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strange-fruit


FICÇÃO CIENTÍFICA



Escrito por tekka às 14h01
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"Laranja Mecânica" completa 30 anos

Censurado no Brasil durante anos, filme de Kubrick só foi liberado com bolinhas pretas que ficavam pulando na tela para cobrir o nu

Lola Aronovich
Especial para Anexo

 O filme que agora completa 30 anos de existência está decididamente entre os melhores já feitos. Pelo menos na opinião desta sua humilde narradora. E na de outras pessoas mais cotadas.
Kubrick, o gênio, fez "Laranja" em 1971, logo após consagrar-se pela terceira ou quarta vez com "2001, Uma Odisséia no Espaço" (antes, a aclamação havia vindo com "Glória Feita de Sangue", "Spartacus" e "Doutor Fantástico", só pra ficar nos unânimes). "Laranja" era pra ser um filminho de baixo orçamento, um descanso do diretor entre dois épicos, "2001" e "Barry Lyndon". Mas, para um perfeccionista como Kubrick, não existiam diminutivos. Ele pegou a obra-prima de Anthony Burgess, escreveu o roteiro sozinho - foi seu primeiro script solo -, escolheu o elenco, produziu e dirigiu "Laranja". No final, só podia mesmo assiná-lo como "um filme de Stanley Kubrick".
Um detalhe sobre Burgess, hoje considerado um dos grandes escritores ingleses modernos, se não o maior. Em 1959, ele foi diagnosticado com um tumor no cérebro. Os médicos lhe davam no máximo mais um ano de vida. Para deixar algo que sustentasse a família, Burgess redigiu, em curtíssimo espaço de tempo, uns três romances, incluindo "Laranja Mecânica". Em seguida, sobreviveu por mais um quarto de século. Faz a gente pensar que erros médicos podem não ser tão ruins assim, né?
"Laranja" não põe muita fé na humanidade. Começa com Alex, um delinqüente juvenil (no filme, ele tem 20 e poucos anos; no livro, 15), narrando suas aventuras de duas noites. Num futuro próximo, que talvez hoje já soe como passado, as ruas à noite são dominadas por grupos de garotos que falam uma língua estranha e aterrorizam qualquer coisa que se mexa. Obviamente, nenhuma relação com o nosso presente. Alex toma leite com drogas, pisoteia um mendigo, briga com uma gangue rival, rouba um carro, brinca de "rei da estrada", causando inúmeros acidentes automobilísticos, veste máscaras de horror e invade um lar, onde destrói tudo, invalida o marido e estupra a mulher, enquanto canta "Singing in the Rain".
Já em casa, lamentando a jornada de "pouca energia gasta", se masturba ouvindo Beethoven e tem visões apocalípticas. No dia seguinte, Alex falta à escola, é visitado por seu agente de condicional, vai a uma loja de música (ele é apaixonado pelo velho "Ludwig Van"), e seduz duas jovens. No livro, elas são meninas de 10 anos; Kubrick, aparentemente, não quis jogar mais lenha na fogueira de algo que já seria suficientemente polêmico sem pedofilia no meio. Prefere mostrar 40 segundos de um ménage-a-trois explícito, só que acelerado, ao som de "William Tell" (o filme foi censurado no Brasil durante anos, e só liberado com a inclusão de ridículas bolinhas pretas que ficavam pulando na tela para cobrir as vergonhas dos personagens nus).
A seguir, Alex ensina uma lição a seus marginais amotinados, se droga mais um pouco, e entra numa casa onde mora uma senhora com suas dezenas de gatos (e nós, humanistas que somos, nos preocupamos com o que Alex vai fazer com os felinos). Num duelo em que ele segura um falo gigante contra a mulher e seu busto de Beethoven, Alex a mata. Sua gangue o trai e ele vai preso.
Ahn... Este é apenas o terço inicial da obra.


Vocabulário especial

Tudo isso já seria bastante ultrajante por si só. Ser contado em primeira pessoa por Alex, que se declara "seu humilde narrador" e nos chama de "seus únicos amigos", também não ajuda. Porém, para tornar esta fábula ainda mais inesquecível, Burgess inventou um vocabulário especial composto por palavras russas, expressões ciganas e grunhidos em inglês. As palavras que mais aparecem? Não contei, mas devem ser "horrorshow", que quer dizer "ótimo", e "krovvy", que significa "sangue". O verbo "snuff", popular hoje como sinônimo de filmes pornôs que matam suas atrizes de verdade, também está lá, mas quer dizer somente "morrer".
Se você está revoltado com a saga de ultra-violência cometida por Alex, vai se indignar ainda mais ao saber que isso é fichinha perto dos abusos que Alex sofre por parte do Estado. Não é que a gente fica com pena do miserável? Nosso criminoso passa por uma lavagem cerebral que o transforma em uma laranja mecânica, algo que parece orgânico mas que funciona mecanicamente. Qualquer ato de violência lhe provoca mal-estar. Este é o ponto central da história, proferido pelo chapelão da prisão: "Quando um homem deixa de poder escolher, ele deixa de ser um homem".
Alex não tem mais como optar - ele só pode ser bom, mas não por livre arbítrio. Ao sair da cadeia, ele é perseguido por suas vítimas, tenta o suicídio (numa cena memorável, Alex se joga de uma janela. Kubrick faz com que a gente adote seu ponto de vista ao arremessar uma câmera ligada de um último andar), e vira garoto-propaganda de um governo totalitário. No grand-finale, ele se imagina transando com uma moça, rodeado por um público vestido em estilo vitoriano, que o aplaude. E fala pra gente: "I was cured all right" ("eu estava mesmo curado").

Fidelidade

"Laranja Mecânica" constitui a mais fiel adaptação cinematográfica que conheço. Quase todos os diálogos do livro, na sua linguagem (in)decifrável, estão lá. Desde a essência da obra, com seu clima opressivo, até o sarcasmo do protagonista, Kubrick não deixou escapar um detalhe sequer. Por que, então, o filme é tão melhor que o livro? (não que o livro não seja um estouro, mas o filme é uma obra de arte única). É por causa das minúcias. Por exemplo, a idéia doentia de cantarolar "Cantando na Chuva" durante o estupro não aparece no livro. A música aparentemente inocente inclui trechos como "estou pronto para o amor" e "tenho um sorriso no meu rosto para toda a raça humana". Você nunca mais vai encarar Gene Kelly do mesmo jeito.
E nem Beethoven, nem o cinema, nem a bíblia, nem a ideologia pró-pena de morte. E, evidentemente, nem o oftalmologista (a propósito, Malcolm McDowell, que interpretou Alex brilhantemente, teve sua córnea machucada durante as filmagens). "Laranja Mecânica" muda nossa percepção de todas as coisas. É por isso que é um grande, enorme filme que, mesmo depois de 30 anos, mantém toda sua potência intacta. Você pode ver "Laranja" e entender porque, em outras épocas, o cinema ainda era considerado arte, a sétima. Ou pode ficar com os abacaxis de hoje. Ao contrário de Alex, você tem livre arbítrio. Ou não tem?

  • Lola Aronovich, crítica de cinema
 

para completar, veja o sensacional clip http://www.kubrick2001.com/2001.html

cortesia de Sylvie, com direito a trilha sonora e efeitos especiais!

 



Escrito por tekka às 13h55
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NIVER da JUSSARA !!!!!

 

 

 

 

NIVER DA JUSSARA

 

ABRAÇO CARINHOSO por seu NIVER!

                                                                                     

                                                                                    tekka, salete, raissa, luana, taiana, pablo, juan

 

Happy BirthdaySurpriseAirplane Wishes 1Birthday Babies 

http://sombrasil.ig.com.br/musicalcards/mostraframe.php?requisitada=go.php?url=cartoes/vercartao.php%id_cartao=01983802440%notificar=1




Escrito por tekka às 13h38
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BRASILIA É UM AVIÃO -

 

 

 

Elaine, do http://letsgetlost.weblogger.com.br, fez belíssima crônica sobre o avião que é Brasília. A cidade tem asa norte e asa sul, nas quais Niemeyer imaginou as super-quadras. Elas seriam centros democráticos de convivência entre patrões e servidores: motoristas, babás, cozinheiras. Claro que o patriciado logo fez com que os demais tripulantes pegassem o rumo das cidades-satélites. Casa Grande expulsou  Senzala para a periferia.

Os donos do poder (qualquer poder) passaram a usar intensamente o aeroporto local, de onde se ganha Rio, São Paulo, praias do NE, Ilhas Seychelles, e, pour quoi pas, Paris (sonho obvio não só da Beta, e onde os bistrôs são de verdade).

Criou-se a semana "T.Q.Q", novo código aeronáutico: Toronto/Quebec/Quebec. Chega-se na terça, almoça-se na 402 sul, vai-se ao trabalho à tarde e, na quarta-feira, trabalha-se o dia todo (ufa!). Na quinta embarca-se novamente. PTA estão sempre disponíveis: prepaid tickets. Se o tempo não foi suficiente fazem-se sessões extraordinárias, ganha-se jeton, ajuda de custa e mais PTA. Então, não há ambivalência alguma: os que estão em terra continuam na manutenção e no cattering. Os demais voam. E como voam!

O aeroporto agora tem novas mordomias. Além das salas VIP, há quatro super-salas de cinema. Pode-se ver Lost in Translation, Dogville, Kill Bill ou a nova Meg Ryan. A bordo, o cinema continua, após os ritos de passagem: toalhas mornas, taças de champanhe, jantar com vinho, sobremesa e café. Onde, pois a ambivalência? Cada um conhece seu lugar: quem pode voa, quem não pode pega suas conduções. E pluribus omnibus: ônibus para todos... Ou então o metrô para vidas tão subterrâneas.

É assim que caminha (ou voa) a humanidade. O eixo é monumental para os deslocamentos dos carros pretos com placas oficias. Decola-se suavemente, deixando "em terra" a realidade e suas turbulências ... Machado não tinha sua Noite de Almirante? Pois aqui o céu é sempre de brigadeiro.

Parte II

Senhores passageiros, queiram atar seus cintos de segurança (ao som de Corcovado, de Tom Jobim, "tua beleza é um avião"). Nossa leitura de bordo será a belíssima crônica do weblogger da Elaine: Brasília é um avião.

