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31 de março: isto lhe diz alguma coisa??????

A JUSTIÇA de Ceschiatti, em frente ao Supremo, Brasilia/ foto by tekka
(ACIMA DELA SÓ O CÉU)
meu coração, não sei porque
bate feliz, quando te vê...
pois é, o GOLPE DE 64 faz 40 aninhos ... a construção da capital no interior do país contrariou a expectativa de enfraquecimento das pressões populares: a cidade virou palco de manifestações.
1964: Golpe militar - a UnB é invadida pela 1ª vez / 1968: série de protestos culminam com a invasão da UnB pela polícia, em junho e julho; em agosto, Honestino Guimarães é levado pela polícia, em dezembro ele parte para a clandestinidade, e em 1973 é preso no Rio e desaparece.
1979: Anistia - os exilados políticos voltam ao Brasil; em 1984, Campanha das Diretas Já.
HOJE: o GOLPE vai ser tema de reuniões em bares e cafés. A programação completa está no CORREIO BRAZILIENSE DE HOJE: 31 DE MARÇO DE 2004 -
Márcio Bonfim e Jorge Macarrão no Feitiço Mineiro vão apresentar o show É PROIBIDO PROIBIR, com músicas de Chico Buarque, Zé Ketti e Vandré/ No Teatro dos Bancários, a peça É PROIBIDO PROIBIR às 19h. Exposição 40 ANOS DE LUTA / Na TV Câmara, às 22h, CONTOS DA RESISTÊNCIA. Na TVE-Rede Brasil, vários documentários e programas ao vivo, e flashes durante todo o dia do show PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES/ Domingo às 11 h na Rádio Nacional, Memória Musical de Bia Reis: a trilha vai ser toda dedicada à memória musical dos estudantes de 64/
AS VOZES DO GOLPE: lançamento do livro em 4 volumes, por Carlos Heitor Cony, Luiz Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura e Moacyr Scliar. Companhia das Letras.
TODA A PROGRAMAÇÃO E COMENTÁRIOS ESTÃO NA EDIÇÃO DE HOJE DO CORREIO BRAZILIENSE. Caderno principal e Caderno C.
não percam: http://blogdojohnpaul.zip.net e seu blog escatológico sobre esse cinzento (de chumbo) episódio da VIDA BRASILEIRA...
dica de exorcismo: www.joaodorio.com (jornal internético)
Por onde passa o exército, chega a barbárie. Por onde passa o mascate, chega a cultura. O mascate leva, nas suas costas, os livros, as gravuras, os pigmentos para a pintura, papel e tinta, os remédios e as notícias do mundo e dos vizinhos. Nosso mascate se alonga além das fronteiras de Laranjeiras, da Cidade Velha e percorre todos os caminhos.

pra não dizer que não falei de FLORES: alô RAISSA - PARABÉNS PRA VOCÊ NESTA DATA QUERIDA!!!
 
seu selo no Calendário Maia é: Mão, tom Polar - seu Mantra é
MANTRA DO DIA: EU POLARIZO COM A FINALIDADE DE CONHECER - ESTABILIZANDO A CURA - SELO O ARMAZÉM DA REALIZAÇÃO, COM O TOM POLAR DO DESAFIO- EU SOU GUIADO PELO PODER DA AUTOGERAÇÃO
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CALENDÁRIO 13 LUAS DE 28 DIAS
Caminhada do Céu - 25º Dia do Mês
| Dia:
| Plasma Radial:
| Dia Semana:
| Cubo do Códon: |
| 25
| KALI Chacra ESPLÊNICO
| QUARTA-FEIRA
| ESTABELEÇO O QUARTO | |
FLORES, FLORES, EU VEJO FLORES EM VOCÊ .....
outro exorcismo poético, enviado por SS., versos de NICOLAS BEHR, O POETA DE BRASÍLIA:
sem porteiras nos olhos
sem ódio
no coração, só sangue
sem armaduras
sem couraças, peito aberto
sem escudos, sem lanças
sem ego, só luz.
Existir deve ser assim ...
apresento meu fotoblog, que tem a JUSTIÇA como emblema >>>>>> http://relvaw.fotoblog.uol.com.br/
strange-photo

Escrito por tekka às 13h58
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CELEBRIDADES, o filme
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este filme evoca LA DOLCE VITA, de Fellini, inclusive com a famosa cena da imagem de Cristo transportada de helicóptero. Woody Allen nunca escondeu sua admiração por Fellini, e volta e meia apresenta uma cena do mestre italiano: um menino que faz mágicas, ele vestido com batina e colarinho eclesiático, como Anita Eckberg... A atual novela não diz, mas até o título é dele ... e as roupas de "Renato Mendes" são calcadas no figurino de Marcello Mastroiani ... Woody "copia" Fellini, a novela copia Fellini e Woody, e no recente Encontros e Desencontros, o filme que os personagens vêem na tela do quarto de hotel é ... LA DOLCE VITA ...um marco inesquecível do cinema.
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Woody Allen
O judeu americano, ator, diretor, produtor, roteirista e músico, Woody Allen, nasceu Allan Stewart Konigsberg, no Brooklyn (subúrbio de Nova York) em 1 de Dezembro de 1935.
Versátil em suas funções e criações no cinema, Allen foi a grande revelação humorística da década de 70 e se consolidou como um dos mais criativos realizadores da cinematografia mundial.
O aparecimento do gênio Woody Allen foi gradual, trilha percorrida por uma experiência profissional eclética - desde matérias para a revista Playboy a participações como ator em filmes e peças de teatro. Talento jovem, começou a escrever aos 17 anos, passando por vários shows de humor da TV americana (como o Candid Camera) até ser descoberto em 1965 pelo produtor Charles Feldman para escrever e interpretar "O Que é Que Há Gatinha?" (What's New, Pussycat).
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Tudo pela fama
Woody Allen critica o showbusiness em "Celebridades", que sai em vídeo e DVD
Luiz Carlos Merten Agência Estado
São Paulo - Numa das cenas mais divertidas de "Celebridades", o jornalista interpretado por Kenneth Branagh entrevista Melanie Griffith, que faz aquilo que é, uma estrela. Ela tenta convencê-lo de que é fiel ao marido, mas esclarece que o trato só funciona do pescoço para baixo. O que ela faz com a cabeça, onde se situa a boca, é assunto só dela. Ponha a imaginação para funcionar se quiser saber o que rola. Ou então, mais fácil, corra à locadora mais próxima. "Celebridades" já está disponível nos formatos vídeo e DVD. O lançamento simultâneo é da Europa. É um filme de Woody Allen, no qual ele não aparece, mas Branagh atua repetindo todos os tiques nervosos que tornaram o ator e diretor o rei do mais sofisticado humor judaico-nova-iorquino. E vale (re)ver "Celebridades" comparando com "Poucas e Boas". "Poucas e Boas" é melhor. Mistura ficção e documentário, uma linha sempre rica no cinema de Allen, bastando citar o exemplo de "Maridos e Esposas". E tem mais: o músico fictício que Sean Penn interpreta é o Zelig de Django Reinhardt, mas "Zelig", o filme, é melhor. Não é por acaso que é uma das obras emblemáticas dos anos 80 - e uma das obras-primas de Allen. Em "Celebridades", ele revela uma atitude ambivalente em relação ao culto das celebridades que se constitui numa das características dominantes da virada do milênio. Podia esperar-se mais virulência do autor no tratamento do assunto, considerando-se que Allen teve a vida exposta pela mídia durante o tumultuado processo de sua separação de Mia Farrow. Ele não revela o rancor que outro talvez manifestasse. É irônico e divertido, mas sua ambivalência incomoda um pouco. Allen critica a mídia e os próprios astros e estrelas, mas no fim diz que ninguém pode estar livre da obsessão do sucesso. O único personagem que não vira uma celebridade na história escreve um pedido de socorro no céu. Embora menor (menor até do que "Poucas e Boas", que também não chega a se inscrever entre suas grandes obras), Allen confirma aquilo que todo mundo sabe - é um grande diretor de atores e sua inteligência lhe permite criar cenas brilhantes, além de engraçadas. Vale a pequena divertir-se com a top model maluquete que Charlize Theron interpreta ou com o superstar que Leonardo DiCaprio constrói à imagem dele mesmo, DiCaprio. Melanie Griffith, Joe Mantegna, todos os atores estão muito bem. Mas um destaque especial vai para Judy Davis. A atriz de "Passagem para a índia", do mestre David Lean, é uma senhora atriz cujos recursos o próprio Allen já usou em "Maridos e Esposas" e "Desconstruindo Harry", nos quais, como aqui, ela nunca esteve menos do que maravilhosa.
DEB: até PICASSO homenageia seu BLUE ROOM! >>>>>>
Escrito por tekka às 02h17
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Morte DE Veneza ...

