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AMOR segundo BETA - www.focando.org

      

O amor é quando dois corpos, dois velhos corpos, madurados pelo tempo,  beijam um ao outro, o mesmo beijo jovem, há décadas. O amor é a largueza do espírito, testado, vivido, que ainda guarda os sintomas da meninice, os rubores da infância. O amor é quando você pula amarelinha, aos cinco, aos dez, e aos oitenta. O amor não tem fronteiras; de tempo, de modo, e de intenções. Guarda-se virgem, como um padre, mas se avizinha ao profano. O amor cabe na palma da mão; ou no espaço curvo do universo. Sorri o último sorriso, como se fosse o primeiro! O amor não se esquece das meias, acarinha o neto; toma de assalto, uma mágoa, uma ofensa, depois chora escondidinho. O amor não renasce, o amor colhe. O amor tropeça na pedra do caminho, retira a pedra, e depois volta com ela, só pra não ferir a paisagem! E para não ofender o rito. Faz seu cocar, com as penas da muda, não maltrata o passarinho - embora brinque de estilingue. É mesmo contraditório e confunde, o amor.
É mesmo soberano, e triunfa. Chega, exausto, ao limite da estrada, e não pede carona. Só pelo prazer de andar mais um pouquinho. Nenhum amor se contenta com barulho. Nenhum amor só opera com silêncio. O amor é de muitas, muitas perguntas, e muito poucas respostas. É nu, porque precisa de banho, cheira a talco, e sabe ser prudente. Olha a gente do fundo da dor, e da profundidade do riso. Dorme num fundo de armário, quando não pode estar presente, e acena na foto, que é lembrada na estante. O amor geralmente tem: cristaleira, cuidado, carinho, cabelos brancos (que pinta quando é vaidoso). Prepara o Natal, o domingo, o feriado; mas todo dia se apruma porque, se não me engano, o amor acorda cedo. Toma o sol da tardinha, conversa com os vizinhos, compra pão, tem muita história pra contar. O amor nem sempre acerta porque não aprendeu tudo. Mas já viveu quase, já amou quase. O amor já amou, muito, e também já foi amado

http://www.focando.org/html/modules/news/article.php?storyid=60


BETA: Re: O amor

1) o amor sabe esperar: é paciente
2) o amor não diz o próprio nome: aguarda
3) o amor não usa bagagem: quer voar
4) o amor sofre dos nervos: dá gastura
5) o amor é bipolar: tem ataques de depressão e de mania
6) o amor cabe na palma da mão, mas é incomensurável
7) o amor se diz infinito, e baixa à terra
8) o amor é filho da pobreza com a necessidade: mendigo em manto de magestade
9) o amor se diz livre e traz grilhões
10) o amor diz que nada quer ... e a ele damos tudo...
 
O amor pode, sim, esperar. O amor é corriqueiro, banal, altaneiro, fugaz, renitente. O amor é uma consoante fricativa. O amor é audaz mas ruboriza. O amor é um dos estados da matéria: líquido, sólido, gasoso. O amor desafia a gravidade. O amor é um vírus mutante. O amor não tem cautela. O amor se grita dos telhados e se segreda ao ouvido. O amor é frágil como um ovo. O amor é complacente e se conjuga no subjuntivo. O amor é uma "coisa com plumas". O amor traz em si sua própria entropia.

Beta: dedico-lhe este pequeno texto, a  você que conseguiu dizer o além do amor ...
 
bj,
tekka
___________
 
AGRADECIMENTO A MEU SUPER-AMIGO-OBSERVADOR PEDRO IVO DO FOTOBLOG
 
 
PARA TEKKA - Angel - Stephanie Pui-Mui Law

Tekka, uma anja que quero ter guardada no meu coração e me protegendo, minha anja da guarda, com quem sempre quero compartilhar momentos! Um beijão amiga e Feliz Natal, que tenha saúde e muita prosperidade! Você e a Rose merecem muito mais que essas simples homenagens! Beijões

23/12/2004 Publicada por Chester Charles Bennington


Escrito por tekka às 19h44
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O QUE É O TEMPO?