 

Brasília: capital da ambivalência / Elaine, do http://letsgetlost.weblogger.com.br

Capital do tédio. Espelho embaçado de um país incompleto cheio de traços perfeitos e senis destroços. Capital de um estado; de um estado-de-alma. Se fossem só as luzes todas organizadinhas fazendo formas geométricas a um olhar-de-cima; se fosse só o formato de avião que metalingüisticamente vemos na materialidade própria de um olhar no sobrevôo... Mas, Brasília, é muito mais do que isso. Brasília é um avião estático em um aeroporto ainda em construção. Deus... Só agora percebo que um avião parado só pode servir de exemplo de amostras passadistas, que aludem a invenções, estórias e personagens. Qual a alma de um avião parado? Avião nasceu pra voar, nasceu pra ter asas que se movimentam e não asas que ficam sempre estáticas por elementos colantes e concretos. Brasília não voa. Brasília não tem alma. Ou então, a alma do avião que foi desenhado, está em um profundo processo de evolução que se entedia.

Brasília é um avião parado, e agora com seus quarenta e poucos anos no chão entram nesse avião diversos passageiros, uns que ficam dentro e olham a vida por essas janelinhas pequeninas e se divertem; outros se cansam das mesmas janelinhas que mostram sempre nuvens e céus. Os que se entendiam esquecem, que, as paisagens das nuvens mudam, e vêem no céu apenas espuminhas brancas e flutuantes.

O céu não é mar, nuvem não flutua. Ainda assim, pro indivíduo que se diverte dentro do aeroplano, o céu é um mar, as nuvens vivem em um devir animal-naus; por horas as nuvens retratam velhos caducos com cabelos brancos, ralos e escassos; em outras horas: sereia em praia tropical encantada. No céu cabem tantas nuvens e astros; nos mares tantas vidas e sobrevidas.

Brasília é um avião que está em um céu de terra, as nuvens desse céu daqui de baixo são os motores e as fumaças nos espaços largos que parecem avenida-do-mundo-inteiro. O mar é em cima, no lugar do céu; e aqui, estamos sempre em uma insegurança que diz a respeito da queda; o medo da queda é o tédio de cada morador que procura veementemente vida fora dos barzinhos. Às vezes encontram uns lugarzinhos verdes feitos, pra se fumar coisinhas verdes; os lugares são quase oníricos, e infelizmente o perdemos no sonho, junto com morfeu e com os ilogismos relativos a tempo-espaço.

Depois do sonho, o que resta?

Casa com janelas abertas, um olhar ao mar-invertido, duas voltas na chave da porta, um bom punhado de livros, e um telefone pra manter contato dentro desse avião, porque uns estão na primeira classe... aahh, e por aqui, a primeira classe circunda o plano-piloto; os ricos estão nesse céu de terra, do lado de fora do avião e ainda assim são ricos! A primeira classe fica fora do avião; deus... Isso é quase surreal! É por isso que me entedio em Brasília, quando eu acho que uma coisa será de tal maneira é exatamente o contrário. Daí eu fico com uma dúvida, de alguém que só morou em um único lugar: esse problema do eterno-engano é só dentro do avião? É por isso que quero ir pro porto. Quero um mar de verdade daqueles que objetos navegam pelo empuxo. Por isso que quero ir pra Portugal, lugar onde pelo menos o nome concorda com o país, lá, deveras, falam a minha língua.

A minha ambivalência não está só em mim, está nesse avião que não voa, e que brinca de fazer de terra: céu.

A capital do tédio, e talvez da esperança também: meu deus! quando esse avião vai voar no lugar certo?
Não é à toa que foi apelidada assim!

O que se esconde por trás de toda ambivalência e de descrições aéreas, é que, de maneira quase irracional, nessa linha tênue que separa a loucura e a desrrazão, é que, eu amo essa cidade. Aqui é diferente, o avião está parado, e ainda assim, voa no chão. Sim. Brasília tem alma! E a alma é construída pelo amor ao tédio e aos barzinhos; pelo amor à inação, e as gramas, musicais ou não.

Brasília é um avião que rasteja e que tenta andar.

E os anos que não passam...

 



Escrito por tekka às 20h32
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BRASILIA FAZ 44 ANOS ...

 

ANJO (ou ANJA...) de CESCHIATTI, como eu o vejo na Catedral: AZUL ...

                                                                     foto by tekka

              (o que há em ti

que me faz te amar?)



Escrito por tekka às 00h49
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UM LUGAR IMAGINÁRIO / Adriana Lisboa

 

Brasília não me dá respostas. Tudo são sussurros. Não há calçadas para o pedestre e não há rotas para o olhar, que voa feito um pássaro embriagado. Dizem: monumentalidade. Não me abalo. Porque agora já sei que o concreto também é de algodão. Se eu quiser, posso levar o Eixo Monumental na bolsa para o meu filho brincar, em casa. Mas ao mesmo temnpo na Igrejinha eu me perco, não sei como sair dela, sequer me lembro onde fica a entrada. Às vezes, a beleza entontece, me puxa para além da minha compreensão. Brasília é uma epifania e é um suave bocejo feito de coisas pequenas e instantâneas, de cantinhos e surpresas. Paradoxo. Norma. Maternal, ela me dá amigos no mesmo instante. Sei que poderei carregá-los pela vida afora. Amigos antigos em meia-hora. Também me dá a simpatia dos desconhecidos e meus ombros vão relaxando [...] Será a garça branca cruzando a levíssima ponte e o cinza carrancudo sobre a Catedral em que um bem-te-vi rezava a missa. Será o medo de que num dado momento as pessoas percam o peso e saiam flutuando por entre os inúmeros céus de Brasília, finalmente e irremediavelmente invadidas pelo espaço.

Eu trouxe perguntas. Brasília, generosa, me deu mais perguntas. Brasília não me devolveu a mim, apenas indicou-me outras (outras eus, outras Brasílias), que cabem na mesma fantasia. No pulso, o sangue também lateja hemácias de concreto, poroso, vaporoso, um suspiro sobre o Planalto Central. Alguém fotografou meu sonho?

...Brasília está tombada, iluminada,

como o mundo real

Ana Cristina César

p.s.: fico devendo a vocês a belíssima e definitiva crônica sobre Brasília, feita aqui por Clarice Lispector ...

"vi uma bela mulher com olhos vendados/ num pedestal, nos degraus de um templo de mármore/ as multidões passavam diante dela/ dirigindo-lhe o olhar de quem implora/ na mão esquerda ela sustinha uma espada/ ela brandia a espada / golpeando ora uma criança, ora um trabalhador/ ora uma mulher que se esquivava, ora um lunático / na mão direita ela sustinha uma balança:/ na balança eram jogadas moedas de ouro / por aqueles que escapavam ao golpe da espada / um homem, com uma toga preta, leu de um manuscrito:/ - Ela não respeita as pessoas / então um jovem, que usava um boné vermelho / pulou para o lado dela e arrebatou-lhe a venda / ah, as pestanas haviam sido comidas / das pálpebras lodosas;/ os olhos estavam cauterizados por um visgo leitoso:/ a loucura de uma alma estertorante / estava gravada em sua face... / mas a multidão ficou sabendo por que ela usava venda." ...Edgard Lee Masters, que fez uma SPOON RIVER ANTHOLOGY, retomando os padrões clássicos como na ANTOLOGIA GREGA, onde se encontram epitáfios de cidadãos atenienses ...


Alex: vou ter que postar seu email aqui!  (de um texto de Fausto Wolf, no PASQUIM desta semana)

CORRUPÇÃO, teu nome é Cultura!

Um menino viu um velhinho plantando uma nogueira e começou a rir: "esta árvore leva 40 anos para dar frutos". O velhinho respondeu: "Quando nasci já encontrei uma nogueira plantada dando nozes". Esta fábula tem uma moral. A corrupção, desde que praticada por pessoas de boa família, é uma cultura assim como a proteção ao meio ambiente. Maluf, o rei, ACM, Setúbal, Calmon de Sá, Estevão, Roriz e outros menos votados, quando nasceram já encontraram pronta a gentil corrupção que lhes permitiu boas escolas, bons carros, boas viagens ao exterior. Devemos entender o sacrifício desses heróis, vítimas de uma cultura que os obriga a fraudar em benefício das gerações futuras. Plantar árvores qualquer um planta mas dar festas como o Suassuna (o senador, é claro, e não o pobre escritor) quero ver quem dá.


  realmente, my dear, um telefone é muito pouco, pra quem ama feito um louco e mora no Plano Piloto!!!!!

 



Escrito por tekka às 00h38
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jornal que leio em Brasilia

é o CORREIO BRAZILIENSE - por que? além do costume, que me fez ficar addicted, há colunas e cadernos imperdíveis - o que mais curto:

Língua Solta, da Dad (dicas preciosas e bem-humoradas sobre o correto emprego do português). Ela também tem uma coluna de opinião e, semanalmente, histórias mitológicas curtinhas no caderno SUPER!  -  a Dad comunga da opinião de que "escrever é cortar" ... 

Sites da Dalila Góes, às 2ªs feiras, com dicas certeiras sobre o melhor da net. O Caderno de Informática, às 3ªs feiras ..

Coluna literária de Sérgio de Sá;  Crônica da Cidade, de Conceição  Freitas; todo o Caderno C e o  PENSAR. Mas sinto imensa falta do TT Catalão!


O QUE  AMO EM BRASÍLIA: o óbvio céu, os descampados, as manhãs de maio e junho, o sol rubro de agosto, a esplanada dos mis / térios, o Líbanus, a Toca do Chopp, os cinemas, todas as esculturas de Ceschiatti, o CCBB, os azulejos de Athos Bulcão, o azul dos vitrais de Dom Bosco e a Catedral de Niemeyer.

O QUE DETESTO EM BRASÍLIA: a breguice do poder, a assembléia legislativa de araque, as barracas de plástico na esplanada, os Q.I., a crendice generalizada, os místicos de plantão, os naturebas de ocasião, o abismo social, os social climbers, a feiúra da rodoviária e dos ônibus sujos, a demagogia dos arrependidos, as absurdas verbas dos absurdos gabinetes, as distâncias infinitas pra se chegar ao trabalho ...