VENEZA TEM AIDS
Oliviero Toscani, o fotógrafo da Benetton
Depois de uma semana passada entre vocês, tenho medo. E tenho medo também dos De Crescenzo e dos lugares-comuns sobres a "força misteriosa" da cidade, "cuja desordem protege mais que a ordem de Milão". Não quero fingir que a situação de Nápoles não seja, por exemplo, uma tragédia. Gostaria que De Crescenzo percebesse que é falsa a idéia de que a sua cidade é a única que "pode permitir que o mundo sobreviva". Basta com essa retórica sobre a vitalidade de Nápoles. Não se poderá falar de recuperação, enquanto os napolitanos continuarem a passar com o sinal vermelho; a estacionar na segunda e na terceira filas; a dirigir como selvagens; a atirar os sacos de lixo pela janela; a vender e comprar tudo de contrabando; a falsificar o impossível; a lesar os turistas; a falar gritando; [...] a destruir tudo, dos orelhões aos monumentos; a permitir que prospere o trabalho clandestino; a crer nos milagres; a alimentar a indústria da magia e do mau-olhado; a enganar sempre e em qualquer lugar; a não dar recibos e notas fiscais nas lojas e nos restaurantes; a corromper até aos níveis mais baixos; a jogar tudo no chão; a ser indulgentes com o fatalismo; a tolerar tudo aquilo que nenhuma outra cidade civilizada pode tolerar.
"Veneza está com Aids!", declara com sua habitual veemência Oliviero Toscani. Diz, reitera, e depois de ter pensado nisso, repete ainda sorrindo: "É exatamente isso. Está com Aids. Escreverei um livro sobre Veneza, e o título será esse. Esse será o argumento que desenvolverei."
"Não é uma afronta e não aludo a coisas como droga ou sexo. Refiro-me ao fato de que a mais bela cidade do mundo não possui anticorpos para se defender. É imunodeficiente. É um lugar sagrado que não tem defesas contra o assalto de gente inculta e vil e contra os meios modernos que a agridem, como os germes de tantas e varias doença que se chamam eletricidade, motores, máquinas, sujeiras, lanchas, TV e antenas, comerciais, lavadoras, sapatos de plástico, barulho, alto-falantes, quinquilharias e lojas, pizzarias, cervejarias, fast-food, serenatas e vozes que berram ‘O sole mio’, imundície, multidão etc. Veneza não tem defesas contra os interesses privados de todos os privados que a povoam e a usam. Interesses privados em atos oficiais! Todos a usam, a desfrutam de modo errado e ela morre. Está com Aids... em fase terminal."
O quadro, o canto e a escultura são nossa morada mais segura, refugio que escapa ao tempo. Como o recalcamento originário, que mostra em silencio, ela é atemporal e eterna; não traz nenhum saber, não demonstra nada e nós habitamos este lugar secreto. O criado, a obra, são assim nossa morada. Habitamos o quadro, o monumento, a fragrância, cujas proporções calculamos. (...) "Eu não procuro, acho", crio o que está lá, todavia perdido para sempre sem o meu ato. Crio no presente e o tempo é findo. O criado inova no terreno de uma ausência primeira, sempre já lá, consistência de uma origem inconsciente (...)
(Gérard Pommier, O desenlace de uma análise, J. Zahar, 1990)

MARÍLIA "DO" DIRCEU
Numa cidade de Minas tem uma menina chamada Marília e seu pai se chama Dirceu, que a registrou como Marília DE Dirceu, mas todo mundo só a chama de Marília DO Dirceu ...Esses mineiros!!!
Fazendas e assentamentos da região: Riacho Morto, São Domingos, Bananeira, Buritirama, Campininha, Gado Bravo, Taquaril, Barriguda, Palmeiras, Roncador, Maravilha, União, Serra Bonita, São Vicente, Pasmado, Vila Cordeiroa, São Pedro, Extrema....
FUNERÁRIAS LOCAIS: Pax Universal, Ponto Final, Última Lágrima ...
das "FRASES DA VAL": todos os cogumelos são comestíveis, alguns apenas uma vez. >>>> http://blogdaval.zip.net/

Escrito por tekka às 02h07
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Blogo, Logo, Existo ...
Estou cativa no país dos blogs. Não durmo, janto de olho no monitor. Minha fissura por jornais sofreu uma "transferência". Blogs, agora, são meu CADERNO C, minha revista de domingo, meu suplemento literário, minha zorra total. Encontro imagens lindas, líricas, sensuais, imagináticas, ou reles figurinhas carimbadas. Pesco letras-de-músicas-que-não-voltam-mais. Fico up-to-date. Mil torpedos sobre mi cabeza_marginal. Melhor: combateremos à sombra. Carências sem pudor alardeiam endereços. No comments? é a criança interior clamando.
Há homos, héteros e etecéteros. Porta-bandeiras. Cursos primários e altas filosofagens. Academia Blogueira de Letras, a famosa ABL. Ciências ocultas. Corações à flor da pele. Inconfidências mineiras. Carioquices. Porque me ufano. Let it be: venha como está. Never look back. Tribalistas, os blogs são de todo mundo e todo mundo é de ninguém...Sutilezas, escrachos, declarações, folhas corridas. Eu sou o bicho! Jesus me chicoteia. Itinerário da PAIXÃO. Lavo minhas mãos. No céu, no céu, no céu eu quero STAR. Legiões de legionários. Moicanos - primeiros e últimos. César tomba o polegar. Atira a primeira pedra. No meio do caminho tinha. Good vibes, only you, rapid_eye_movement. Never let me go. Neverland. Girls_like_that.
Não chore ainda não, que eu tenho uma canção. Teia infinita, cada vez aumenta mais. Web_logos. Nem a aranha arranha a Espanha. Folha da Manhã, Jornal da Tarde, Noite Ilustrada. Caras, bocas, ah, teus cabelos. Barcos, garrafas ao mar, espumas flutuantes. Espelhos. Narcisos em pencas. Biscoitos finos. Mãos beijadas, pés alados. Odes. Nem te conto! Vôos livres. Imersões. Inerências. Babados fortes. Oficinas do desejo. Oficinas de poemas. Cinco dimensões. Mapas das minas. Perdas. Ganhos. Magia. Memoriais de sonhos. Fantasias, delírios, ilusões, desilusões. Impressões. Revelações.
Risos sardônicos. Humour. Paroli, les môts, algumas palavras. Personas. Pessoas: gentem! Falta de sentido. Quem faz sentido é soldado. Sinto, sinto muito! Descaminhos. Mão na roda. Fome com vontade de comer. Muro das lamentações. Se arrependimento matasse! Ouço vozes. Paisagens. Céu aberto. Erro nosso. Fascinação. Falsos brilhantes. Mar-oceano, praias do tempo: há vagas. PERMITIDA A ENTRADA DE PESSOAS ESTRANHAS. Nada sobre minha mãe. Fale comigo!
Códigos e barras. Aqui não se rasga papel nem dinheiro. Gênesis. No princípio era o verbo. Agora é blog! Revelações. Confissões. Depois da festa. Sou mais você. BBB: Blogueiros Bons e Baratos. Artes. Manhas. Você tem fome de quê? Só bate na mesma tecla. Eu quero é mais, falow? O que escrevi, escrevi. Antes que me esqueça: amanhã tem mais, aproveita que tá acabando...
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS A QUEM COPIOU PRIMEIRO. A moeda corrente aqui se chama SONHO. O banco de imagens é do povo e blogueiros unidos jamais...
dedico esta croniquinha aos amigos blogueiros & associados & incentivadores - por ordem alfabética: Arquimimo, Annie Walker, Beta, Cláudio,Dani, Deb, Flávio, Fubá, JairoRei( poumacartinei), Laura, Maria Antonietta, Mel, Margot, Mimi, Rose, Rosamap, Sam, Sol_Star, Stella, Sara_Fazib, Tati_artes, Tina, Val.
(
p.s. Para Fernando Pessoa, as cartas comerciais eram o último reduto da civilidade, pois começam com "Prezados Senhores", ou "Estimado Cliente", e terminam com uma das seguintes: atenciosamente, cordialmente, sinceramente, etc. Nos "posts" dos blogs, geralmente se termina com kisses, bjs, bjaum, bjim, etc ... então, os blogs é que passaram a reduto de civilidade ...
Para Carlos Drummond, O BEIJO AINDA É UM SINAL, PERDIDO EMBORA, DA AUSÊNCIA DE COMÉRCIO, BOIANDO EM TEMPOS SUJOS" ... então, muitos kisses, bjs, bjins e bjaums a todos os blogueiros que aqui estiveram dando UMA FORÇA!!!
)
PARABÉNS, ANA TINA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
A ladra
Eu avisei que te assaltaria. Tuas mãos ao alto. Teus olhos em mim. Tua boca em espanto num riso enviesado. Eu te avisei. Se tu vinhas, precisavas saber que não sairias incólume. Não peço. Não pergunto. Eu pego. Nem quero saber se os versos eram ou não eram para mim. Não leio a assinatura no cartão. Rasgo tuas desculpas. Jogo-te no canto. Ponho o dedo sobre teus lábios. Não fales. Não ouses. Nenhum gesto mais. Quero-te muito quieto enquanto invado e sacudo e reviro teus bolsos e pele. Roubo o que encontro. Farejo mais. Violento tua gentileza e teu respeito. Agora podes ir. Não te deixei marcas ou pistas para que me denuncies. E fico com tudo que encontrei sobre tua carne viva. Vai, eu disse. Era seqüestro relâmpago. Não há preço pelo teu resgate. Solto-te. Deixo-te. Já tenho na língua o teu gosto. Tirei tua temperatura. Se tinhas febre, agora é minha. Nos olhos, prendo o oceano azul do teu riso irônico. Não te machuquei. Foi um assalto à mão amada.
Ane Walker, em cabeça_marginal (v. link na coluna da direita)