 

                                                Colaboração de Gabriela Milanezi

 

 

Na física é a quarta dimensão. Mas a quarta dimensão projetada no nosso plano tridimensional não traria uma percepção, senão distorcida, ao menos diferentemente experimentada? Façamos uma analogia. Ao projetarmos a sombra de nossas mãos num plano bi-dimensional (no chão, por exemplo) essa sombra tem a forma da nossa mão, mas lhe falta uma dimensão. Da mesma maneira, nossos corpos e tudo o que se move nestas três dimensões podem ser sombras de uma outra dimensão se pensarmos em relação do tempo.

Calendário é um sistema de contagem (do tempo) que deve manter sincronia com algum ciclo relevante da natureza. O nome vem de “calendas” que era o primeiro dia do mês para os romanos. Uma promessa para as calendas gregas só seria paga no dia de São Nunca.

Em geral os calendários são astronômicos, isto é, baseados no movimento aparente de astros. No movimento anual em relação às estrelas fixas e ao longo da eclíptica, o Sol cruza periodicamente o equador celeste, isto define o ano das estações ou ano trópico de 365,2422... dias.

O nosso calendário gregoriano, instaurado pelo Papa Gregório XIII, tem origem a mais ou menos 5000 anos, teve influência egípcia e babilônica. É ele que utilizamos hoje para nos “localizar” temporalmente. Mas o que é o tempo hoje de acordo com esse calendário? A máxima propagada de que “tempo é dinheiro” nos transporta a uma percepção de tempo como acumulação, ganho material, riqueza, mais, mais, mais... Afastamonos dos ciclos naturais de todas as coisas e nem mais lembramos em que lua estamos, em que estação, etc. E o relógio mecânico nos guia a um frenesi:

 

os ponteiros do relógio

giram velozmente

anulando o seu tempo

tic-tac, tic-tac

o acontecimento esgota e se consome

na sua multiplicidade homogênea-terminal.

tic-tacs incessantes

saindo do seu círculo limitante.

o tempo atual é eletrônico digital.

ana.ana.ana.

analógica

perdida em intermináveis receptáculos

sem vínculos com a tradição.

intoxicada com os padrões

que se repetem na agitação.

fundida e confundida em signos que não se abrem

tic-tac, tic-tac, tic-tac...

 

 



Escrito por tekka às 00h10
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o que é o tempo / continuação

Por outro lado, se pudermos ver o tempo como um aliado e transformarmos aquela velha máxima em outra mais criativa: “tempo é arte” e observarmos os ciclos da nossa vida e da natureza, ao invés de ver o tempo como linear e preso dentro do relógio (trimmm, aaaahhhh... mas já tocou?) poderemos estabelecer uma conexão maior conosco e com o mundo que nos rodeia. Lembrar da concepção de tempo de outros povos que nos sucederam ou que nos são contemporâneos e encarar o tempo também como sagrado, este é por sua própria natureza reversível, ou seja, é um Tempo mítico primordial tornado presente. Toda  festa religiosa, todo o tempo litúrgico, representa a atualização de um evento sagrado que teve lugar num passado mítico, “no começo”. O Tempo sagrado é indefinidamente recuperável, indefinidamente repetível. Ele não “flui”, não constitui uma “duração” irreversível: mantém – se sempre igual a si mesmo, não muda nem se esgota.

 

o tempo é o eixo central

de onde fruem os seres

uma missa que se celebra

o tempo é o templo sagrado

uma viagem sem fim

que se transmite

de geração em geração

o tempo é uma missão!

                                               relógio mole de Dali

 

 



Escrito por tekka às 00h02
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Oi Tekka,
 
Lhe mando este poema para transmitir a mesma felicidade que Pablo e Vinicius compartilhavam quando mandavam-se poemas...
Numa canção, Vinicius falou assim  "há dias que não sei o que me passa, então eu abro meu Neruda e apago o sol" .
 
Faça o mesmo que Vinicius ao ler o poema que lhe mando...
 
Hoy dejadme
a mí solo
ser feliz,
con todos o sin todos,
ser feliz
con el pasto
y la arena,
ser feliz
con el aire y la tierra,
ser feliz,
contigo, con tu boca,
ser feliz.