Brasília tem poetas-residentes, como Nicolas Behr e Luiz Turiba, e a língua cáustica de Ézio F. Bastos, que está lançando mais um livro.

pra quem gosta de plantas e poesias>>>>>>> www.paubrasilia.com.br - ninguém me ama, ninguém me quer, ninguém me chama NICOLAS BEHR (o semeador)


 

Flor do Cerrado

(Caetano Veloso)

Int.: B7+/9
B7+/9                             
Todo fim de ano é fim de mundo e todo fim de mundo 
   C#7/9
É tudo que já está no ar, tudo que já está
  C#m7/9             F#7/13      C#m7/9           F#7/13
Todo ano é bom todo mundo é fim, você tem amor em mim ?
B7+/9                                         C#7/9
Todo mundo sabe e você sabe que a cidade vai sumir por debaixo do mar 
                   C#m7/9  F#7/13   C#m7/9 F#7/13  F#m7
É a cidade que vai avançar, e não o mar, você não vê
               B7/9                E
Mas da próxima vez que eu for a Brasília  
    D         A         G#7   C#7  F#7
Eu trago uma flor do  cerrado pra você 
               B7/9                E
Mas da próxima vez que eu for a Brasília  
    D         A         G#7   C#7  F#7
Eu trago uma flor do cerrado pra você
 B7+/9
Tem que ter um jeito e vai dar certo e Zé me diz 
     C#7/9
Que ninguém vai precisar morrer para ser
      C#m7/9  F#5+/7 B7+/9 F#7/13
Para tudo ser     eu    você
 B7+/9
Todo fim de mundo é fim de nada é madrugada 
          C#7/9
E ninguém tem mesmo nada a perder 
              C#m7/9               F#7/13   F#m7
Eu quero ver, olho pra você, tudo vai nascer 
               B7/9                 E
Mas da próxima vez que eu for a Brasília 
    D         A        G#7   C#7  F#7
Eu trago uma flor do cerrado pra você

 



Escrito por tekka às 23h47
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STRANGE FRUIT by Dani: http://girllikethat.zip.net

21/04/2004


Homenagens


Strange Fruit

Southern trees bear strange fruit,
Blood on the leaves and blood at the root,
Black bodies swinging in the southern breeze,
Strange fruit hanging from the poplar trees.

Pastoral scene of the gallant south,
The bulging eyes and the twisted mouth,
Scent of magnolias, sweet and fresh,
Then the sudden smell of burning flesh.

Here is the fruit for the crows to pluck,
For the rain to gather, for the wind to suck,
For the sun to rot, for the trees to drop,
Here is a strange and bitter crop.

Uma pequena homenagem para uma pessoa que é super fofa.
Querida
Tekka, que você sempre tenha amor na sua vida.
Feliz Aniversário.

 
Dani: não tenho palavras ...


- Postado por: **Daniela** às 19h27
[
gostou?? mande para alguém... ]


Escrito por tekka às 20h38
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CONSPIRAÇÃO DE AMIZADE ...

 

 

Tenho por hábito associar obra de arte a quem faz arte dentro do meu peito. Gente de que gosto e matizo com as cores que me são mais caras: as de Matisse, Munch, Picasso. E por que não as de Renoir?

Gente que cabe muito bem num Van Gogh, mas que também sabe ser Monet. Insondável como Dali.
 

Tem gente que é de um jeito que não se sabe dizer muito bem qual é. Único, como em certas paisagens da natureza e das cores. De contornos tão vastos quanto o continente do coração.

Eloqüente, abstrato, inconsciente-flor!

A pessoa de hoje, é a que me ensina com versos de Sylvia Plath, Ana César, ee cummmings, a pureza impura dos humanos sentimentos. À distância ou não, sempre se fará presente, com a poesia de sua vida.

A pessoa de hoje atende por Tekka, e está aniversariando.


Parabéns, querida!!! Toda felicidade do mundo. Admiro-a.


 
Toda minha sensibilidade te beija.

 

Da amiga,

 

Beta  >>>>>>>>>>>>>> www.betamania.turmadobar.com

 

 

              Beta:   se eu fosse Ana.C te diria:  tenho uma folha branca e limpa à tua espera -

                                                                 tenho uma vida branca e limpa à tua espera ...

 

 

                  ou Carlos Nejar:   as noites em ti naufragam

                                        

                                            os astros em ti se somem ...

 

                                                                                                              

 



Escrito por tekka às 04h38
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AMIGOS MERECEM ...

é o que posso oferecer a todos que me visitaram, com demonstrações de carinho explícito - as respostas a cada comment se encontram abaixo, no post da MONA LISA. Agradeço, também,  a todos e todas que deixaram msg no www.betamania.turmadobar.com, no http://solstar04.zip.net, e no http://blogdaval.zip.net; e também msg e emails com os seguintes links:

Antonietta: www.thayane.net/nv/niver5.html,

Rose: To view the card go to http://xtraz.icq.com/friendship/pages/view_page_9957.phpTati: http://sombrasil.ig.com.br/musicalcards/mostraframe.php?requisitada=go.php?url=cartoes/vercartao.php%id_cartao=01983802440%notificar=1 .

Vou tentar citar nominalmente os demais que deixaram msg e visitas aqui ou nos blogs acima citados: Débora, Rosa, Simone, Arquimimo, John, MARtinha, Christiano, Flavio, Adelaide, Moça, AndréLuiz, PeterPan, Lobamulher, Fernando, Theo, Butterfly, Pill, ivy, betatinha, Ivan/navi, Monica, hide, Junio, Stella, Sofia_Gaarder : é demais prum pobre coração ...

Aniversário no Planalto Central

Festa no Planalto Central. Mais Precisamente em: Brasília

É o aniversário de uma pessoa que do planalto central, invadiu (invasão das melhores) a rede blogueira de um jeito muito próprio. Parabéns Tekka, que com sua strange-fruit desafia a vã filosofia existente entre o céu e a terra e procura incansavelmente por mais conhecimento e demostrando mais ainda toda sua inteligência, divide este conhecimento com as outras pessoas.

Tudo de bom para a colunista do cotidiano,Felicidades!!!!

Parabéns pra vc...

é o que deseja de coração

sol  >>>>>>>>>>>>> http://solstar04.zip.net - AO TRIO-MARAVILHA Sol, Deb e Rose eu diria o TERCETO DE AMOR de Thiago de Mello:

                                                                                                               sirva a tua vida inteira de azul ...

 ... e tchan tchan tchan, last but not least:

 Terça 20/04 é niver de uma amiga especial.
Uma amiga Blogueira e de Brasilia
convido vcs a darem uma passadinha em
strange-fruit.zip.net
Da amiga Tekka
             

o que dizer a VAL? Vai, VAL, ser feliz na vida!!!!

 

 

aos que  curtiram as variações da MONA LISA, convido a visitar outras em meu fotoblog: http://relvaw.fotoblog.uol.com.br

(STRANGE-PHOTO)

 

 



Escrito por tekka às 03h26
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MONA LISA É O QUE HÁ ...

 

 

Mona Lisa ou La Gioconda, de Leonardo, tem atravessado séculos com seu imprescrutável sorriso, com que ela tira sarro de todo mundo, e se presta a qualquer devaneio ou piração - já a pintaram  de bigode à Dali, como fez Duchamps, e há variações  espalhadas nos 4 cantos da terra... agora vem Umberto Eco dizendo que ela era travesti, coisa que tem sido objeto de discussões infindáveis ...  ela continua sorrindo,  na sua  atitude  blasée e enigmática... aqui vão algumas dessas variações ...  sempre aparecerá alguma "nova" Mona Lisa, e enquanto mundo houver, ela existirá ...

16/04/2004 - 09h22

Umberto Eco diz que Mona Lisa pode ter sido um travesti
Berlim, 16 abr (EFE).- Em entrevista publicada hoje, sexta-feira, no jornal "Sueddeutsche Zeitung", o escritor italiano Umberto Eco afirma que a Mona Lisa pode ter sido um travesti e que não gostaria de jantar com ela nem com a Vênus de Milo.

"Não gostaria de jantar com nenhuma das duas. A Vênus é muito musculosa, e a Mona Lisa pode ter sido um travesti", responde Eco a uma pergunta sobre qual das duas figuras da história da arte ele considera mais bonita.

A entrevista do "Sueddeutsche Zeitung" foi feita a propósito da publicação em alemão da "História da beleza", de Eco. Na obra, o autor procura mostrar como os critérios de beleza e feiúra evoluíram através dos tempos. Atualmente, segundo Eco, coexistem diversos ideais de beleza, o que o escritor propõe demonstrar "vagando pelas ruas e entrando em uma livraria, uma discoteca e um museu".

"Outra possibilidade é dar uma resposta teórica e dizer que Nietzsche já tinha visto o problema: nossa época sabe tudo da história anterior, quase se afoga nela, e por isso é possível a convivência de conceitos de beleza de épocas distintas. No final do livro, falo do politeísmo da beleza", diz Eco.

Diferentemente de outras épocas, em nosso tempo, segundo o escritor italiano, há uma tolerância a ideais de beleza diferentes, o que, em princípio, Eco considera positivo e "um sinal de nossa consciência da história".

No entanto, alerta contra o fato de que, para muitos, essa tolerância se transformou em indiferença, e "nesse ponto o politeísmo da beleza se converte em ateísmo da beleza".