Escrito por tekka às 18h20
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NIVER DA BOOH
Estamos sob o signo de ARIES, estação OUTONO, ano dedicado à ÁGUA - mas o blog hoje é dedicado ao aniversário de uma menina linda e feliz, chamada BOOH

só nos resta, afinal,
confessar que te amamos
e te amaremos sempre
com o insensato amor
que suscita a esperança
de que surja em teu céu
a estrela que não vimos
Thiago de Mello
Escrito por tekka às 14h48
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SEU SELO NO CALENDÁRIO MAIA
Seu SELO e GUIA é O SOL, SEU TOM É CRISTAL, SEU MANTRA :
DEDICO-ME COM A FINALIDADE DE ILUMINAR - UNIVERALIZANDO A VIDA - SELO A MATRIZ DO FOGO UNIVERSAL, COM O TOM CRISTAL DA COOPERAÇÃO- EU SOU GUIADO PELO PODER DO LIVRE ARBÍTRIO
CALENDÁRIO 13 LUAS DE 28 DIAS
12º Dia do Cubo da Mente Preceito Rinri: Dia 18 de cada lua - 12º preceito:
É deixando ir que se recebe. Chave para o livre arbítrio: agora você é o Humano. As coisas nem sempre seguem suavemente e há algumas coisas que nunca podem ser feitas de qualquer forma. Quando você se encontra numa situação extremamente desesperadora, ouse livrar-se de sua mente voraz. Se você decisivamente libertar-se dela sem qualquer apego prolongado, prognóstico ou arrependimento, desenvolve-se um resultado favorável nunca sonhado. Quando você decisivamente joga fora todos os desejos pessoais e pensamentos materiais, e alcança uma luz, um estado mental aberto, você será capaz de escapar do perigo.
Afirmação do Dia do Cubo - dia 18 - Livre-Arbítrio Pelo meu contínuo poder consciente de livre-arbítrio do Humano, que a profecia libere a vitória das 13 Luas como o poder da humanidade para regenerar a biosfera. Que a paz prevaleça.
| Dia:
| Plasma Radial:
| Dia Semana:
| Cubo do Códon: |
| 18
| KALI Chacra ESPLÊNICO
| QUARTA-FEIRA
| ESTABELEÇO O QUARTO |
para você, um CAMPO DE GIRASSÓIS |

Escrito por tekka às 14h45
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+ EXORCISMO POÉTICO
Tão sutilmente em tantos breves anos
Lya Luft
Tão sutilmente em tantos breves anos foram se trocando sobre os muros mais que desigualdades, semelhanças, que aos poucos dois são um, sem que no entanto deixem de ser plurais: talvez as asas de um só anjo, inseparáveis. Presenças, solidões que vão tecendo a vida, o filho que se faz, uma árvore plantada, o tempo gotejando do telhado. Beleza perseguida a cada hora, para que não baixe o pó de um cotidiano desencanto.
Tão fielmente adaptam-se as almas destes corpos que uma em outra pode se trocar, sem que alguém de fora o percebesse nunca.
-<@ -<@
Língua de fogo
Tenho a arma de todos os dragões: Labareda-boca Dói-me a calma pela cicatriz. (E nem um pássaro empedrado doeria tanto) As águas Cicatrizam-me Histórias de abandono. Doem-me Também pelos cotovelos As paixões do arvoredo. É o bicho tristonho Movendo as pedras Do meu rio sem margens. Na fumaça que trago Recobrem-me saudades. Respiro fundamente a superfície De um atroz E absorto Nada.
Roberta Tostes
Escrito por tekka às 14h38
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O PIOR CEGO ....
são os que estão de olhos bem fechados....
foto de Misha Gordin
para não ver ....

foto de Luzia Simins

Escrito por tekka às 22h22
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EXORCISMO POÉTICO
Para neutralizar as FORÇAS DO MAL que estão assolando o mundo, estamos propondo este EXORCISMO POÉTICO ...
CAMÕES
- Que esperais? – desespero.
- Quem disso a causa foi? – uma mudança.
- Vós, vida, como estais? – sem esperança.
- Que dizeis, coração? – que muito quero.
- Que sentis, alma, vós? – que amor é fero.
- E, enfim, como viveis? – sem confiança.
- Quem vos sustenta, fogo? – uma lembrança.
- E só nela esperais? – só nela espero.
- Em que podeis parar? – nisto em que estou.
- E em que estais vós? – em acabar a vida.
- E tênde-lo por bem? – amor o quer.
- Quem vos obriga assim? – saber quem sou.
- E quem sois? – quem de todo está rendida.
- A quem rendida estais? – a um só querer.
CECILIA MEIRELES – Atitude
Minha esperança perdeu seu nome..
Fechei meu sonho, para chamá-la.
A tristeza transfigurou-me
Como o luar que entrou numa sala.
O último passo do destino
Parará sem forma funesta,
E a noite oscilará como um dourado
Derramando flores de festa.
Meus olhos estarão sobre espelhos, pensando
Nos caminhos que existem dentro das coisas transparentes.
E um campo de estrelas irá brotando
Atrás das lembranças ardentes.

ADÉLIA PRADO – Exausto
Eu quero uma licença de dor
Perdão pra descansar horas a fio
Sem ao menos sonhar
A leve palha de um sonho.
Quero o que antes da vida
Foi o sono das espécies
A graça de um estado.
Semente.
Muito mais que raízes.
JOVINO MACHADO – Minha Nina
eu ciscando rimas
bombardeando estrelas
deglutindo aliterações
desconstruindo desilusões
comprando a flora
decorando o aurélio
adivinhando o kama sutra
recitando a bíblia
e você me diz
que tem uma cicatriz?
eu falsificando paixões
corrompendo previsões
enlouquecendo pirotécnicos
assaltando enciclopédias
encharcando catedrais
desmascarando explosões
explodindo sertões
assombrando assombrações
e você me diz
que quer ser feliz?