(Pablo Neruda,  Oda ao dia feliz)

 

Beijos,

 

Gabi

_______
 
Para a idéia lírica de Fernando Pessoa sobre o Menino Jesus,  veja o blog do Artur:
 
 
 
  Como foi que a grande celebração da generosidade virou a festa planetária do consumo? E se a gente fizesse uma coisa diferente neste Natal? Algo louco, como diz o personagem do conto de Mário de Andrade? Tão louco que no final a gente pudesse se reconhecer na frase que encerra o conto:

“Era uma felicidade maiúscula, um amor de todos, um esquecimento de outros parentescos distraidores do grande amor familiar. E foi, sei que foi aquele primeiro peru comido no recesso da família, o início de um amor novo reacomodado, mais completo, mais rico e inventivo, mais complacente e cuidadoso de si. Nasceu de então uma felicidade familiar para nós que, não sou exclusivista, alguns a terão assim grande, porém mais intensa que a nossa me é impossível conceber.”

Reinventar o Natal é um grande desafio. Mas se não tivermos coragem de fazer isto nas nossas casas e nas nossas almas, talvez, em alguns anos, ninguém consiga mais reconhecer atrás da avalanche de pacotes o autêntico Espírito de Natal, feito de compartilhar afeto e agradecer pelas bençãos que sempre recebemos do 'Papai Noel'!


Adilia Belotti  editora do site 
Árvore do Bem 

O imperdível conto de Mário de Andrade pode ser lido na íntegra em
 



Escrito por tekka às 16h45
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ANJO de Ceschiatti - Catedral de Brasília/ foto_tekka
Poema de Natal
 
 

Para isso fomos feitos:

Para lembrar e ser lembrados,

Para chorar e fazer chorar,

Para enterrar os nossos mortos -

Por isso temos braços longos para os adeuses,

Mãos para colher o que foi dado,

Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida;

Uma tarde sempre a esquecer,

Uma estr
ela a se apagar na treva,

Um caminho entre dois túmulos -

Por isso precisamos velar,

Falar baixo, pisar leve, ver

A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:

Uma canção sobre um berço,

Um verso, talvez, de amor,

Uma prece por quem se vai -

Mas que essa hora não esqueça

E que por ela os nossos corações

Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:

Para a esperança no milagre,

Para a participação da poesia,

Para ver a face da morte -

De repente, nunca mais esperaremos...

Hoje a noite é jovem; da morte apenas

Nascemos, imensamente.

(Vinícius de Morais)



Escrito por tekka às 17h42
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A LÁGRIMA CLARA SOBRE A PELE ESCURA ...


 

GOTA - foto de Sven Stuartson

 

 

in Tropicália 2 05:11  Áudio



Desde que o samba é samba
Caetano Veloso


A tristeza é senhora
Desde que o samba é samba é assim
A lágrima clara sobre a pele escura
À noite a chuva que cai lá fora
Solidão apavora
Tudo demorando em ser tão ruim
Mas alguma coisa acontece no quando agora em mim
Cantando eu mando a tristeza embora

O samba ainda vai nascer
O samba ainda não chegou
O samba não vai morrer
Veja, o dia ainda não raiou
O samba é pai do prazer
O samba é filho da dor
O grande poder transformador


© Uns Produções Artísticas Ltda


VINHETA QUASE LINDA

 

 

Um encontro feliz entre um e outro ser

Nada há de mais bonito neste mundo

E também nada mais difícil de obter 

 

Ronaldo C. Teixeira

 

Levamos tanta gente no olhar, na alma, que dia vamos aprender a torná-las nossas eternas companheiras mesmo sem presença ?

 

Leiluka

 




Escrito por tekka às 18h09
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HÁ TEMPO PARA TUDO

 

Para tudo há uma ocasião certa;

há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu:

tempo de nascer e tempo de morrer,

tempo de plantar e tempo de arrancar

o que se plantou,

tempo de matar e tempo de

curar,

tempo de derrubar e tempo de construir,

tempo de chorar e tempo

de rir,

tempo de prantear e tempo

de dançar,

tempo de espalhar pedras e tempo

de ajuntá-las

tempo de abraçar e tempo de se conter,

tempo de procurar e tempo de desistir,

tempo de guardar e tempo de jogar fora,

tempo de rasgar e tempo de costurar,

tempo de calar e tempo de falar,

tempo de amar e tempo de odiar,

tempo de lutar e tempo de viver em paz.