                Duchamps                                              Botero                                                          Toulouse-Lautrec

                A PRÓPRIA                                            Manhattan Mona Lisa                      variações pop



Escrito por tekka às 02h20
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AS CAUSAS / Jorge Luis Borges

 

 

 
Os poentes e as gerações.
Os dias e nenhum foi o primeiro
A  frescura da água na garganta
De Adão. O ordenado paraíso.
O olho decifrando a treva.
O amor dos lobos na alvorada.
A palavra. O hexâmetro. O espelho.
A torre de Babel e a soberba.
A lua que os caldeus olhavam.
As areias inúmeras do Ganges
Chuang' tzu e a mariposa que o sonha.
As maçãs de ouro das ilhas
Os passos do errante labirinto.
O infinito lenço de Penélope.
O tempo circular dos estóicos.
A moeda na boca do morto.
O peso da espada na balança.
Cada gota de água na clepsidra.
As águas, os fastos, as legiões.
César na manhã de Farsália.
A sombra das cruzes na terra.
O xadrez e a álgebra do persa.
Os rastros das grandes migrações.
A conquista de reinos pela espada.
A bússola incessante. O mar aberto.
O eco do relógio na memória.
O rei justiçado pela acha.
O pó incalculável que foi exércitos.
A voz do rouxinol na Dinamarca.
A escrupulosa linha do calígrafo.
O naipe do taful. O ouro ávido.
As formas da nuvem no deserto.
Cada arabesco no caleidoscópio.
Cada remordimento e cada lágrima.
Foram precisas todas essas coisas
Para que nossas mãos viessem a se encontrar.
 
to M., wherever
 
 
 
a imagem que abre a página é de um relógio construido por Dali em platina e diamantes, que ele chamou de
O OLHO DO TEMPO
 

Tati: aqui está o pensamento que você enviou, e que agradeço:

" O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso os educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos."
   Rubem Alves
 

 pernas pro ar que ninguém é de ferro ... (thks, Rose!) >>>>>>>>>

Ligue o som do seu PC, estique as pernas e relaxe.
 


veja o super-sofisticado site do fotógrafo brasileiro J.R.Duran >>>>> http://www.jrduran.com.br/


Escrito por tekka às 12h40
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Assim caminha a humanidade / Rachel de Queiroz

 

Assim caminha a humanidade

Há muito tempo que penso nisso e muitas pessoas devem ter pensado a mesma coisa. Mas ninguém fala, ninguém diz nada. Por que, não o sei. Trata-se do automóvel. Essa maravilha mecânica, o veiculo revolucionário que acabou com os carros de tração animal e expulsou o trem urbano para os longos percursos. E agora esse tótem de nossa era, o automóvel, também chega ao seu fim, transforma-se num veiculo obsoleto. Não serve mais. A finalidade a que se destinava, nas áreas urbanas: transporte individual, rápido, seletivo, perdeu o sentido. Você, hoje, para transpor alguns poucos mil metros, da sua casa para o centro, leva o mesmo tempo que gastaria se fosse caminhando a pé. As ruas de todas as cidades do mundo – pequenas, médias, grandes (ou imensas,como São Paulo ou Nova York) – vivem atravancadas por essas tartarugas ninjas, andando a passo de, sim, de tartaruga mesmo, cada um ocupando um espaço que vai de dez a doze metros quadrados, e transporta na sua grande maioria só uma ou duas pessoas, no máximo três, se houver o motorista. Arrogante. Nas suas janelas de cristal, na pintura luzidia, nos metais polidos, o automóvel é, acima de tudo, um monstro de egoísmo. A área que ele exige para si, na via pública, em vez de dois personagens lhe ocupando os assentos, daria para, no mínimo, três bancos de três pessoas, folgadamente instaladas. Quem vem, aqui no Rio, na Barra da Tijuca ao Centro, tem que se inserir, logo na Avenida da Américas, num imenso, compacto cortejo, andando em velocidade de enterro (qual enterro, já vi enterro marchando em muito maior velocidade!) e carregando todos juntos um contingente de pessoas que caberia folgadamente dentro de um trem suburbano. E em meio de buzinas, palavrões, batidas de pára-choques ou outros incidentes mais graves, só vai alcançar o seu destino – se der sorte – dentro de, no mínimo, hora e meia. É, temos de livrar as ruas disso que Macunaíma chamava "a máquina veículo automóvel". O carro puxado a cavalos também não desapareceu, por obsoleto? Hoje, nem a rainha da Inglaterra o emprega, prefere os seus reluzentes Rolls-Royces. Tal como não se podia suportar mais o atropelo e sujeira dos cavalos, das lerdas carruagens do fim do século 19, assim também o automóvel acabou.

Há que substituí-lo por um transporte coletivo de qualidade, rápido, limpo, confortável. Metrôs ou mesmo grandes veículos de superfície, sei lá. A cabeça dos técnicos já deve estar trabalhando, a dos urbanistas, a dos chamados cientistas sociais. Hoje em dia, leva-se mais tempo viajando de casa para o trabalho do que no trabalho propriamente dito. E como os patrões exigem as suas oito horas, tem-se que sair de casa em plena madrugada e chegar em casa depois das dez da noite. Quem mora no subúrbio conhece bem essa estratégia. Os ônibus mesmo, que poderiam ser um grande recurso, têm os seus espaços disputados furiosamente pelos carros e se embaralham, retardam e engarrafam, na confusão geral.

Quem sabe vai-se recorrer ao transporte aéreo, grandes helicópteros que seriam como ônibus voadores, pousando em heliportos arranjados nos tetos dos grandes edifícios? Não sei... Porque logo apareceriam helicópteros particulares, cada executivo teria o seu, de luxo, importado. O que, aliás, já está acontecendo. Eu mesma já viajei num desses, a convite de um amigo.

Ou será que os engarrafamentos vão continuar por mais anos e anos, como os assaltos, os seqüestros, os meninos de rua, as favelas e demais desgraças dos grandes ajuntamentos urbanos? Então, a solução seria mesmo acabar com os próprios grandes ajuntamentos urbanos? Então a solução seria mesmo acabar com os próprios grandes ajuntamentos urbanos. Voltar todo mundo a se espalhar pelo campo, só procurando os centros quando a natureza do seu trabalho o exigisse.

Até que o campo se deteriorasse também – já que esse é o destino do homem sobre a Terra: acabar com tudo de bom e bonito que a natureza para ele criou.

 



Escrito por tekka às 12h27
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NA GRÉCIA ...

No começo da 2ª Guerra Mundial, Henry Miller fez uma viagem à Grécia e a registrou em O COLOSSO DE MARÚSSIA, que Cora Rónai tão belamente traduziu. Aqui vai um pequeno trecho, como introdução a outro tipo de viagem que faremos em breve aos MITOS GREGOS.
 
"há muitas maneiras de se passear e a melhor, na minha opinião, é a grega, porque não tem objetivo, é inteiramente anárquica e muito humana. [...] Na Grécia a gente fica convencida de que o normal é o gênio e não a mediocridade. Em apenas um século, essa pequena nação deu ao mundo quase quinhentos gênios. Sua arte, que tem cinquenta séculos, é eterna e incomparável. A paisagem continua sendo a mais satisfatória, a mais maravilhosa que nossa terra tem a oferecer. Os habitantes deste pequeno mundo viveram em harmonia com o meio ambiente, povoando-o de deuses que eram reais e com quem viviam em íntima comunhão. O cosmos grego é a maior demonstração de unidade entre pensamento e ação. Até hoje é assim, muito embora seus elementos se tenham dispersado com o  tempo. A imagem da Grécia, por desbotada que esteja, permanece como um protótipo do milagre alcançado pelo espírito humano. Um povo inteiro ergue-se a altitudes nunca (e jamais) alcançadas, como provam as relíquias de seus efeitos. Foi um milagre. Ainda é. A missão do gênio - e o homem não é nada se não for gênio - é manter vivo o milagre, viver sempre no milagre e torná-lo a cada dia mais milagroso, não jurar fidelidade a nada - apenas viver milagrosamente, pensar milagrosamente e morrer milagrosamente. Se a semente do milagre for preservada e nutrida, pouco importa o que foi destruido [...] Quando se está em Epidauro, tem-se a certeza disso. O mundo pode estar estalando de malícia e despeito lá fora, indiferente às proporções dos furacões nascidos de nossas paixões, encontra-se um recanto de paz e de calma, a herança pura e destilada de um passado que ainda não foi inteiramente perdido"

                                                                                                                         (para Aldinha, de Atenas)



Escrito por tekka às 15h03
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mais um centenário de poeta: desta vez é Pablo Neruda, o conhecido poeta chileno:

-----TALVEZ
Talvez não ser,
é ser sem que tu sejas,
sem que vás cortando
o meio dia com uma
flor azul,
sem que caminhes mais tarde
pela névoa e pelos tijolos,
sem essa luz que levas na mão
que, talvez, outros não verão dourada,
que talvez ninguém
soube que crescia
como a origem vermelha da rosa,
sem que sejas, enfim,
sem que viesses brusca, incitante
conhecer a minha vida,
rajada de roseira,
trigo do vento,

E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...

Pablo Neruda



Escrito por tekka às 15h00
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ENTRAMELAMENTO

No Ceará existe o costume do entramelamento: sair a família de casa e viajar apenas pra visitar os parentes e amigos - ficam lá uns dias, jogam conversa fora, e voltam pra suas casas ...

O mesmo se dá aqui no país dos blogs: fazemos e pagamos visitas. Damos festas acima de nossas posses. Não fazemos feio - tamos bem na fita. Damos pitaco a rodo. Costuramos pra fora e pra dentro. Temos cartas na manga (sem punhos de renda). Linkamos sob a proteção de Lavoisier: nada se perde, tudo se transforma. Fazemos conclaves: habemus Mamas & Papas.

A Rainha de Copas costuma passear aqui com sua corte: - "que comam brioches, ou corto-lhes as cabeças!" O coelho falante avisa que é tarde, é tarde, é tarde, muito tarde.

Não temos endereço, temos @dress. Tamos ligados. Trocamos figurinhas. Reinventamos a roda. Aceitamos troca de bens emocionais e mentais. Temos confiança, até prova em contrário. Clicamos antes de entrar. Entendemos a linguagem dos sinais. Lemos nas entrelinhas. Não aceitamos palavras de ordem. Aqui só circulam amigos ou amigos de amigos. Indiferença se paga com indiferença. Nosso clima é instável, sujeito a ventos e tempestades. Mas também anunciamos lindos dias de sol.

Não fazemos planos a longo prazo. Não temos raízes. Somos coesos até que o provedor nos separe. Inquilinos da Torre de Babel e da Arca de Noé, temos a natureza dos térmitas: fuçamos tudo. Inventamos, fazemos malabarismos, atiramos pau no gato. Temos licença poética. Não há nada que um comment elogioso não resolva.