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE – Declaração de Amor
Minha flor minha flor minha flor. Minha prímula meu
.perlagônio meu gladíolo minha calêndula minha boca-de-leão.
Minha gérbera. Minha clívia. Meu cimbídio. Flor flor flor.
Floramarília. Floranêmona. Florazálea. Clematite minha.
Catléia delfínio estrelítzia. Minha hortensegerânea. Ah, meu
nenúfar. rododendro e crisântemo e junquilhos meus. Meu
ciclâmen. macieira-minha-do-japão. Calciolária minha.
Daliabegônia minha. Forsitiaíris tuliparrosa minhas. Violeta...
Amor-mais-que-perfeito. Minha urze. Meu cravo-
pessoal-de-defunto. Minha corola sem cor e nome no chão
de minha morte.
QUADRA DE CORDEL (Antologia Ilustrada de Cantadores)
Quando eu disser vida e meia
você diga meia vida.
Quando eu disser ida e meia,
você diga meia ida.
Quando eu disser lida e meia
você diga meia lida.
Diga coração e meio,
se eu disser meio coração.
Se eu disser meia baleia
você diz meio cação
quando eu disser quadra e meia,
você diz que é meio quadrão!
Escrito por tekka às 22h10
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escher
E, definitivamente, EMILY DICKINSON:
Uma palavra morre
Quando é dita –
Dir-se-ia –
Pois eu digo
Que ela nasce
Nesse dia.
Trad. De Aíla Gomes
-<@ -<@
O PASSADO – Mário de Andrade
É um engano isso de afirmarem que a gente pode reviver, tornar a sentir as sensações e os sentimentos passados. As memórias são fragílimas, degradantes e sintéticas, para que possam nos dar a realidade que passou, complexa e intraduzível. Na verdade, o que a gente faz é povoar a memória de assombrações exageradas. Estes sonhos de acordado, revestidos de palavras, se projetam da memória para os sentidos, e dos sentidos para o exterior, mentindo cada vez mais. São as assombrações. Essas assombrações, por completo diferentes de tudo quanto passou, a gente chama de "passado"...
DE CHIRICO
POR QUE OS SONHOS SE REPETEM?
Para a psicanálise, a repetição dos sonhos acontece quando a pessoa sofreu um trauma e ainda não o superou. A neurociência dá uma explicação semelhante, com outras palavras. Os sonhos repetidos seriam os fragmentos de memória que ainda não conseguiram ser trabalhados pelo cérebro. Uma vez que a massa cinzenta armazena esses fragmentos, eles deixam de incomodar.
Dica: ao deitar-se, deixe executando o "desfragmentador de disco" ....
SONHOS? SONHE-OS!!!!!!!
SITES QUENTES:
http://arseiam.com (simplesmente ESPETACULAR!)
DICAS da Dalila.Góes do www.correioweb.com.br: Dalila acha que a gente só frequenta blogs de amigos. Fora isso, só os muito especiais que, para ela, são:
http://inagaki.blogger.com.br
http://kibeloco.blogspot.com
http://amarar.doutromundo.com
se quiser saber que tipo de blogueiro você é, faça o teste do http://cumequie.blogger.com.br/cumequitestes.html
e, por último, esta colaboração da WANESSA, lá da Holanda: http://www.antimult.ru/antimults/antitoons/001smokekills/view.htm (fumar PODE MATAR!!)
Escrito por tekka às 22h01
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Dorme o amigo no seu corpo de terra
E dentro dele a crisálida amanhece:
Ouro primeiro, larva, depois asa
Hás de romper a pedra, pastor e companheiro.
hilda hilst
veja! >>>>>> http://www.laboratoriodedesenhos.com.br/aquarela.htm
valeu, TIAGO_p !!!!!
pra Al-Qaeda, Mr. Bush & demais Inimigos da Raça Humana:

valeu, Maria Antonietta!!!!!
http://www.cravoneto.com.br/po/midia/midia.htm
http://www.henricartierbresson.org/
http://www.masters-of-photography.com/index.html
http://www.correnticalde.com/index.html
Escrito por tekka às 13h03
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CENTENÁRIO DE TCHECOV

Centenário da morte de TCHECOV : 1860-1904.
Médico de profissão, Tchekhov nasceu em 1860 na cidade de Taganrog. Estreou na literatura em 1880, publicando ensaios em revistas e jornais para sustentar a família. Explorando ao máximo sua capacidade de observação científica para retratar a realidade, revelou em sua obra um homem patético, dividido entre o desejo e a incapacidade de realizá-lo. Seu estilo, marcado pela melancolia e o humor, rapidamente o transformou em um dos mais respeitados escritores da Rússia pré – revolucionária que produziu nomes como Nicolai Gógol, Fiódor Dostoiévski, Leon Tolstói e Maximo Górki.
Sua importância não foi menor no teatro para o qual escreveu peças como "Ivanov", “A Gaivota”, "As Três Irmãs", "Tio Vania” e “O Jardim das Cerejeiras". O lirismo de sua obra dramática desencadearia uma revolução na história do teatro russo com a consagração do Teatro de Arte de Moscou, além de uma profunda mudança na arte do ator. Sua obra ganhou repercussão nos países ocidentais e figura até hoje entre os grandes nomes da literatura universal.
O grupo de estudos sobre Tchekhov do ACT pretende debruçar-se não só sobre a literatura dramática mas também sobre a vasta coleção de contos e novelas deixada pelo escritor. A proposta é que , ao final do processo, cada integrante do grupo desenvolva um projeto que tenha como base a obra do escritor russo. A leitura dramática e o debate aberto ao público é a primeira fase de experimentação sobre sua obra.
Irmandade centenária: AS TRÊS IRMÃS
Jéferson Assumção
Tchecov nos lembra em As Três Irmãs que o mundo é fugaz
Esquecidos, mas esquecidos para sempre, é este o destino de todos os seres humanos. Sem ilusão, sem pause ou review de máquinas fotográficas ou câmeras de vídeo, que só o que podem fazer é mascarar uma realidade tão dura quanto sempre foi. Há cem anos, o russo Anton Tchecov lembra disso em uma famosa e terrível peça de teatro chamada As Três Irmãs.
Desde aquela época retratada por Tchecov (fim do século XIX), nada no mundo mudou, apesar das aparências. Era fim de século, início de outro, um período que, queiramos ou não, parece-se muito com o que vivemos agora. Tchecov é um dos maiores escritores de todos os tempos. Soube, como poucos, combinar numa arte fina, elementos do dia-a-dia do povo russo a reflexões universais, mas mais que universais, atemporais, acerca da existência humana. Em resumo, fez o que Maxim Górki diz ser o segredo da literatura russa: uma combinação, no ponto certo, de romantismo e realismo.
O centenário de As Três Irmãs é uma dessas boas desculpas para se falar de Tchecov e lembrar histórias como O Beijo, Kaschtanka ou O Homem no Estojo. Das cenas de sua famosa história, pode-se ter uma idéia da arte desse médico russo que conheceu praticamente todo o território de seu país e contou, em centenas de histórias, não a história do espírito russo, mas o da humanidade.
O enredo é simples. As três irmãs Olga, Irina e Macha amargam uma existência provinciana, desejando voltar para Moscou, onde haviam passado uma feliz infância. Com pouquíssima ação e belos diálogos, os personagens discorrem sobre uma vida banal, à espera do sempre adiado dia de voltar à capital russa. É uma vida de marasmo, de inércia, abalada uma única vez pela chegada de um exército e seu comandante, chamado Verchinin. As irmãs são atraídas por aquele homem que vem de Moscou, como quem sopra-lhes um ar renovado. No entanto, tudo acaba com o destacamento partindo do lugarejo e as irmãs se dando conta de quão inevitável é seu pobre destino a que, vêem, estão condenadas.
A atualidade de As Três Irmãs está exatamente em seu clima de fim de século, de fim de um mundo para início de outro. Como em nossa época, a passagem do século XX ao XXI, há um novo tempo chegando. Mas Tchecov não se ilude. Nada permanece, ele sabe. Tudo vai para um nada, fica para trás, sempre para trás, em um inevitável não-existir-mais. É este o tema principal de sua história, em que Macha diz, entristecida, a Olga, lembrando a mãe das irmãs, morta há alguns anos: “Imaginem que estou começando a esquecer o rosto dela. E será assim que seremos esquecidos, nós, também, um dia”. Nós, do alto do nosso tempo, não podemos achar que estamos salvos em meio a tanta televisão, computadores e máquinas fotográficas.
Nosso mundo está indo, sim, como o das Três Irmãs, para um passado do qual jamais poderá ser resgatado, nem lembrado.
Escrito por tekka às 01h31
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AS TRÊS IRMÃS
Autor: Anton Tchecov
Elenco Principal: Renata Sorrah, Deborah Evelyn, Lorena da Silva, Ana Beatriz Nogueira e Fernando Alves Pinto
Diretor: Bia Lessa
Personagem de Renata Sorrah: A romântica Olga
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Elenco e diretora da peça | |
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História: A peça retrata as angústias e o ócio da elite russa pré-revolução, contando a história de Olga, Irina e Macha, amantes da vida urbana que de repente se vêem obrigadas a mudar para o campo e, a partir daí, como forma de sobrevivência passam a engolir as frustrações umas das outras. Bia Lessa naturalizou ao máximo o texto do russo Tchecov e conseguiu soluções cênicas belíssimas, bem aproveitadas por atores como Ana Beatriz Nogueira, impecável na pele da cunhada sarcástica.
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SITES de FOTOGRAFIA são quase sempre muito bem transados:
www.fotosite.com.br
http://guybourdin.org/hollywood (muitas fotos de Madona e um "mosaico" sensacional)
www.amivitale.com/main.htm
http://ernesthaasstudio.com
BLOGS FOTOGRAFIA
"Olho mágico": http://775.blogspot.com
35MM Blog fotográfico comunitário. Sempre aberto para inscrições de novos membros http://www.35mm.org
DURA REALIDADE Blog de César Alves com fotos do dia-a-dia no Oeste Potiguar http://www.cezaralves.blogger.com.br
ESPINHA Elcio Toth e sua espinha, uma maneira de ver São Paulo http://www.espinha.blogger.com.br/
E.MARQUETTI FOTOBLOG Eduardo Marquetti de Itajaí, Santa Catarina http://www.emarquetti.blogspot.com
FOCO SELETIVO Blog da fotógrafa paulista Adriana Paiva da Verve comunicação http://focoseletivo.blogspot.com
FOTOGARRAFA Blog do fotógrafo e jornalista paulistano Marcelo Min http://www.fotogarrafa.blogger.com.br
FOTOBLOG São Paulo pelas lentes de Regina Agrella http://www.fotoblog.blogger.com.br
F80MM Marcelo Lyra e seu blog mais para ver do que para ler http://www.f80mm.blogger.com.br
IMAGEM DIGITAL Blog do fotógrafo carioca Leonardo Remadinha www.imagemdigital.blogger.com.br
IMAGEM ONLINE Publicação de fotografias online e textos sem nexo! http://www.imagemonline.blogger.com.br
JAYA Blog da carioca Joana Mazza http://www.jaya.blogger.com.br/
SHADOW PLAY Bruno Sampaio New York, New Jersey e Rio de Janeiro http://www.shadowplay.blogger.com.br
OLHO DIREITO Como vê o mundo o olho direito de Alexandre Gazé Filho http://www.olhodireito.blogger.com.br
ON CAMERA André Arrura e suas confissões não muito sinceras http://www.oncamera.blogger.com.br
PAPEL DE PÃO Sérgio Fonseca embrulha o mundo em seu papel de pão. Um post para deixar o seu comentário em qualquer idioma. http://www.papeldepao.blogger.com.br/
PERDIDO EM PARIS (PEP) Um blog para aqueles que não estão perdido mas sembre querem encontrar algum lugar. Raphael Puttini e sua visões diretamente do centro da Cidade Luz http://www.pep.blogger.com.br/
Amigos loucos e sérios
Meus amigos são todos assim: metade loucura, outra metade santidade. Escolho-os não pela pele, mas pela pupila, que tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Louco que senta e espera a chegada da lua cheia. Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Pena, não tenho nem de mim mesmo, e risada, só ofereço ao acaso. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos, nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou, pois vendo-os loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a normalidade é uma ilusão imbecil e estéril.
Marcos Lara Resende (by ROSE: thks!)
para estes amigos: http://200.206.160.174/gente.htm (valeu, VERINHA!!!) - desculpem a falha técnica...
Escrito por tekka às 01h14
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OPHELIA 2