 

(ECLESIASTES 3:1-8)



Escrito por tekka às 20h20
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Os nomes da rosa

Livro de luxo coordenado pelo italiano Umberto Eco mapeia as mudanças nos conceitos de beleza ao longo da história

CASSIANO ELEK MACHADO

"Algo de belo é uma alegria para sempre", escreveu um poeta britânico há quase 200 anos. Pois acaba de chegar às prateleiras nacionais um livro que praticamente vira a (bela) frase de John Keats de ponta-cabeça.
"História da Beleza", luxuoso volume com a grife Umberto Eco, que a editora Record lança no Brasil, toma como um mote silencioso a idéia de que o belo é sempre algo diferente.
Passando ao largo dos subjetivismos à "quem ama o feio bonito lhe parece", Eco, 72, tenta documentar como o conceito de beleza se metamorfoseou ao longo de uns 3.000 anos de história ocidental. O "tour de force" pega o leitor diante de uma fotografia de uma escultura grega de uma mulher do século 2 a.C, na página 9, para deixá-lo com uma Kate Moss seminua clicada em 1994 por Herb Ritts para o Calendário Pirelli, no cantinho direito da página 428.
No meio deste caminho, entre Mona Lisas e "demoiselles" desfiguradas de Picasso, Eco debate questões básicas estéticas e polvilha centenas de citações, de Platão a Eric Hobsbawm, editadas como se fossem hipertextos.
Se em um trecho, por exemplo, o intelectual italiano afirma "Exemplo típico do sublime dinâmico é a visão de uma tempestade", a palavra tempestade é destacada.
Tanto esse recurso quanto a opulência de imagens -só até a página 35 estão reproduzidas 300 imagens- tem o mesmo ponto de partida. O projeto não nasceu como livro. A obra deriva de um CD-ROM, coordenado por Eco e lançado na Itália em 2002 com o título "Beleza, História de uma Idéia do Ocidente". O mesmo espaço da página 2 do livro que traz discretamente essa informação esclarece outro mistério do livro. É aparente a irregularidade (ou ao menos a não homogeneidade) dos 17 capítulos da obra.
As letras miúdas contam o porquê. Alguns textos foram escritos por Eco, ele mesmo. Oito capítulos, porém, são de autoria de Girolamo de Michele, professor da mesma Universidade de Bologna onde leciona o autor de "Apocalípticos e Integrados".
É justamente nesta jugular que voaram alguns caninos afiados. Uma crítica do jornal inglês "The Independent" diz que o nome de "um tal Girolamo de Michele" só aparece em letrinhas miúdas (a estratégia não foi da editora brasileira -que colaborou com outras pequenas falhas, como a atribuição da estranha data "XXX milênio a.C." à célebre escultura Vênus de Willendorf). "Este é o nível de reconhecimento que ele merece, ainda que tenha sido responsável pela discussão de muitos dos períodos-chave, a Antigüidade, a Renascença, o Iluminismo e o Romantismo."
Dois dos destaques do livro, por sinal, são capítulos que não esses. De grande erudição global, e em particular um fuçador compulsivo de documentos medievais, Eco desfaz com muita elegância o eterno lugar-comum da Idade Média como tempo de trevas absolutas -textos "iluminados" por amostras de cores vivíssimas de desenhos da época.
Se não ganha pela novidade ou pela profundidade, a clareza na análise da estética do século 20 como oposição de uma "beleza da provocação" modernista e da "beleza de consumo" da indústria cultural também passa bem.
Mas a festa é mesmo das imagens, muito bem diagramadas e impressas na Itália. São as "rosas", seja lá batizadas com que nomes, que garantem ao volume alguma "alegria para sempre".

HISTÓRIA DA BELEZA. Organização: Umberto Eco (com Girolamo de Michele). Tradução: Eliana Aguiar. Editora: Record. Quanto: R$ 150 (440 págs.).