Não dispensamos curiosos. Não temos serviço de atendimento ao cliente e não aceitamos devolução. Dependemos do olhar alheio, mas tem hora que só existimos se ninguém nos olha. Os blogs (e as cartomantes] não mentem jamais.

Queira digitar a opção 9 para falar com um de nosso operadores. Leia o manual de instruções e fique atento aos prazos: Blogs duram o mesmo que as rosas: o espaço de uma manhã ...

 


 Aldinha: pedi licença à Margot do barcode pra colar aqui um comentário dela, que explica melhor este mundo dos blogs:

"Mocotó, entendo perfeitamente o que vc está sentindo. Realmente o pessoal está numa fase meio difícil, mas acho que isso só vem reforçar as grandes amizades que estamos fazendo neste, até pouco tempo, desconhecido mundo dos blogs.
Todos nós somos feitos de fases, mas qdo decidimos fazer um blog, inicialmente usamos um escudo, algo que nos proteja um pouco da exposição, afinal não sabemos quem irá ler ou quem está do outro lado, então usamos alguns subterfujos sejam eles profissionais, literários, cômicos, etc... Somos um pouco personagens de nós mesmos...
Conforme fomos nos conhecendo fomos nos sentindo mais a vontade e menos ameçados então acabamos deixando transparecer tb um pouco de nossos corações e de nossas almas. Afinal nos sentimos acolhidos e o escudo, que antes era algo criado por nós é substituido pelas grandes amizades e carinho desses novos e queridos amigos, pois não nos sentimos mais ameaçados.
Os amigos agora são nosso porto seguro, pois vc há de convir que ninguém é feliz, engraçado, profissional ou triste o tempo inteiro e que somos muito mais do que isso.
O que vc tem lido nos blogs e que te deixou preocupado, nada mais é do que um pouco da essência de cada um. Às vezes, doce, às vezes amarga...

Não se isso aconteceu ou acontece com todos, mas comigo pelo menos foi assim.

Bom é isso... espero ter consegui acalmar um pouquinho a sua preocupação.


Não precisava ter se desculpado, afinal vc apenas demonstrou sua preocupação com todos e aqui a casa é sua.

um grande beijo no seu coração...Margot"   >>>>>> http://www.multistudio.com.br/blog/


INFO_NEWS

E-mail do Google sairá dentro de algumas semanas, com espaço de até 1 giga. Será possível também buscar as msg pela interface do site. O sistema vem sendo testado há 1 ano.

DOWNLOAD: não se avexe!

Nos Estados Unidos, uma pesquisa concluiu que o d.l. de arquivos musicais NÃO reduz a venda de CDs. Professores da Un. De Carolina do Norte, usando métodos estatísticos, chegam à conclusão de que a maioria dos que compartilham os arquivos não compraria os discos que baixam da internet. O download pode até mesmo favorecer a venda de CDs, segundo esses professores. No Canadá, um juiz federal considerou que baixar música pela internet não constitui violação de direitos autorais. Em 19/12/3, a Justiça americana considerou ilegal que a Associação das Gravadoras intimasse os provedores que trocam arquivos musicais pela web. Entre nós, o vate condoreiro Castro Alves insiste em que o download é do povo como o céu é do condor ...


  agradecemos os comments dos novos e novas ilustres visitantes e faremos agradecimento individual, coisa impossível aqui onde estou, usando esta carroça_net, a bordo de um  LENTIUM 1.4 ... até amanhã!

alta gentileza da SofiaGaarder em www.sofiagaarder.blog.uol.com.br, a letra de STRANGE-FRUIT, gravada inicialmente por Billie Holiday e, depois, por Nina Simone:

Southern trees
Bear strange fruit
Blood on the leaves
And blood at the roots
Black bodies
Swinging in the southern breeze
Strange fruit hangin'
From the poplar trees
Pastoral scene
Of the gallant south
Them big bulging eyes
And the twisted mouth
Scent of magnolia
Clean and fresh
Then the sudden smell
Of burnin' flesh
Here is a fruit
For the crows to pluck
For the rain to gather
For the wind to suck
For the sun to rot
For the leaves to drop
Here is
Strange and bitter crop

(Ouça: Strange Fruit, com Nina Simone)



EM TI

EM ti me escuto, para ganhar-me;

EM ti me vejo, para deter-me;

EM ti me guardo, para sentir-me;

EM ti me encontro, para provar-me;

EM ti me instalo, para rever-me;

EM ti me chamo, para escutar-te.

Wilson Alvarenga Borges

 



Escrito por tekka às 14h51
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   composição de Arturo Nahum  sobre LOVERS de Man Ray

 

STRANGE FRUIT: SYLVIA PLATH

chegou  o filme sobre SYLVIA PLATH,  com a Gwyneth Paltrow. Sylvia é figura não mais controversa sobre seu valor poético. Nasceu em Massachusets em 1932 e morreu em Londres, com 30 anos - suicidou -se durante mais uma de sua graves crises depressivas - deixou  obra em prosa e verso, sobre a qual há muito se debruçam estudiosos e exegetas - sua curta vida não limitou seus dons, traduzidos em poemas belíssimos e emblemáticos - pode ser visitada em vários sites, como por exemplo este de onde tirei esta foto: http://www.opoema.libnet.com.br/sylviaplath/sylviaplath.htm

Sylvia Plath

PAPOULAS DE JULHO

Ó papoulinhas,  pequenas flamas do inferno,
Então não fazem mal?

Vocês vibram. É impossível tocá-las.
Eu ponho as mãos entre as flamas. Nada me queima.

E me fatiga ficar a olhá-las
Assim vibrantes, enrugadas e rubras, como a pele de uma boca.

Uma boca sangrando.
Pequenas franjas sangrentas!

Há vapores que não posso tocar.
Onde estão os narcóticos, as repugnantes cápsulas?

Se eu pudesse sangrar, ou dormir !
Se minha boca pudesse unir-se a tal ferida !

Ou que seus licores filtrem-se em mim, nessa cápsula de vidro,
Entorpecendo e apaziguando.
Mas sem cor. Sem cor alguma.

( tradução de Afonso Félix de Souza )

 

sites sobre o filme: www.webcine.com.br/filmessi/timebutt.htm e www.sylviamovie.com

 

 

 



Escrito por tekka às 01h32
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A PAIXÃO
 
agora quando se fala  em PAIXÃO de CRISTO, lembra-se logo do Mel Gibson ...
 
mas ... a HISTÓRIA aconteceu há quase 2000 anos ... para quem crê nela, há um sentido na SEMANA SANTA e na PÁSCOA, etc, para quem não crê, fica o esforço de explicar continuamente que não crê - de qualquer jeito envolve sofrimento ... sem falar que as "igrejas" todas absorveram o SENTIDO DA PAIXÃO :  segundo Joseph Campbell, o maior mitólogo contemporâneo, o sentido da Paixão é evocar no coração dos homens o sentimento de compaixão pelos sofrimentos da vida, e assim, afastar a mente humana do seu cego interesse nas coisas fugazes deste mundo - é tendo compaixão pelo Cristo que nos voltamos para Ele, e o injuriado se torna o nosso Salvador.
 
 Para ele, todo "herói", em qualquer cultura, é especial por sofrer um contratempo ou desafio, ou lhe ser imposta uma tarefa sobre-humana, e ele tem que partir voluntariamente ou não, sofrer muito para realizar o que precisa fazer e ter uma volta triunfal sobre a derrota inicial ... hoje, os heróis são geralmente galáticos, e geram filmes espetaculares como GUERRA NAS ESTRELAS ou MATRIX - todas essas história envolvem o "mito do herói" ...
 
Para Shopenhauer, mesmo o homem comum tem essa aspiração de sacrificar a vida por outrem, sob pena de não mais conseguir viver ...
 
Hoje saiu interessante artigo do jornalista Mauro Santayana, no CORREIO BRAZILIENSE, falando sobre os dois ladrões que ladeavam o Cristo crucificado: "segundo João, Ele, levando a cruz às costas, saiu para um lugar chamado Caveira, que em hebraico se chama Gólgota, onde o crucificaram, e com ele os outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. [...] Assim, os iguala, naquela agonia, a Cristo. São outros dois, que perturbaram a ordem, a lei vigente, e são também punidos...[...] Aos olhos de João, Jesus morre no melhor estado de sua alma, quando ela se iguala à alma de todos os homens. Entre dois outros, cada um deles em sua cruz, entre todos nós".
 
A celebração da Paixão é um espetáculo "over", barroco, por isso tem tanta repercussão em Minas - outros estados foram tomados da mesma "piedade" mais para exibir astros globais.
 
Fica esse "toque" aqui e as imagens do Cristo flagelado e crucificado estarão no strange-fotoblog >>>> link  na coluna da direita.
 
 
Por que o jejum?
 
O caderno EQUILÍBRIO, da FOLHA DE SÃO PAULO de hoje (8/4/04) explica que é prática comum em diferentes religiões e a meta é o crescimento espiritual: os desejos do corpo são controlados, para dar "espaço" ao espírito.
Há uma conotação de purificação do corpo, de dar-lhe leveza, e propiciar mais tempo à meditação sobre os fins últimos do homem. Entre os muçulmanos, a prática é rígida e prolongada, para os judeus há uma mescla com o perdão, para os católicos, uma oportunidade de crescimento espiritual, e para os budistas, a mortificação do corpo e do espírito. Em todas um traço comum: sentir necessidade, como diz Jihad Assam: "nada melhor do que a necessidade para fazer o coração frio se aquecer e o coração duro amolecer".
 


Escrito por tekka às 00h59
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ainda a verdade ...