"Sur l'onde calme et noire où dorment les étoiles,
La blanche Ophélie flotte comme un grand lys."
Arthur Rimbaud (1854-1891) Ophélie
Fiquei "devendo" a vocês a Ophelia que considero a mais emblemática e "instigante", como se diz ... pelo menos, a mais rara: é de Joseph Stella, que nasceu na Itália em 1877; viveu nos States até sua morte, em 1946. Foi médico antes de se tornar ilustrador. Deixou obras futuristas belíssimas, sendo a mais famosa a PONTE DE BROOKLIN - N. Y.
com os devidos agradecimentos à Maria Lúcia do www.dbb.com.br...

Escrito por tekka às 00h15
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AFRICA & GLOBALIZAÇÃO

Arte da Africa
A mostra Arte da África, sob curadoria de Peter Junge, curador-chefe do departamento de África do Museu Etnológico de Berlim, reúne obras , dos séculos 15 ao 20, de 31 países da África subsaariana: África do Sul, Botsuana, Burkina Faso, Burundi, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Lesoto, Libéria, Malaui, Mali, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Quênia, República Centro-Africana, Ruanda, Serra Leoa, Somália, Suazilândia, Sudão, Tanzânia, Togo, Uganda, Zâmbia, Zimbábue, com ênfase no Congo, em Camarões e Angola.
A exposição Arte da África ocupa todos os espaços expositivos dos CCBB Brasília e São Paulo, com esculturas de madeira, de bronze, máscaras, tronos,insígnias e adereços da realeza, objetos de uso pessoal, figuras de ritual, figuras ancestrais e de poder, instrumentos musicais, entre outros.
O acervo foi distribuído nos seguintes eixos temáticos:
- a escultura figurativa, subdividida em objetos vinculados ao poder político e objetos cuja função consiste sobretudo em equilibrar partes da visão de mundo e assegurar a estabilidade;
- máscaras e instrumentos musicais, partes integrantes das artes performáticas;
- objetos de uso que apresentam uma dimensão adicional, estética, em virtude da sua forma específica.
Confira o artigo do curador da exposição, Peter Junge.
CCBB Brasília promove debate sobre África e globalização
A globalização é um fenômeno que deixa de lado os países menos favorecidos, como os que formam o continente africano? Há formas de se combater essa exclusão? Essas e outras questões serão discutidas durante o debate Globalização e Desafio de Governança na África, no CCBB Brasília. O evento acontece às 19h30 – senhas serão distribuídas uma hora antes do início da conferência. A entrada é franca.
Para falar sobre esse delicado tema, foi destacado o representante do Brasil na Organização das Nações Unidas (ONU), Carlos Lopes. P.h.D. em História pela Universidade de Paris e nascido na Guiné-Bissau, Lopes irá falar sobre os desafios que os novos governantes da África enfrentam, tanto no âmbito político quanto no econômico.
O encontro faz parte do ciclo de conferências organizadas paralelamente à exposição Arte da África, em cartaz no CCBB-DF até o dia 21 de março. As discussões têm como objetivo possibilitar uma aproximação entre o Brasil e a África por meio da cultura, história de seus povos e condições sociais.CCBB Brasília - SCES Trecho 2, conjunto 22, Brasília DF; tel: (61) 310-7087.
Última semana da exposição Arte da África, em Brasília
O público de Brasília tem até este domingo, 21 de março, para ver a exposição Arte da África. A mostra é sucesso de público na cidade e bateu recordes de visitação no Centro Cultural Banco do Brasil, onde está em cartaz desde o dia 20 de janeiro. Arte da África reúne 170 objetos – dentre máscaras, esculturas, utensílios domésticos e roupas produzidas no continente africano entre os séculos XV e XX – pertencentes ao acervo do Museu Etnológico de Berlim. A curadoria é do etnólogo Peter Junge, diretor do Departamento de África do museu.
A exposição pode ser vista das 10h às 21h, com entrada franca.
CCBB Brasília - SCES Trecho 2, conjunto 22, Brasília DF; tel: (61) 310-7087.
DICAS DE SITES IMPERDÍVEIS NA COLUNA DA DALILA.GÓES - todas as 2as. feiras no www.correioweb.com.br SITES no caderno C
veja: http://ntl.matrix.com.br/pfilho/summer.html - catálogo de hits,divididos por décadas - letras de músicas pela inicial do artista; embora o site seja brasileiro, há mais artistas internacionais - é a tal da globalização ...
uma surpresa: www.photomosaic.com/rt/1.htm, imagens da Mona Lisa, Cristo, do globo, tudinho feito em mosaico, como este Cristo aqui, feito com mosaicos dos "manuscritos do Mar Morto", fragmentos em papiro e couro. veja: fine arts ...