10 de DEZEMBRO: DIA INTERNACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS -

 

Homenageio, nesta data, a EVA LEITE, escritora, "cadeirante", tetraplégica, que digitou, COM A BOCA, a história de sua vida, e acaba de editá-la sob o título: " Minha vida tem RODAS, Meus sonhos têm ASAS" - "Em sua narrativa, EVA LEITE faz uma abordagem madura, rica em experiências que emocionam, expõem a fragilidade do ser humano e, ao mesmo tempo, demonstra sua incrível capacidade de superação ao trazer à luz todas as dificuldades, medos, esperanças e vitórias de pessoas marginalizadas por sua condição física, levando-nos a refletir sobre essa condição e a repensar os estigmas criados pela sociedade".

Mesmo tetraplégica, Eva casou-se e teve uma filha. Ela vive em uma cadeira de rodas há 16 anos, e utiliza um dispositivo acoplado à boca pra comunicar-se com o mundo e escrever seus trabalhos. É participante ativa de movimentos sociais, no momento lidera a ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO VARJÃO.

Nada mais precisa ser dito sobre essa mulher-fortaleza, e se alguém lhe quiser mandar alguma mensagem ou encomendar o livro, o fone é: (61) 468-2868 ou email: evaleite@pop.com.br

 


 



Escrito por tekka às 16h18
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PRO DIA NASCER FELIZ!!

 

 

 

 

Alegrias, as desmedidas.

Dores, as não curtidas.

 

Casos, os inconfessáveis.

Conselhos, os inexeqüíveis.

 

Meninas, as veras.

Mulheres, insinceras.

 

Orgasmos,  os múltiplos.

Ódios, os mútuos.

 

Domicílios, os temporários.

Adeuses, os bem sumários.

 

Artes, as não rentáveis.

Professores, os enterráveis.

 

Prazeres, os transparentes.

Projetos, os contingentes.

 

Inimigos, os delicados.

Amigos, os estouvados.

 

Cores, o rubro.

Meses, outubro.

 

Elementos, os fogos.

Divindades, o logos.

 

Vidas, as espontâneas.

Mortes, as instantâneas.

 

Bertold Brecht

 



Escrito por tekka às 19h57
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QUARTO DE VAN GOGH EM ARLES

QUARTO DO ARTISTA EM ARLES - Musée d'Orsay - Paris

"Quando vi minhas telas após minha doença, a que me pareceu melhor foi O QUARTO" - Van Gogh

Os quadros de Van Gogh estão entre os mais conhecidos do mundo. Este QUARTO, especialmente, é reconhecido pelo próprio artista como um de seus melhores. Dele foram feitas 3 versões, mas o que se nota basicamente é que diversos objetos estão colocados aos pares: duas cadeiras, dois travesseiros, duas jarras d'água, duas garrafas, dois retratos. Um dos retratos é seu auto-retrato, o outro é de sua irmã Wil. No quadro se nota o predomínio do amarelo que sempre o caracterizou, as grossas pinceladas, as cores expressivas, que ele usava arbitrariamente.

Van Gogh mudou de Paris para Arles em 1888, onde Gauguin veio encontrá-lo, mas o temperamento explosivo dos dois desencadeou sua primeira e grave crise nervosa, que o levou à internação durante um ano. Em julho de 1890, o artista suicidou-se com um tiro.

Fonte: a imagem é de domínio público e o texto é do livro PARA ENTENDER A ARTE, de Robert Cumming, Editora Ática, no qual o autor analisa minuciosamente os mais importantes quadros já feitos.


MAIS CONFLITO NO CÉREBRO ...

 


Blogs têm vocação para virar livros: Marina W. do www.blowg.pixelzine.com, em que trata de cinema com muita graça e sucesso, transformou suas crônicas blogueiras em livro: "O caderno de cinema de Marina W.", lançado esta semana na livraria TRAVESSA do Rio.

Lançado, também,  www.wunderblogs.com, com apresentação de Ivan Lessa.