                                      foto de Armindo Lopes

"não digais: 'encontrei  a verdade' - dizei de preferência: 'encontrei uma verdade"
 não digais: 'encontrei a senda da alma' - dizei de preferência: 'encontrei a alma andando em meu caminho' - porque a alma anda por todos os  caminhos. A alma não caminha numa linha reta nem cresce como um caniço. A alma desabrocha, tal um lótus de inúmeras pétalas"
 
Gibran Khalil Gibran, O PROFETA
 
****
Creio nos que buscam a verdade; duvido dos que a encontraram (André Gide)
 
****
Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas  - (Nietzsche)
 
****
Ama a verdade, mas perdoa o erro - (Voltaire)


 A ENSOLARADA JANELA DE HOJE É PARA ANUNCIAR A NOVA CASA DA BETA: www.betamania.turmadobar.com. >>>> siga a Rua das Azaléias, passe no Beco do Girassol, quebre à direita na Praça da Árvore, desça a Ladeira do Pantanal, mais um pouco na Prímula Avenida  ... entre na "turma do bar" ... é aí!


em primeira mão: lançamento de NOVAS SELETAS de Ana Cristina César, organizador Armando Freitas Filho, Editora Nova Fronteira. "Apresentada em ordem cronológica, a antologia da breve e consistente obra da poeta Ana Cristina César apresenta dois tipos de texto: o monólogo e o diálogo íntimo. Florescida sob a inspiração do movimento da 'poesia marginal' (geração mimeógrafo - anos 70), o estilo dela manifesta-se em poemas que confundem vida e poesia" .... Ana Cristina César nasceu em 1952, no Rio de Janeiro. Após morar um ano em Londres (1968), escreveu para revistas e jornais alternativos. É autora de Cenas de Abril e Luvas de Pelica, entre outros. Publicou, pela Funarte, pesquisa sobre literatura e cinema. Trabalhou em jornalismo e televisão, e suicidou-se em 1983 - fonte: CADERNO C do CORREIO BRAZILIENSE, pg. 3, de 8/4/2004.


os porcos-espinhos ...

um dia de inverno glacial, os porcos-espinhos de um rebanho apinharam-se a
fim de se proteger contra o frio pelo calor recíproco, salvando-se assim do
congelamento. porém, dolorosamente incomodados pelos espinhos, eles não
tardaram em voltar a se afastar uns dos outros. obrigados a se reaproximar
por causa do frio persistente, sentiram novamente a ação desagradável dos
espinhos; essas alternâncias de aproximação e afastamento duraram até que
eles encontraram uma distância conveniente onde puderam melhor tolerar os
males que a si mesmos causavam ...

p.s.

1) a prática da felicidade torna-se subversiva quando é coletiva

2) conspirar quer dizer respirar juntos

3) nada é adquirido de uma vez por todas - nenhuma fase, nenhum complexo
nunca são vencidos, nunca superados totalmente, tudo permanece em suspenso,
disponível a todos os reempregos e a todas as degringoladas

4) é preciso forçar a natureza a ir tão longe quanto nosso espírito

 

 




Escrito por tekka às 02h14
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AMAZÔNIA: TERRA DEVASTADA -  23.750 quilômetros quadrados (!!!) de floresta foram destruídos apenas no ano passado. Governo se diz "constrangido" com a situação.  O planeta Marte avisa: "eu sou vocês amanhã" ...


OCEANO 

"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo.
Olha para trás, para toda a jornada: os cumes, as montanhas, o longo caminho
sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê a sua frente um
oceano tão vasto que entrar nele nada mais é que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra
no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não
se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
Por um lado é desaparecimento, e por outro lado é renascimento." 
 
texto de Paulo Freire, segundo informação de MARtinha do http://jardimnadasecreto.zip.net
 
                                                    thks, Wanadoo.nl!! thks, MARtinha!
 
 
A MENTE QUE SE ABRE A UMA NOVA IDÉIA JAMAIS VOLTARÁ AO SEU TAMANHO ORIGINAL - Albert Einstein
 


Escrito por tekka às 23h03
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Leco

 
 
 
Eu me planto no chão para crescer
como a relva que eu amo.
Se de novo me quiserdes buscai-me
em baixo das solas dos vossos sapatos.
Dificilmente sabereis quem eu sou ou o que
significo, mas apesar de tudo serei para vós  boa saúde,
purificando e dando fibra ao vosso sangue.
Deixando de encontrar-me ao primeiro momento,
conservai a coragem:
perdendo-me em um lugar, ide procurar-me em outro;
em algum ponto eu hei de estar
parado, a esperar por vós.
 
(Walt Whitman)
 
 
     
Se tudo quanto cresce (eu fico a meditar)
Apenas um momento alcança a perfeição;
Se os astros vêm, com influência oculta, comentar
As meras peças que no mundo têm ação;
Se os homens sei que como as plantas arborescem
E o céu que lhes dá aplauso é o céu que os vem vaiar:
Gloriam-se de seiva e no ápice decrescem,
Para afinal esse auge esplêndido olvidar;
Então, pensando nessa instável permanência,
Mais jovem eu te vejo, amor, à minha frente,
Embora queira o Tempo, ouvindo a Decadência,
Mudar teu jovem dia em noite desluzente.
      E, por amor de ti, em guerra o Tempo enfrento:
      Quanto ele em ti suprime, é quanto te acrescento.
 
SONETO XV de Shakespeare
 
 


Escrito por tekka às 10h49
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TORPEDOS >>>>>

 

                                           Rosas, de Chagall

  para André Luiz at: http://andre.aquino12.blog.uol.com.br  André: ainda bem que vc falou em "densidade" e não em "profundidade", pois aí já seria caso pro Coveiro - Sobre mulher, qualquer coisa que eu disser deve ser tomada apenas em minha "defesa" - não falo em nome de ninguém mais - estou lendo um livro fantástico, O PODER DOS MITOS, de Joseph Campbell, e veja o que ele diz sobre a MULHER, esse "nigger of the world", segundo John Lennon:

 "Por que o conhecimento do bem e do mal foi proibido a Adão e Eva? sem esse conhecimento, seríamos todos uns bandos de bebês, ainda no Éden, sem nenhuma participação na vida. EVA é a mãe deste mundo temporal. Anteriormente você tinha um paraíso de sonho, ali no Jardim do Éden - sem tempo, sem nascimento, sem morte - sem vida. A serpente, que morre e ressuscita, largando a pele para renovar a vida, é o senhor da árvore primordial, onde tempo e eternidade se reúnem. A serpente, na verdade, é o primeiro deus do jardim do Éden. Jeová, que caminha por ali no frescor da tarde, é apenas um visitante. O Jardim é o lugar da serpente [...] A principal divindade dos hebreus era a Deusa, e, associada à Deusa, estava a serpente. Esta é o símbolo do mistério da vida. Os hebreus, orientados na direção do deus masculino, rejeitaram isso. Em outras palavras, existe uma rejeição histórica da Deusa-Mãe, implícita na história do Jardim do Éden. (pergunta): Por que recaiu sobre as mulheres a responsabilidade pela Queda? R.: Porque elas representam a vida. O homem não chega à vida senão através da mulher; é a mulher, portanto, que nos traz a este mundo de opostos e de sofrimento".

    André: depois volto a esse mito, e ao mito de Pandora, conhecida como a que espalhou a confusão no mundo ... mas apesar dessa força da mulher, sua história ainda esta´sendo escrita com sangue e lágrimas, não obstante as conquistas feministas do primeiro mundo, que tem suas executivas ...então, André, a situação da mulher no mundo ainda é de confusão ... e disso se aproveitam os detentores do poder, qualquer poder.  Ela não pode se valer do que disse Bacon: jamais se desculpar, jamais se explicar - ela vive se explicando e se desculpando, porque é ou porque não é assim (ou assada ...)  grande abraço, obrigada pelo incentivo. Procurar saber um pouco das coisas deveria ser elementar, meu caro Watson, nós é que pegamos o bonde já andando, e com os motorneiros e, principalmente,  COBRADORES, a postos! estamos, sempre, como se diz paradoxalmente, "correndo atrás do prejuizo" ... Grande abraço ... tekka

    para Beta, at: http://www.beta-mania.blogger.com.br, sobre saber e sentir:  é o mesmo Barthes que compara o prazer (sabor) do texto ao saber ... onde não há fruição não há saber ...  seu texto é .. pura fruição ...

    para Sol at: http://solstar04_U2.zip.net : por que será que Cristo não respondeu à pergunta de Pilatos: "o que é a verdade"? se somente Ele É a Verdade e Vida, lema de seu ex-colégio??

    para Deb at: http://myblueroom.zip.net : "a idéia de Abelardo era que Cristo veio ser crucificado para evocar no coração do homem o sentimento de compaixão pelos sofrimentos da vida, e assim afastar a mente humana do seu cego interesse pelas coisas deste mundo. É tendo compaixão por Cristo que nos voltamos para ele, e o injuriado se torna o nosso Salvador. Onde há Tempo há sofrimento, onde há nascimento há separação e sofrimento" (O PODER DOS MITOS)

  para Peter_Pan at: http://neverland.zip.net : Pinóquio as avessas – Rubem Alves, in “Estórias de quem gosta de ensinar”

Não conheço estória que combine malandragem psicanalítica com convicção pedagógica como Pinóquio. Depois de levar a criança a se identificar com um boneco de pau, a trama progride proclamando que é necessário ir à escola para se virar gente. Caso contrário o destino inevitável é virar burro, com rabo, orelhas, zurros e tudo o mais que pertence à burrice. Claro que este é um golpe desonesto. Seria necessário dizer com clareza aquilo que ficou simplesmente mal dito, contando sobre o destino invertido daqueles que eram de carne e osso ao entrar na escola e só receberam diplomas depois de se transformarem em bonecos de pau.  Alguém já devia ter dito estas coisas às crianças: é uma exigência da honestidade. Mas ninguém até agora se atreveu. A razão?

   Também para Rose, Rosamap, Val, Dani, Antonietta, Arquimimo, Ian, June, Kilendá, Lady, Laura, Mel, Margot, Mimi, Flavio, John, Sam, Fabrício, Fubá, Gabi, Raissa, Sarah, Simone, Stella, Tai, Tina, Tati, Tiago_p, Wan.nl,  Apri, Verinha, e todos que têm visitado este cantinho, votos de FELIZ PÁSCOA, embora só tenham restado dela os OVOS DE CHOCOLATE e um coelho molambento que as crianças nem sabem  o que significa:   A RENOVAÇÃO DA VIDA PELA RESSURREIÇÃO ... Jardim das Delícias e Terra Prometida atualmente são apenas os shopping-centers, os novos tabernáculos, de que falava Pasolini...