Escrito por tekka às 13h37
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LUMA, O BOMBEIRO & O MARQUÊS DE SADE ...

Uniformes geram altas fantasias sexuais. No momento, o que está rolando em novelas e na vida real são os BOMBEIROS. Figuras ao mesmo tempo fortes e protetoras, preparo físico perfeito, dedicação a toda prova. Quem quiser uma opinião interessante sobre o "caso LUMA", pode ver a do Rubem Fonseca em: www.literal.com.br.
LUMA à parte (que que nós temos a ver com isso?], há um ensaio da Susan Sontag sobre uniformes nazistas e sua correlação com o sadomasoquismo - aproveitando, vai também uma resenha crítica sobre o filme SADE ... e algumas "fotinhas"...

Escrito por tekka às 18h03
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Há uma fantasia generalizada sobre uniformes. Eles sugerem comunidade, ordem, identidade ( através de postos, faixas, medalhas, coisas que declaram quem é portador e o que é que ele fez: seu valor é reconhecido) , competência, autoridade legítima e exercício legítimo da violência. Mas uniformes não são as mesma coisa que fotografias de uniformes, que são materiais eróticos: fotografias de uniformes da SS são as unidades de uma fantasia sexual particularmente poderosa e generalizada. Porque a SS? Porque a SS foi a encarnação ideal da afirmação pública do nazismo, da justeza da violência, do direito de ter poder total sobre os outros e de tratá-los como absolutamente inferiores.
Os uniformes da SS eram elegantes, bem cortados, com um toque ( porém não excessivo) de excentricidade. Compare com os relativamente tediosos e não muito bem cortados uniformes do exército americano: jaqueta, camisa, gravata, calças, meias, e sapatos com cadarço – roupas essencialmente civis, não importa o quanto estejam adornadas de medalhas e faixas. Os uniformes da SS eram justos, pesados, rijos, e incluíam luvas para confinar as mãos e botas que faziam as pernas e os pés parecerem pesados, encerrados, obrigando o portador a ficar ereto. Como explica a quarta capa de Insígnias da SS :
O uniforme é preto, uma cor carregada de insinuações importantes na Alemanha. Sobre ele, a SS trajava uma enorme variedade de condecorações, símbolos, faixas para distinguir o posto, desde as runas do colarinho até caveiras. A aparência era tanto dramática quanto ameaçadora.
Na literatura pornográfica, em filmes e engenhocas espalhadas pelo mundo inteiro, especialmente no Estados Unidos, Inglaterra, França, Japão, Escandinávia, Holanda, e Alemanha, a SS tornou-se um referencial de aventura sexual. Grande parte da fantasia sexual superexcitante foi colocada sob o signo do nazismo. Botas, couros, corrente, cruzes de Ferro em torsos fulgurantes, suásticas, juntamente com ganchos de carne e motocicleta pesadas, tornaram-se a secreta e mais lucrativa parafernália do erotismo. Nas sex-shops, nas saunas, nos bares barra pesada, nos bordéis, pessoas arrastam seus acessórios. Mas por que? Por que a Alemanha nazista que foi uma sociedade sexualmente repressiva, tornou-se erótica? Como poderia um regime que perseguia os homossexuais torna-se uma excitação gay?
Um chave repousa nas predileções dos próprios líderes nazi-fascista por metáforas sexuais. Como Nietzsche e Wagner, Hitler considerava a liderança como domínio sexual das massas "femininas", como estupro. ( A expressão das multidões em Triunfo da Vontade é de êxtase; o líder faz com que a multidão se aproxime.) Movimentos de esquerda tenderam a ser unissex e assexuais em seu imaginário. Movimentos de direita, não importa quão puritanas e repressivas sejam as realidades que eles anunciam, têm uma aparência erótica. Certamente o nazismo é mais sexy que o comunismo ( o que nada credita aos nazistas, mas pelo contrário, mostra algo da natureza e dos limites da imaginação sexual) .
É claro que a maioria das pessoas que se excitam com uniformes nazistas não estão querendo dizer que aprovam o que os nazistas fizeram, se de fato têm mais do que uma vaga idéia do que isso pode ter sido. Entretanto, há poderosas e crescentes correntes de sensibilidade sexual, aqueles que geralmente são conhecidas com o nome de sadomasoquismo, que fazem a brincadeira com o nazismo parecer erótica. Tais fantasias e práticas sadomasoquistas podem ser encontradas tanto entre hetero quanto entre homossexuais, apesar de ser entre os homossexuais masculinos que a erotização do nazismo é mais visível. Sadomasoquismo (S-M) , e não swing é o grande segredo sexual dos últimos anos.
Sadomasoquismo, é claro, não significa apenas pessoas machucando seus parceiros sexuais, o que sempre ocorreu – e geralmente significa homens batendo em mulheres. O eternamente bêbado camponês russo descarregando em cima da esposa está fazendo algo que ele sente vontade de fazer (porque está infeliz, oprimido, estupidificado; e porque as mulheres são vítimas acessíveis) . Mas o eterno inglês num bordel sendo chicoteado está recriando uma experiência. Ele está pagando uma prostituta para encenar uma peça de teatro com ele, para restabelecer ou reevocar o passado – experiências dos seus tempos de escola ou de creche que agora asseguram para ele uma enorme reserva de energia sexual. Hoje talvez seja o passado nazista que as pessoas invocam, na teatralização da sexualidade, porque são aquelas as imagens ( mais do que suas memórias) de que eles esperam que uma reserva de energia sexual possa ser drenada. O que os franceses chamam de "o vício inglês" poderia, entretanto, ser tido como uma espécie de afirmação artificiosa da individualidade; a pequena encenação referia-se, no final das contas, à própria história do sujeito. A coqueluche por insígnias fascistas indica algo bem diferente; uma resposta a uma liberdade opressiva de escolha no sexo (e em outras questões) , a um grau insuportável de individualidade; o ensaio da escravização, ao invés do seu restabelecimento.
Os rituais de denominação e escravização praticados cada vez mais, a arte que mais e mais é devotada a louvar tais temas são, talvez, somente uma extensão lógica da tendência de uma sociedade afluente a transformar todas as partes das vidas das pessoas num gosto, numa escolha; convidá-las a considerar suas próprias vidas como um estilo, uma atividade (algo para fazer, sem pensar sobre ele) . Mas, quando o sexo se torna um gosto, ele talvez já esteja a caminho de tornar-se uma forma autoconsciente de teatro, que é, afinal de contas, no que consiste o sadomasoquismo: uma forma de gratificação que é tanto violenta quanto indireta, extremamente mental.
O sadomasoquismo sempre foi o aspecto mais extremado da experiência sexual: quando o sexo torna-se mais puramente sexual, isto é, separado de pessoalidade, dos relacionamentos, do amor. Não deveria ser surpreendente que ele tenha se tornado íntimo com o simbolismo nazista nos últimos anos. Nunca a relação entre mestres e escravos foi tão conscientemente estetizada. Sade teve que inventar seu próprio teatro de punição e gozo a partir do zero, improvisando o cenário, a indumentária e os ritos blasfemos. Agora existe um cenário dominante à disposição de qualquer um. A cor é o preto, o material é o couro, a sedução é a beleza, a justificativa é a "sinceridade", o objetivo é o êxtase, a fantasia é a morte.
Susan SONTAG - Sob o Signo de Saturno, LPM
Escrito por tekka às 17h56
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CONTOS PROIBIDOS

