhor presidente, ó senhor ministro, escuta: o menino foi à aula e escreveu à sua mãe: estou desesperado. Escuta quem tenha ouvidos: os meninos do Brasil fenecem entre retórica, montanhas de papel e medo.
Entre ladrões, como Cristo na cruz."
Adélia Prado - do livro "Solte os cachorros"
ESTRÉIA: OLD BOY
Vencedor do Grande Prêmio do Júri em Cannes 2004, esse filme sul-coreano mostra a sufocante trajetória de um homem que é mantido em cativeiro por 15 anos sem nenhuma explicação. Depois de libertado, ele vai se vingar, uma vingança raras vezes vista no cinema.
Filme brutal, imperdível.

outras estréias: CASA DE AREIA, com as Fernandas; STAR WARS III; BROWN BUNNY; CONFIDENCIAS MUITO ÍNTIMAS; O SEGREDO DE
VERA DRAKE; QUASE DOIS IRMÃOS...
Escrito por tekka às 11h25
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CORPOS PINTADOS EM SP

Por: Gabriela Sampaio
Em 1981 o fotógrafo chileno Roberto Edwards decidiu realizar um ambicioso projeto que explorasse as diversidades do corpo humano. Reuniu artistas conterrâneos, que aplicavam suas obras sobre corpos nus, e os fotografou. O material originou o livro e a exposição Corpos Pintados: 45 artistas chilenos, que passou por 32 museus na América e Europa, entre 1992 e 2000, e foi visto por 1,5 milhão de pessoas.
O tempo passou e as aspirações de Edwards também cresceram. Com sua turnê pelo exterior, o fotógrafo decidiu acrescentar a seu acervo obras de artistas internacionais e transformar a exposição numa fantástica excursão multimídia pela mais perfeita máquina que conhecemos, o corpo humano.
É assim que, quatorze anos depois de seus primeiros passos, chega ao Brasil a mostra Corpos Pintados, que fica em cartaz na Oca de 4 de maio até 3 de julho. São contribuições inéditas de mais de 150 artistas - entre fotógrafos, artistas plásticos, escritores e músicos - dentre eles, os brasileiros Arcângelo Ianelli, Wesley Duke Lee, Luiz Allegretti, Ester Grinspum e Paulo Pasta.
O principal módulo da exposição reúne as 221 ampliações fotográficas (2,5m x 3m) das criações assinadas por cerca de 60 fotógrafos e artistas plásticos. Este caráter documental é complementado pelo show multimídia Diaporama, que exibe outros 1,5 mil registros dos trabalhos, sincronizadas por 31 projetores de slides em telões de grandes dimensões.
A exposição também guarda um setor especialmente reservado para imagens de pinturas e adorno corporal de culturas dos quatro cantos do mundo, além de intervenções radicais (de tatuagens a cirurgias de troca de sexo) e mudanças naturais de nossa "máquina".
Documentários mostram tais acontecimentos em movimento, enquanto uma curiosa trilha sonora criada a partir de sons do corpo humano encanta ouvidos curiosos. Completam a mostra, esculturas hiper-realistas de personagens emblemáticos, em tamanho natural, e eventos ao vivo, como apresentações de dança, música e pintura.
Clique aqui para ver mais fotos.
Não deixe de conferir.
Corpos Pintados OCA Parque do Ibirapuera, Portão 03 Tel: (11) 6846-6000 Horários: de terça a domingo, das 10h às 22h. Preço: R$ 15 (meia-entrada para estudantes, crianças de até 6 anos e pessoas acima de 65 anos). Estacionamento gratuito na OCA