Escrito por tekka às 22h09
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um pouco de humor ...

A Vida Online: é, as coisas caminham nesta direção... Portanto, andem na linha.
>
>Encomendando uma Pizza em 2010
>   Telefonista: Pizza Hot, boa noite!
>   Cliente: Boa noite, quero encomendar pizzas...
>   Telefonista: Pode me dar o seu NIDN?
>   Cliente: Sim, o meu  número de identificação nacional é 610204791993-8456- 54632107.
>   Telefonista: Obrigada, Sr. Lewis. Seu endereço é 1742 Meadowland Drive, e o número de seu telefone é 494-2366, certo? O telefone do seu escritório da Lincoln Insurance é o 745-2302 e o seu celular é 266-2566. De que número o Sr. ligou?
>   Cliente: Bem, estou em casa. Como você conseguiu essas informações todas?
>   Telefonista: Nós estamos ligados em rede ao Grande Sistema Central.
>   Cliente: Ah, sim, é verdade! Eu queria encomendar duas pizzas, uma quatro queijos e outra calabresa...
>   Telefonista: Talvez não seja uma boa idéia...
>   Cliente: O quê?
>   Telefonista: Consta na sua ficha médica que o Sr. sofre de hipertensão e tem a taxa de colesterol muito alta. Além disso, o seu seguro de vida proibe categoricamente escolhas perigosas para a sua saúde.
>   Cliente: É, você tem razão! O que você sugere?
>   Telefonista: Por que que o Sr. não experimenta a nossa pizza Superlight, com tofu e rabanetes? O Sr. vai adorar!
>   Cliente: Como é que você sabe que vou adorar?
>   Telefonista: O Sr. consultou o site "Recettes Gourmandes au Soja" da Biblioteca Municipal, dia 15 de janeiro, às 14:27h, onde permaneceu ligado à rede durante 36 minutos. Daí a minha sugestão...
>   Cliente: OK, está bem! Mande-me duas pizzas tamanho família!
>   Telefonista: É a escolha certa para o Sr., sua esposa e seus 4 filhos, pode ter certeza.
>   Cliente: Quanto é?
>   Telefonista: São $49,99.
>   Cliente: Você quer o número do meu cartão de crédito?
>   Telefonista: Lamento,  mas o Sr. vai ter que pagar em dinheiro. O limite do seu cartão de crédito já foi ultrapassado.
>   Cliente: Tudo bem, eu posso ir ao Multibanco sacar dinheiro antes que chegue a pizza.
>   Telefonista: Duvido que consiga, o Sr. está com o saldo negativo.
>   Cliente: Meta-se com a sua vida! Mande-me as pizzas que eu arranjo o dinheiro. Quando é que entregam?
>   Telefonista: Estamos um pouco atrasados, serão entregues em 45 minutos. Se o Sr. estiver com muita pressa pode vir buscá-las, se bem que transportar duas pizzas na moto não é aconselhável, além de ser perigoso...
>
>   Cliente: Mas que história é essa, como é que você sabe que eu vou de moto?
>   Telefonista: Peço desculpas, apenas reparei que o Sr. não pagou as últimas prestações do carro e ele foi penhorado. Mas a sua moto está paga, e então pensei que fosse utilizá-la.
>   Cliente: @#%/§@&?#>§/%#!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
>   Telefonista: Gostaria de pedir ao Sr. para não me insultar... não se esqueça de que o Sr. já foi condenado em julho de 2009 por desacato em público a um Agente Regional.
>   Cliente:  (Silêncio)
>   Telefonista: Mais alguma coisa?
>   Cliente: Não, é só isso... não, espere... não se esqueça dos 2 litros de Coca-Cola que constam na promoção.
>   Telefonista: Senhor, o regulamento da nossa promoção, conforme citado no artigo 3095423/12, nos proíbe de vender bebidas com açúcar a pessoas diabéticas...
>   Cliente: Aaaaaaaahhhhhhhh!!!!!!!!!!! Vou me atirar pela janela!!!!!!!!!!!!!!!

>   Telefonista: E machucar o joelho? O Sr. mora no andar térreo

                                                                                                                       (thks Christian)

>

Escrito por tekka às 21h54
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quid est veritas???

 

                     ....esta,  nem Cristo quis responder ... Silviano Santiago explica na contracapa de O falso mentiroso - memórias, seu novo romance: se "o que diz é verdade, a afirmação é falsa; e se o que diz é falso, a afirmação é verdadeira e, por isso, novamente falsa" ...comenta Sérgio Sá do CORREIO BRAZILIENSE: Silviano Santiago mente? "Nunca - sempre diz a verdade, ou a falsa mentira. Só que os caminhos para se 'falar' ou escrever' a verdade não são só os que a gente utiliza num confessionário ou num divã de psicanalista... ou, quem narra um conto aumenta um ponto - o narrador entrega o bastão na corrida de revezamento do romance a um outro, que é ele mesmo" - diz Santiago, que confessa que seu único intuito é o prazer de narrar uma história.

trecho: "QUE PESO DEI ÀS PALAVRAS DELE? SEGUI A LIÇÃO QUE APRENDI. DEI DOIS PESOS A ELAS. DUAS MEDIDAS. Um peso dizia verdade. Outro peso dizia mentira. Uma medida dizia sinceridade. Outra medida dizia delírio. Não elegi verdade nem mentira. Sinceridade nem delírio. Abiscoitei os quatro, dosi a dois. Não elegi a condição de bastardo. Abiscoitei a condição de filho. Sem herança substantiva. A vaca tinha ido pro brejo. Podia assenhorar-me de tudo. Não podia ganhar sempre. Posse não é ganho. É um estado de espírito."

      Não me pergunte quem eu sou e não me diga para permanecer o mesmo: é uma moral de estado civil; ela rege nossos documentos. Que ela nos deixe livres quando se trata de escrever.

                                                    Michel Foucault, em A arqueologia do saber

       Comecei a mentir por precaução, e ninguém me avisou do perigo de ser precavida, e depois a mentira nunca mais se descolou de mim. E tanto menti que comecei a mentir até a minha própria mentira. E isso - já atordoada eu sentia - era dizer a verdade.

                                                    Clarice Lispector, em Para não esquecer.

FONTE: Sérgio de Sá, em CADERNO PENSAR - CORREIO BRAZILIENSE de 27 de março de 2004 - www.correioweb.com.br

  

                                                                                                          para Roberta Tostes, escritora, conhecida como Beta.

 

           p.s. "Texto quer dizer tecido; mas, enquanto até aqui esse tecido foi sempre tomado por um produto, por um véu todo acabado, por trás do qual se mantém, mais ou menos oculto, o sentido (a verdade), nós acentuamos agora, no tecido, a idéia gerativa de que o texto se faz, se trabalha através de um entrelaçamento perpétuo; perdido neste tecido - nessa textura - o sujeito se desfaz nele, qual uma aranha que se movesse ela mesma nas secreções construtivas de sua teia. Se gostássemos dos neologismos, poderíamos definir a teoria do texto como uma hifologia (hyphos é o tecido e a teia da aranha)" - Roland Barthes, in O PRAZER DO TEXTO - Ed. Perspectiva, 3ª edição, SP, 2002.

                                                                                                                                                                                             

 



Escrito por tekka às 01h17
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A NOVA FACE DO TERROR

 

 

Os políticos e comentaristas americanos dedicaram o dia a atacar os socialistas espanhóis pela decisão de retirada dos soldados espanhóis. Mas o governo Bush contribuiu para irritar a Europa em relação às políticas americanas ao denegrir os governos céticos da França e da Alemanha como "velha Europa", e também ao adotar uma estratégia vista pelos Europeus como "faça do meu jeito ou dê o fora". Agora a "velha Europa" parece estar recebendo um novo membro, a Espanha.

É possível imaginar uma solução que resolva o problema dos soldados espanhóis. Os socialistas disseram que as forças espanholas no Iraque devem ser colocadas sob o comando da ONU ou serão retiradas. Mas e se as autoridades iraquianas soberanas fizerem um apelo por tropas estrangeiras em julho? E se uma resolução da ONU fosse adotada endossando tal apoio? E se a Otan aceitasse um papel no Iraque? Será que os soldados espanhóis partirão?

Simon Serfaty, um especialista em Europa do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington, disse que após os atentados na Espanha, haverá mais acordo quanto a urgência em lidar com a ameaça terrorista. O ponto é que o ataque em Madri tornará a Europa mais simpática à visão americana pós-11 de setembro de que o terrorismo é um perigo urgente. Mas ao mesmo tempo, ele nota, a mudança da Espanha para o campo francês e alemão tornará as consultas entre americanos e europeus sobre política externa mais problemáticas. Enquanto isso, acredita Serfaty, a Europa provavelmente será testada.

"A Europa, no fim, é mais vulnerável", disse ele. "Há alvos fáceis por todo o continente. E na Europa, muitos dos lugares fazem parte da identidade da nação. Você não pode reconstruir a Place de La Concorde em Paris. Da próxima vez, os ataques poderão não apenas se restringir a matar pessoas, mas a minar a alma do Estado."

Tradução: George El Khouri Andolfato

VISITE O BLOG: http://andre.aquino12.blog.uol.com.br, do dia 29/3, com a letra da música do Legião A CANÇÃO DO SENHOR DA GUERRA e AQUELA FOTO da garota queimada por napalm, correndo de braços abertos,  com a facies da DOR HUMANA, numa estrada do Vietnã.

veja também: entrevista de Elzira Vilela do grupo TORTURA NUNCA MAIS à CARTA MAIOR, sobre a TORTURA que NUNCA DEIXOU DE EXISTIR NA FEBEM E NAS DELEGACIAS:

http://agenciacartamaior.uol.com.br/agencia.asp?id=1572&cd_editoria=004&coluna=reportagens 

Visite o site do The New York Times

                                                                               

                       O SEMEAR É LIVRE MAS A COLHEITA, OBRIGATÓRIA ....