O triunfal retorno do Marquês de Sade
por Luciana Rodrigues *
Vez ou outra o figura do Marquês de Sade volta inspirando autores, para citar alguns, Nietzsche, Antonin Artaud, Simone de Beauvoir e até Camille Paglia; no teatro tivemos Peter Weiss e outros. O cinema também não ficou atrás com Buñuel e Pasolini e, recentemente, com dois filmes, um do francês Benoît Jacquot, apresentada no Festival de Veneza e outro de Philip Kaufman, encontrável nas videolocadoras.
O filme "Contos Proibidos do Marquês de Sade" (Quills) não faz jus à proposta de liberdade individual ilimitada de Sade, inclusive à liberdade de submissão. Antes, trata-se de um manifesto moral, de conteúdo inconfundível, sobre liberdade de expressão, e sobre a impossibilidade de matar a arte, ou sequer aprisioná-la. Como qualquer conto moral ele tende ao alegórico, é quase didático, pouco se utilizando do simbolismo mais complexo, não exigindo uma participação intelectual mais efetiva do espectador.
Aqui, o Marquês de Sade, interpretado por Geoffrey Rush, alça-se ao status de gênio incompreendido e indomável, um herói complexo, por vezes detestável, por vezes apaixonante, mas sempre tendente ao mito, como requer qualquer superprodução. Outros "heróis/ antiheróis" vão aparecendo durante o filme, a lavadeira (Kate Winslet) que por vezes encarna a salvadora, a redentora, a virgem sacrificada; o abade (Joaquin Phoenix) dividido entre o mundo da arte e do amor e das imposições de uma fé aprisionante... personagens para todos os gostos e para que nenhum espectador saia sem sentir algum tipo de identificação.
É irresistível a comparação com "Saló ou Os 120 Dias de Sodoma" (1975), o filme derradeiro de Pier Paolo Pasolini, que transporta o mais famoso romance de Sade para o fascismo da Itália de 1944. O filme de Kaufman, apesar de atrair e, uma vez ou outra, ousar, como em uma cena de necrofilia, não deixa de nos guiar por um universo conhecido e aceitável; já "Saló" prima pela perturbação e pelo desconforto frente aos seus exageros barrocos, à escatologia, à humilhação submissa e à tortura dos jovens garotos e garotas, mais fiel, assim, ao espírito do Marquês.
Bom lembrar, entretanto, que Philip Kaufman é um cineasta norte- americano e que, apesar da sua atração pelo erotismo e pelos relacionamentos humanas, como se observa em seus maiores sucessos "A Insustentável Leveza do Ser" (1987) e "Henry e June" (1990), é um "homem de família", ao contrário de Pasolini. E é como um filme norte- americano (apesar do elenco europeu) que "Contos Proibidos do Marquês de Sade" deve ser visto: dentro de todas as limitações e responsabilidades próprias de uma grande produção, seu elenco, seu orçamento, pode-se dizer que é um ótimo filme.
A história se passa no período em que o Marquês de Sade esteve confinado no asilo de Charenton, os últimos 14 anos da sua vida. Mesmo aprisionado, a mando de Napoleão, Sade mantém-se livre, com a devida proteção do Abade, através de seus textos e do teatro, porém tudo será posto em xeque com a chegada de um médico, Royer-Collard (Michael Caine), que deseja destruir Sade e o que ele representa, por métodos de tortura.
Várias tramas e sub- tramas vão se desenvolvendo, todas para reafirmar a alegoria: o corpo de Sade (o mito do artista), com muito esforço, pode ser destruído, mas seus ideais continuarão vivos e se reproduzindo. Uma alegoria romântica, quase ingênua, mas boa de se ver.
*Luciana Rodrigues é graduada em direito e cinema, cursa pós-graduação no CTR-ECA. http://br.busca.yahoo.com/search/br?p=pasolini&n=10&hc=0&hs=55771&b=51&h=S

Escrito por tekka às 17h56
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OPHELIA
esta imagem abre o filme AS HORAS - é de OFÉLIA, personagem de HAMLET, que enlouqueceu e se afogou no rio ...
OPHELIA é um dos personagens marcantes de Shakespeare em HAMLET. Filha de Polônio, irmã de Laertes - idade entre 16 a 19 anos. Caráter emotivo e muito sensível, ama Hamlet, mas é proibida de vê-lo por seu pai. Hamlet a rejeita e, ainda por cima, mata seu pai, Polônio. Ela enlouquece de desespero e se deixa afogar no rio...
Rosa de maio
que tão cedo feneceu.
Foi retratada em sua loucura por mais de 30 artistas de todas as épocas, principalmente da era pré-rafaelita. Sua trágica feminilidade, loucura e morte inspiraram esse artistas - entre os favoritos estão:
J. Everett Millais: representa Ophélia afogada no rio, em tons de verde e amarelo - a imagem abre o filme AS HORAS, prefigurando o suicídio de Virginia Woolf. O quadro se encontra na Tate Gallery, e pode ser vista em: www.tate.org.uk (collections) - gravuras podem ser vistas e adquiridas em www.abcgallery.com//M/Millais.htm
O modelo foi Elizabeth Siddal
John Waterhouse representou-a já no outro mundo...
Taylor tem uma visão surrealista 
Eu não chamo a isto já felicidade: Ao campo me recolho, e reconheço, Que não há maior bem, que a soledade.
O instante poético é necessariamente complexo: emociona, prova, convida, consola - é espantoso e familiar. É essencialmente uma relação entre dois contrários.
Gaston Bachelard, O DIREITO DE SONHAR
Escrito por tekka às 23h58
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Dr. Hugh Diamond fotografou uma paciente psiquiátrica a quem deu o nome de: 'Ophelia, a representação da loucura', como a provar que "a arte imita a vida".
Odilon Redon fez uma versão abstrata:
Representações iconográficas dos personagens de Shakespeare podem ser vistas em:
há várias músicas baseadas no tema de Ophélia: Ophelia 2.14, de Celestial Season; Desolate Row, Bob Dylan; Ophelia, Nathalie Merchant; Altheia, do Grateful Dead, e um poema famoso de RIMBAUD:
rimbaud
OPHÉLIE
(pour rosamap)
Sur l'onde calme et noire où dorment les étoiles La blanche Ophélia flotte comme un grand lys, Flotte très lentement, couchée en ses longs voiles ... - On entend dans les bois lointains des hallalis.
Voici plus de mille ans que la triste Ophélie Passe, fantôme blanc, sur le long fleuve noir; Voici plus de mille ans que sa douce folie Murmure sa romance à la brise du soir.
Le vent baise ses seins et déploie en corolle Ses grands voiles bercés mollement par les eaux; Les saules frissonnants pleurent sur son épaule, Sur son grand front rêveur s'inclinent les roseaux.
Les nénuphars froissés soupirent autour d'elle; Elle éveille parfois, dans un aune qui dort, Quelque nid, d'où s'échappe un petit frisson d'aile: - Un chant mystérieux tombe des astres d'or.