 



Escrito por tekka às 00h50
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Sonnet 116

Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove.
Oh no! It is an ever fixèd mark
That looks on tempests and is never shaken.
It is the star to every wandering bark,
Whose worth's unknown although his height be taken.
Love's not Time's fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle's compass come.
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
   If this be error and upon me proved,
   I never writ, nor no man ever loved.


      by  William Shakespeare
          (1564-1616)

Soneto 116

William Shakespeare

 

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça: amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera,
Ou se vacila ao mínimo temor.
Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
É astro que norteia a vela errante,
Cujo valor se ignora, lá na altura.
Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfange não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,
Antes se afirma para a eternidade.
Se isso é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

 

Tradução de Bárbara Heliodora


Colaboração: Lidiane Rodrigues Garcia


E quando levanto os olhos, o azul do céu me lembra que há vida alem do óbvio

Jamila Gontijo, de Brasília




Escrito por tekka às 01h55
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IN MY LIFE ...

 

 

                       Igreja da Madeleine em Paris, iluminada para o Natal - UOL/ 7-12-2004

a esperança é mesmo a última que nasce em cada ano!

 

Rita Lee


Minha Vida/ In My Life - Beatles


Composição: John Lennon E Paul Mc Cartney

Rita Lee
MINHA VIDA (IN MY LIFE)
(Original: John Lennon & Paul Mc Cartney)
(Versão: Rita Lee)


Tem lugares que me lembram
minha vida, por onde andei
as histórias, os caminhos
o destino que eu mudei
cenas do meu filme em branco e preto
que o vento levou e o tempo traz
entre todos os amores e amigo

de você me lembro mais

Tem pessoas que a gente
não esquece nem se esquecer
o primeiro namorado
uma estrela da TV
personagens do meu livro de memórias
que um dia rasguei do meu cartaz
entre todas as novelas e romances
de você me lembro mais
Desenhos que a vida vai fazendo
Desbotam alguns, uns ficam iguais
Entre corações que tenho tatuados
De você me lembro mais
De você, não esqueço jamais !


letras acima



Escrito por tekka às 01h16
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EM PARIS COM MARILÉA & WALT WHITMAN

 

 

O tema surgiu, para mim, como oportunidade de explicar meu pseudônimo ou nickname Relva_Whitman, que depois passou a Tekka_Whitman , por maior afinidade com meu nome próprio. Dá para ver, portanto, que sou admiradora aficcionada de Walt Whitman. Conhecê-lo e amá-lo se tornou para mim uma exigência essencial. Coisa de entranhas. Recentemente, amiga minha esteve em Paris e viu sua efígie numa placa de rua, em frente à Livraria Shakespeare Co.Mandou-me fotos de ambas, com o seguinte recado:

Tekka querida,
ainda sobre minha viagem....
As fotos que estou te enviando foram tiradas exclusivamente
para você.
Explico: é que visitei esta livraria/sebo bárbara que fica
na Praça Viviane em frente a Notre Dame. Não sei se conhece,
mas chama-se Shakespeare and Company e teve George Whitman
como proprietário. Por isto a lembrança! Ela abre de12h00 às
24h00. Ficamos, Roberto e eu horas mergulhados ali entre
raras preciosidades. No detalhe, vc pode ver a homenagem a
Walt Whitman.
Como pode ver, tive sua companhia em Paris!
Beijinhos com carinho, Mariléa.

 sobre meu "encontro" com WW no "CÉU", fiz um conto que está no novo site FOCANDO.org, cujo editor é o Arquimimo de aBarca, que  pode ser visto em:

http://www.focando.org/html/modules/news/article.php?storyid=24

 

 

Eu me planto no chão para crescer

como a relva que eu amo.

Se de novo me quiserdes buscai-me

embaixo das solas dos vossos sapatos.

Dificilmente sabereis quem Eu sou ou o que

significo, mas apesar de tudo para vós serei boa

saúde, purificando e dando fibra ao vosso sangue.

Deixando de encontrar-me ao primeiro

momento, conservai a coragem:

perdendo-me em um lugar, ide procurar-me em outro;

em algum ponto eu hei de estar

parado a esperar por vós.