 




Escrito por tekka às 12h31
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EXORCISMO POÉTICO

 

                                               ninguém responde, a vida é pétrea - C.D.A.                        

a vida é líquida - Hilda Hilst

Te amo, Vida, líquida esteira onde me deito

Romã baba alcaçuz, teu trançado rosado

Salpicado de negro, de doçuras e iras.

Te amo, Líquida, descendo escorrida

Pela víscera, e assim esquecendo

Fomes / País/

O riso solto

A dentadura etérea

Bola / Miséria

Bebendo, Vida, invento casa, comida

E um Mais que se agiganta, um Mais

Conquistando um fulcro potente na garganta

Um látego, uma chama, um canto. Amo-me

Embriagada. Interdita. Ama-me. Sou menos

Quando não sou líquida.

 

 


 
Cds de literatura que você pode encontrar em LUZ DA CIDADE:
 

1. Na relação de TÍTULOS abaixo, escolha os CDs que deseja adquirir.
2. Verifique o valor total de sua compra.
3. Efetue pagamento do valor calculado em qualquer agência do Banco Bradesco em nome de
Paulo Lima Pereira
Agência: 0213-5
C/C: 18.970-7
CPF: 098.585.987.34
4. Envie e-mail ou fax para a Luz da Cidade (21) 2609.6782, informando nome, telefone, endereço de entrega e títulos escolhidos.

TÍTULOS

CDs simples
 PF001 » Gregório de Mattos por Nilda Spencer - Boca do Inferno
 PF002 » Antonio Cicero por Antonio Cicero
 PF003 » Affonso Romano de Sant'Anna por Tônia Carrero
 PF004 » Helena Kolody por Helena Kolody
 PF005 » Vinícius de Moraes por Odete Lara
 PF006 » Neide Archanjo por Neide Archanjo
 PF007 » Fernando Pessoa por Paulo Autran
 PF008 » Manoel de Barros por Pedro Paulo Rangel e Manoel de Barros
 PF009 » Augusto dos Anjos por Othon Bastos
 PF010 » Henriqueta Lisboa por Henriqueta Lisboa, Affonso Romano de Sant'Anna e Ítalo Mudado
 PF011 » Ascenso Ferreira por Chico Anysio
 PF012 » Sosígenes Costa - antologia poética, por Othon Bastos, Pedro Paulo Rangel, Numa Ciro, Érico de Freitas, Antonio Cícero, Nevolanda Pinheiro e Neide Archanjo.
 PF013 » Carlos Drummond de Andrade por Paulo Autran
 PF014 » 4 Séculos de Poesia Brasileira por Paulo Autran
 PFesp01 » E agora, José - remix - Carlos Drummond de Andrade & Billy Forghieri
 PF016 » Manuel Graña Etcheverry - Poesía propria y ajena
 PF017 » A poesia de Abel Silva
 CR001 » Affonso Romano de Sant`Anna - Crônicas escolhidas
 CJ001 » Clarice Lispector - Doze lendas brasileiras
 CJ002 » A moça tecelã e outras histórias - Marina Colassanti
 CJ003 » História de dois amores - de Carlos Drummond de Andrade por Odete Lara
 CJ004 » A mulher que matou os peixes - de Clarice Lispector por Zezé Polessa
 CJ005 » Uma idéia toda azul e outras histórias - escritas e contadas por Marina Colasanti
 C004 » Poesias e crônicas grapiúnas - por Nevolanda Pinheiro
 C006 » J.Simões Lopes Neto - Antologia por Paulo César Pereio
 CR002 » Rubem Braga - Crônicas escolhidas - por Edson Celulari
 M001 » Molambo - Guilherme Vergueiro
 M002 » Baú de brinquedos - Abel Silva e Nonato Luiz
 M003 » Tanta luz - Guilherme Vergueiro

CDs duplos
 C001 » Machado de Assis - Contos por Othon Bastos
 C002 » Clarice Lispector - Contos por Aracy Balabanian
 C003 » Contos de aprendiz - Carlos Drummond de Andrade por Leonardo Vieira
 I001 » Rachel de Queiroz - Historinhas e crônicas por Arlete Salles
 I002 » Machado de Assis - Poesias, crônicas e contos por Othon Bastos
 C002 » Lima Barreto - contos por Pedro Paulo Rangel
 R003 » A descoberta do mundo - Clarice Lispector por Aracy Balabanian

CDs triplos
 J006 » Casos do Romualdo - J.Simões Lopes Neto por Paulo César Pereio

CDs quádruplos
 PF015 » Reunião - o Brasil dizendo Drummond

PREÇOS

O CD simples custa R$20,00, o duplo, R$28,00, o triplo R$ 35,00 e o quádruplo R$60,00.

Maiores informações pelo e-mail luz@luzdacidade.com.br.



Escrito por tekka às 12h19
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1° de Abril ...

 
 
 
Smiley ShellBusiness Woman 
 
Dia da Mentira
Roberto Benigni já teve a oportunidade de interpretar o mentiroso Pinóquio
Quem não se lembra de Pinóquio, um boneco de madeira que, quando contava mentiras, sentia seu nariz crescer? Pois bem. Mentiras engraçadas (ou não) já inspiraram autores de livros, produtores de desenhos animados e vários diretores de cinema. Quase sempre cercado de justificativas, o ato é condenado aqui na terra e, acredita-se, que no céu também (afinal, mentir fere os 10 mandamentos da igreja e preceitos de outros segmentos religiosos). Temores à parte, a mentira já é algo rotineiro na vida de milhares de pessoas. Assim, quem nunca contou uma “mentirinha” que atire a primeira pedra!

Como tudo (ou quase tudo) tem um dia de comemoração no nosso calendário, com a mentira não poderia ser diferente. Há muitas explicações para o 1º de abril ter se transformado no Dia da Mentira. Uma delas diz que a brincadeira surgiu em 1564, na França. Depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX determinou que o Ano Novo, que tinha início no dia primeiro de abril, seria comemorado no dia 1º de janeiro.

A mudança, porém, não agradou e parte da população continuou comemorando o Ano Novo na antiga data. Por conta dessa resistência, os que obedeciam as ordens do rei resolveram pregar uma peça nas pessoas que não aceitavam o novo calendário. Todos receberam um convite para uma suposta festa de Ano Novo que aconteceria em 1º de abril. Moral da história: não houve festa alguma e a mentira serviu apenas para fazê-los entender que o Ano Novo não era em 1º de abril!

Para o sossego de muita gente, hoje a data não é tão festejada como antes. Na verdade, muitas pessoas não concordam com ela, pois acham errado existir um dia em que é permitido enganar. Afinal, mentira é isso mesmo: engano, fraude, falsidade, ilusão...

Mais do que em qualquer outro dia do ano, o 1º de abril é recebido com bastante receio entre as pessoas. A imprensa, por exemplo, tem cuidado redobrado neste dia. Isso porque as redações recebem falsas sugestões de pauta que, se não apuradas, podem causar sérios transtornos. Só para se ter uma idéia dos absurdos que circulam nesta data, confira algumas das mentiras pregadas por pessoas que pretendiam “brincar” com os veículos de comunicação:

  • "A África do Sul comprou Moçambique por US$ 10 bilhões. 0 anúncio do negócio fora feito na Organização das Nações Unidas pelo presidente sul-africano Nelson Mandela” - jornal Star, de Johannesburgo
  • A Rádio Medi, de Tânger, no Marrocos, noticiou que o Brasil não iria participar da Copa do Mundo porque o dinheiro da seleção seria usado na luta contra o incêndio em Roraima
  • A minúscula república russa Djortostão declarou guerra ao Vaticano. Motivo: arrebatar o título de menor Estado da Europa. Para tanto, ele teria doado seis metros quadrados de seu território a uma república vizinha - jornal Moscou Times
  • Diego Maradona, ex-capitão da seleção argentina de futebol, é o novo técnico da seleção do Vietnã - principais jornais vietnamitas
  • Ao deixar o Senegal, o ex-presidente americano Bill Clinton seria acompanhado de uma comitiva formada pelos primeiros 50 senegaleses que fossem à embaixada para pedir visto de entrada nos EUA. Assim informou o jornal Le Soleil, do Senegal. Centenas de senegaleses acreditaram na mentira e correram para a embaixada americana

    Graziella Campanaro
    Do CorreioWeb

  •  

         na atualidade: http://charges.uol.com.br


     mais um EXORCISMO POÉTICO DE Sylvie:

    Tenho tanto sentimento


    Tenho tanto sentimento
    Que é freqüente persuadir-me
    De que sou sentimental,
    Mas reconheço, ao medir-me,
    Que tudo isso é pensamento,
    Que não senti afinal.

    Temos, todos que vivemos,
    Uma vida que é vivida
    E outra vida que é pensada,
    E a única vida que temos
    É essa que é dividida
    Entre a verdadeira e a errada.

    Qual porém é a verdadeira
    E qual errada, ninguém
    Nos saberá explicar;
    E vivemos de maneira
    Que a vida que a gente tem
    É a que tem que pensar.

    Fernando Pessoa








    Escrito por tekka às 12h50
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    FOLHAS DE RELVA / Walt Whitman

     

    Visit My Mail Stamp!

    /para Dani/ http://girllikethat.zip.net

     

    Uma criança me perguntou: "o que é a relva?", trazendo para mim um punhado em suas mãos ;

    Como poderia responder à criança? Ignoro o que é relva tanto quanto ela.

    Imagino que deve ser a bandeira do meu temperamento de esperança, substância verde tecida

    Ou talvez seja o lenço do Senhor,

    Um presente e uma lembrança perfumada, largada de propósito, trazendo o nome do dono,

    de algum modo escrito nos cantos, para que possamos ver e perceber, e dizer: de quem?

    Ou talvez a própria relva seja uma criança, o bebê produzido pela vegetação,

    E agora ela me parece o belo cabelo comprido dos túmulos.

    Esta é a relva que cresce onde quer que haja terra e haja água,

    Este é o ar comum que banha o globo,

    Acredito que uma folha de relva não é inferior ao trabalho diário das estrelas.

    (Walt Whitman)









    Escrito por tekka às 12h40
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    NÃO CHORE MAIS

    Gilberto Gil



     
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