"As Horas" explora o mundo de Virginia Woolf
Por Todd McCarthy
SÃO PAULO (Reuters) - Inteligência e habilidade estratégica consideráveis foram usadas para produzir esta adaptação muito bem montada do romance "The Hours", que valeu o prêmio Pulitzer ao autor Michael Cunningham. "The Hours" foi o título original de "Mrs. Dalloway", e é esse grande romance que Virginia Woolf escreveu em 1925 que serve de ponto de referência e fonte de inspiração para esta história interligada de três mulheres que têm vínculos estreitos com o livro.
A primeira delas é a própria Virginia Woolf (Nicole Kidman), cujo suicídio, em 1941, é a cena inicial do filme e que, em seguida, é vista lutando contra seus demônios internos enquanto escrevia "Mrs. Dalloway", 18 anos antes.
A segunda é uma leitora dedicada de Woolf, Laura Brown (Julianne Moore), dona-de-casa frustrada que vive num subúrbio de Los Angeles em 1951 e flerta com a idéia de morrer do mesmo modo que a escritora.
A terceira é uma editora literária nova-iorquina de hoje, Clarissa Vaughan (Meryl Streep), cujo primeiro nome é igual ao de Mrs. Dalloway e que é obrigada a encarar a morte iminente de um amigo escritor.
Na página escrita, as interseções entre as três narrativas são apreendidas pelo leitor de maneira sutil; na tela, tornam-se consideravelmente mais enfáticas.
Outra coisa mais pronunciada no filme é o clima geral sombrio, em parte porque as manifestações de sofrimento e suicídio são mais perturbadoras quando representadas fisicamente, mas também porque muitos dos toques literários acertados do livro não encontraram equivalentes no filme.
Entre outras coisas, o filme é sobre mulheres cujo fracasso nos papéis mais importantes de suas vidas -- como esposa, mãe ou amiga -- as impele a sofrer crises emocionais tão profundas que elas precisam pesar até que ponto vale a pena continuar a viver.
Das três histórias, a que dá mais certo é a da própria Virginia Woolf, o que é surpreendente, na medida em que não é fácil mostrar uma escritora séria na tela e que os dilemas e sofrimentos dela são os mais difíceis de retratar e os com que o público menos de identifica.
Mas a cena inaugural do suicídio gera fascínio imediato, e Nicole Kidman, enfeiada (mas, paradoxalmente, ainda carismática) com o acréscimo de uma prótese nasal e figurino sem graça, sustenta o interesse, pintando um retrato introspectivo e pessimista, mas revelador, de uma narcisista emocional cheia de problemas e obsessões.
Operando sob o princípio de "retratar a vida inteira de uma mulher em um único dia", mas multiplicado por três, o filme propriamente dito começa com três cafés da manhã. Vemos Virginia Woolf recusando-se a comer, apesar das exortações de seu marido, Leonard; Laura Brown (Julianne Moore) tentando convencer seu filhinho, Richie, a fazer o mesmo, e Clarissa Vaughan (Meryl Streep) repreendendo seu antigo namorado Richard Brown (Ed Harris), hoje aidético, sobre seus hábitos alimentares e dizendo que fará uma festa para ele naquela noite para comemorar o prêmio literário que ele ganhou.
"As Horas" é especialmente notável em seus momentos calmos. Entre suas imagens mais memoráveis figuram as de Virginia Woolf em sua sala de trabalho, fumando enquanto escreve "Mrs. Dalloway" com caneta tinteiro, cercada por inúmeras páginas espalhadas pelo chão. Outra é a que mostra Laura fugindo para um hotel apenas para ficar sozinha para ler "Mrs. Dalloway" e refletir sobre sua vida.
O trabalho do diretor Stephen Daldry com atores é de especialista. Kidman, especialmente, brilha, dando sinais de profundidade e maturidade novas no retrato que faz de uma personagem potencialmente difícil.
O papel representado por Julianne Moore representa uma variação interessante sobre a dona-de-casa dos anos 1950 angustiada que fez em "Distante do Céu", e Meryl Streep não tem dificuldade alguma em expressar as prioridades e as decepções de uma mulher urbana aparentemente autoconfiante e que, entre as três, é a que mais se parece com a personagem Mrs. Dalloway.
Escrito por tekka às 23h46
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DIA DA POESIA ...

Dia 14 de março é DIA DA POESIA - já vimos que, para Manoel de Barros, POESIA é o MEL DA PALAVRA, o RESTILO. Para Paulo Mendes Campos, poesia é "estranho contrabando, que seres fronteiriços vão passando"...Definições, há muitas, e um consenso: no altar da Poesia, São Guilherme Shakespeare é Deus Uno e Trino, onipresente e onipotente. Sobre ele não se dá pitaco - basta saber que existe, ou existiu. Cada altar tem seus padroeiros. No meu estão, lado a lado: Walt Whitman, Emily Dickinson, Cecília, Clarice, Paulo Mendes Campos, Manoel de Barros, Hilda Hilst, Manoel Bandeira, Ivan Junqueira, Elizabeth Bishop, Fernando Pessoa, Marli de Oliveira, Sylvia Plath. CARLOS DRUMMOND é "hors-concours" ...
Não há hierarquia entre eles: são Serafins e Querubins, Tronos e Dominações. Outros podem ser maiores, mas não me dão intimidade bastante para levar para a cama... a fim de comemorar o DIA DA POESIA, e já tendo passado a semana com Manoel de Barros, chamei Adélia Prado e Marli de Oliveira - das que provocam o coração disparado...
QUALQUER COISA É A CASA DA POESIA (Adélia)
Escrito por tekka às 01h10
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ADÉLIA PRADO

Primeira Infância
era rosa, era malva, era leite,
as amigas de minha mãe vaticinando:
vai ser muito feliz, vai ser famosa.
eram rendas, pano branco, estrela dalva,
benza-te a cruz, no ouvido, na testa.
sobre tua boca e teus olhos
o nome da Trindade te proteja.
em pontos de marca no vestidinho: navios.
todos à vela. a viagem que eu faria
em roda de mim.
NOTÍCIAS:
1) o poeta Manoel de Barros sempre deu entrevistas por escrito. O professor de literatura da UnB, Adalberto Muller, está reunindo esses "diálogos" em Manoel de Barros: conversas de poesia" para a editora Rocco - "é a biografia do poeta e não da pessoa, o fazendeiro". As entrevistas "não-faladas" de Manoel foram concedidas a jornais e revistas de literatura. "A entrevista para ele é um gênero literário, um laboratório de criação. as respostas são de poeta, invenções....algumas podem ser consideradas verdadeiros poems em prosa; outras, textos teóricos". Será incluída uma entrevista "real", dada a José Castello, do Estadão.
2) A editora Globo está reeditando a obra de Hilda Hilst, sob o comando de Alcir Pécora; o próximo lançamento será BALADAS, que reúne seus 3 primeiros livros de poesia
FONTE: Coluna L2: livros & leituras, de Sérgio de Sá, no CORREIO BRAZILEINSE de hoje, 13 de março de 2004 - caderno PENSAR, pagina 2 sergio.sa@terra.com.br
ESPANHA: dor e luto
Escrito por tekka às 00h53
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MARLI de OLIVEIRA

Clarice
revejo teu rosto nos vários retratos:
cada um capta algo, nenhum a totalidade
do que ela foi, do que é ainda,
a cada instante outra/renovada.
eu sei que ela tocou no escuro o proibido
e conheceu a paixão
com todas as suas quedas.
quem esteve ao seu lado sabe
o que é fulguração de abismo
e piscar de estrela na treva.
(foto de Man Ray, poema de Marli de Oliveira)
notícias de Man Ray podem ser encontradas HOJE no blog da Tati: http://ideias_trituradas.zip.net/index.html
tá bem, antenadíssimo Thiago, a COLEÇÃO POIESIS da Nova Fronteira, inclui, além da Adélia Prado: 24 Sonetos de Shakespeare, Flor de Poemas da Cecília, Miradouro de Henriqueta Lisboa, Árvore do Mundo e O Chapéu das Estações de Carlos Nejar, Andares de Hermann Hesse, Antologia Poética de T.S. Eliot, e Anábase de Saint-John Perse.
...atendendo a seu pedido lá vai o SONETO XVIII de Shakespeare, na tradução impecável de Péricles Eugênio >>>
A um dia de verão como hei de comparar-te?
Vencendo-o em equilíbrio, és sempre mais amável:
Em Maio o vendaval ternos botões disparte,
E o estio se consome em prazo não durável;
Às vezes, muito quente, o olho do céu fulgura,
Outras vezes se ofusca a sua tez dourada;
Decai da formosura, é certo, a formosura,
Pelo tempo ou o acaso enfim desadornada:
Mas teu verão é eterno, e não desmaiará,
Nem hás de a possessão perder de tuas galas;
Vagando em sua sombra o Fim não te verá,
Pois neste verso eterno ao tempo tu te igualas:
Enquanto o homem respire, e os olhos possam ver,
Meu canto existirá, e nele hás de viver.

Escrito por tekka às 00h37
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METEOROLOGISTA É UM SUJEITO QUE SEMEIA VENTOS E COLHE DIAS BELÍSSIMOS ...
Millôr Fernandes
pintura de Marc Chagall: Os Amantes sobre a Cidade (que deve ter inspirado Cidade dos Anjos)
Escrito por tekka às 00h21
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Escrito por tekka às 15h10
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um poeta: MANOEL de BARROS

- Qual o sentido da poesia?
- A abelha, ao sugar o néctar, vai refinando, refinando, até sair o mel. Poesia é o mel da palavra. Não sei se o mel tem sentido. Não sei se uma fuga de Bach tem sentido. Não sei se uma rosa t |
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