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BETA:
viu como as pessoas se movimentaram com a 'entrevista'? - confirma-se o que diz Jorge Luis Borges:
A LEITURA É UMA AMIZADE ...
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Escrito por tekka às 11h53
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Entrevista comigo mesma
(Como diz a Cristiane Adami)
Já tinha sido convidada por Adelaide, do Umbigo do Sonho, mas estava viajando; hoje a Beta do
http://www.sedeemfrenteaomar.blogger.com.br/ reforçou o convite, então vou-me aventurar a dar respostas à brincadeira literária que
está rolando na blogolândia:
1) Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser? sem duvidamente, queria ser o Grande Sertão: Veredas, o 'top', pra mim, em história de amor.
2) Já alguma vez ficaste apanhadinha(o) por um personagem de ficção? sim, por Diadorim, com quem sonhei noites e dias, e cuja visão da vida e do amor foi algo que me marcou em brasa.
3) Qual foi o último livro que compraste? AS ONDAS, de Virginia Woolf; Hino do Universo, de Teilhard de Chardin; Baladas + Exercícios, de Hilda Hilst; Uma Arte, biografia de Elizabeth Bishop
4) Qual o último livro que leste? ainda estou lendo: L'Erotisme, de Georges Bataille; Sade, de Octávio Paz; toda a poesia de Hilda Hilst; Os melhores poemas de Mário Faustino.
5) Que livros (5) levarias para uma ilha deserta? O Grande Sertão; Gramática da Vida, de David Cooper; Poesia Completa de Cecília; os Ensaios de Montaigne; todos os contos de Clarice, e - claro - AS FOLHAS DE RELVA.
6) A quem vais passar este testemunho (três pessoas) e por quê? a muitas mais, só três não é possível, por um único motivo: ADMIRAÇÃO.
Arquimimo, de www.focando.org
Daniel, de http://www.mylovehotel.weblogger.terra.com.br/
Leiluka, de http://leiluka.fotoblog.uol.com.br/index.html
Marco, de http://interloquio.blogger.com.br
Mariléa - marilea.fonseca@terra.com.br
Meiroca, de http://pensamentosepoesias.blog.tiscali.it/
Monka, de http://viciodeviver.blogger.com.br/
Neisy, de http://www.noliv.blogspot.com/
Quevedo, de http://quevedo.blogspot.com/
Rose, de http://rose.porto.fotoblog.uol.com.br/
Sí, de http://soul-satine.zip.net/
Tresa, de http://laideronnette.blogspot.com/
ah, Beta, tem gente que se faz de 'blasé' ao responder essa inocente brincadeira - aqui e na orkulândia o trânsito é livre, fala-se de tudo, pp de sonhos - então, dizer que se lê isso ou aquilo, como parte do repertório existencial, não faz mal nenhum - e até acrescenta de um a outro - numa ilha deserta (libera nos, Domine!) eu leria até bula de remédio, receita de tricô ... mas, podendo escolher, te pergunto: por que não?

Bluebird, foto de Jim Fentom
Escrito por tekka às 21h17
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Maternidade no susto ou na raça
IBGE revela que cresce no país o número de mães adolescentes: 38% das brasileiras ficam grávidas pela primeira vez até os 19 anos. Mas também é mais freqüente as mulheres que dão a luz na maturidade
Erika Klingl Da Equipe do Correio
| Monique Renne/Especial para o CB |
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“A gente nunca acha que vai acontecer”, conta Gleych Kelly, de 15 anos, mãe de Gabrielle, 1 ano e dez meses
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No Brasil, não pára de crescer o número de meninas que abandonam a infância para dar a luz. E, ao mesmo tempo, nunca tantas mulheres de mais de 40 anos tiveram filhos pela primeira vez. Em 2000, 38% das crianças nasceram de mães com idade entre 10 e 19 anos. No mesmo ano, o número de mulheres que deram a luz, pela primeira vez, com mais de 40 anos, era 27% maior que no início da década anterior. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem o perfil socioeconômico de mulheres que tiveram o primeiro filho nos dois grupos extremos da idade fértil.
Na maioria das vezes, as mais velhas lutam pela maternidade enquanto as meninas a encontram meio que no susto. “A gente nunca acha que vai acontecer. Até que, um dia, me vi grávida”, conta Gleych Kelly do Nascimento, de 15 anos, que é mãe de Gabriele, de 1 ano e dez meses. Gleych, mora na Estrutural com os pais depois de viver alguns meses com o pai da menina, Douglas, de 16 anos. “Fiquei enjoada da cara dele durante a gravidez e a gente se separou. Hoje, ele não vem aqui em casa porque tem vergonha de não ter nada para oferecer a nossa filha.”
A vida da jovem mudou radicalmente dos 14 anos para cá. Tudo ficou mais difícil. Desde as tarefas domésticas, já que ela cuida da menina por várias horas por dia, até namorar. “Estou saindo com um menino há umas três semanas e minha filha morre de ciúmes dele e fica brava quando a gente está junto”, conta. “Ela é única filha, neta e sobrinha. Está muito mimada.”
Assim como Gleych, existem outras milhares de outras jovens. Só em 2000, 500 mil garotas enfrentaram a primeira gestação. A maioria delas, segundo o IBGE, é de negras, com ensino fundamental incompleto, desempregadas e vivendo em famílias com renda de até R$ 780. “O extenso grupo formado por mulheres muito jovens mostra uma vulnerabilidade sociodemográfica, de meninas que não tem informação e acesso a meios para evitar uma gestação indesejada”, diz Juarez Oliveira, técnico do IBGE.
O IBGE destaca uma situação preocupante entre as mães precoces. Em 2000, no estado de Alagoas, 18,5% das mães de 10 a 14 anos já possuíam ao menos dois filhos nascidos vivos. Em outros estados do Nordeste e do Norte como Sergipe (12,1%), Bahia (14,2%), Pernambuco (15,8%), Amapá (16,6%), Rondônia (14,0%) e Acre (6,2%), a maternidade precoce, com uma descendência de 2 ou mais filhos, se repete.

Escrito por tekka às 12h04
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Escrito por tekka às 22h05
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