 

Walt Whitman – FOLHAS DE RELVA


[Ga]
E não teve uma amiga sua que também viajou para fora do país e encontrou "Hojas de Hierba". É verdade que lá, segundo alguns, não tem o mesmo charme de Paris (pelo menos no imaginário) mas a lembrança foi de coração também, Beijos,

04/12/2004 15:28

Pois é, Gabi, não é discriminação 3°mundista, é que o tópico era a reportagem da viagem de minha amiga Marileá a Paris, e lá, encontrar WW na porta da livraria - fica aqui o registro de que hás encontrado FOLHAS DE RELVA ou HOJAS DE HIERBA  na BOLÍVIA, inesperadamente, e que tenhas atentado a isso e me trouxeste O LIVRO, pelo que te sou imensamente GRATA!



Escrito por tekka às 11h47
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VOCÊ JÁ FOI A PARIS?

 

 

Eu nunca fui, embora, como diz a Beta, seja um desejo óbvio de qualquer pessoa. Mas minha amiga  Mariléa, de BH, foi e me emprestou os olhos para ver a famosa cidade:

Amigas queridas, Eiffel Tower 

aqui estou eu de volta!

Viajar foi muito bom, mas estar de volta é ÓTIMO!!!

Paris continua linda e inesgotável. Estou cheia de histórias para contar, mas dentre todas a melhor foi esta: Estávamos  Roberto e eu com o guia na mão - daqueles mesmo que dizem: -olhe para sua direita e veja onde Victor Hugo morou , etc. etc..  Pois estávamos em frente ao local onde o filho de Luiz XIV  foi entronizado Rei uma hora após a morte de seu pai - local este que ficava em frente ao prédio onde Picasso morou e pintou Guernica.

O local não é aberto ao público, e estávamos fotografando, quando um senhor muito educado chegou e nos convidou para entrar. Quase não acreditamos e entramos com ele no prédio. O local hoje abriga várias galerias de arte nos diversos andares e no sótão onde morou Picasso, tudo é conservado como na época com objetos, e mais uma inacreditável, enorme e belíssima reprodução de Guernica em tamanho real.

Ficamos na Rive Gauche em St-Germain-des-Prés, num hotelzinho simples, mas bastante aconchegante. Tirando um dia para o D'Orsay e um para o Louvre (que não poderiam faltar, é lógico), passeamos o resto do tempo por St. Germain-de-Près e Quartier Latin. Visitei as églises de St.-Germain-des-Prés, St. Sulpice (claro que não poderia deixar de ir depois de ler o Código da Vinci), a St-Séverin, a St-Julien-le-Pauvre, a St-Étienne-Du-Mont e a Chapelle St-Joseph des Carmes.  Fui ao Jardin de Luxembourg, ao Museu Cluny, Panthéon e a Sorbonne. No Panthéon vi o famoso Pêndulo de Foucaut e ali também estão as criptas com os restos mortais de franceses ilustres como Rousseau, Voltaire, Émile Zola, Jean Jaurès, Jean Moulin, Louis Braille, Victor Hugo, Pierre e Marie Curie e etc., etc..

Fui ao cemitério de Père-la-Chaise e no último dia fiz aquele passeio essencial nos Champs Elisées, Torre Eiffel e Notre Dame.

Comi no lendário Le Procope (data de 1686 e é o mais antigo de Paris) Ali já foi frequentado por escritores, filósofos, revolucionários e pessoas como Rousseau, Diderot, Voltaire, Benjamin Franklin, Danton, Victor Hugo, Verlaine, Balzac e outros.... Chique não acham? Imaginem as conversas que já não aconteceram nesse lugar!  na Brasserie Lipp,  no Café de Flore e no Les Deux Magots. No Deux Magots, não encontrei Sartre nem Simone du Beauvois, muito menos Zélia Gattai e Jorge Amado, só o Caco Barcelos da Globo.

Foi também a Bruges, cidade medieval na Bélgica.  ADOREI!!!

Bem vou parar e espero que não tenha cansado vocês com este verdadeiro diário. Tinha intenção de escrever só um pouco, mas acabei escrevendo muito e as histórias também são inúmeras. Compras?!?!? Nem pensar!!! Além de caríssimo, não dava tempo mesmo.

Senti muitas saudades de todas e foi muito bom chegar, abrir minha caixa postal e encontrar o carinho de minhas amigas queridas pelos e-mails.

Beijinhos

com carinho, Mariléa The Louvre 



Escrito por tekka às 11h42
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NÃO CHORE MAIS

Gilberto Gil



 
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