.
strange-fruit


O TEU OLHAR

o seu olhar lá fora

o seu olhar no céu

o seu olhar demora

o seu olhar no meu

o seu olhar melhora

melhora o meu

o seu olhar agora

o seu olhar nasceu

o seu olhar me olha

o seu olhar é seu

o seu olhar melhora

melhora o meu ...


Arnaldo Antunes

 

 



Escrito por tekka às 23h38
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UMA IDÉIA BRILHANTE



 

 

AMOR BASTANTE


quando eu vi você
tive uma idéia brilhante
foi como se eu olhasse
de dentro de um diamante
e meu olho ganhasse
mil faces num só instante

basta um instante
e você tem amor bastante

Paulo Leminski

 



Escrito por tekka às 21h26
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      LINDO: POEMAS EM MOVIMENTO

     

                                      

http://audiovisuais.lua-negra.net/nos_poetas.htm




Escrito por tekka às 21h17
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STRANGE FRUIT: Emily Dickinson

Pouco é morrer por ti

qualquer grego o faria

Viver, Amor, custa mais -

e até isso eu daria  -

Morrer é nada, coisa passada,

mas a morte inclui viver

a Morte multiplicada - sem

o Alívio de morrer ....

 



Escrito por tekka às 19h14
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sites de cinema

 

trailers: http://us.imdb.com/Sections/trailers

posters: www.impawards.com

 



Escrito por tekka às 19h06
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2 filmes dos bons

ENCONTROS E DESENCONTROS -

Bob Harris (Murray) é um ator de cinema mal-humorado que está na cidade para filmar um comercial de uísque. Não apenas ele está sofrendo os efeitos do "jet lag" e da depressão por seu casamento em crise, como se encontra no meio de uma crise de meia-idade que o desanima, mas não o faz perder seu senso de humor. Charlotte (Johansson), mulher de um fotógrafo que não lhe dá muita atenção (Giovanni Ribisi), vive um pesadelo semelhante. Casada há dois anos, ela já se sente perdida na relação, sem poder participar da vida profissional de seu marido nem identificar o que quer da vida. Quando se aventura na cidade, o que encontra é uma versão distorcida da modernidade ocidental. Quando procura o budismo, tudo o que vê é um templo cheio de sacerdotes entoando cânticos em japonês.

O papel cai como uma luva para Bill Murray. O homem exaurido de meia-idade que não vê desafios em seu horizonte vai pouco a pouco dando lugar a uma pessoa revitalizada pelo contato com outra alma deslocada. Seu toque cômico enriquece o personagem com humor auto-irônico. Johansson transmite a solidão e a desilusão de Charlotte de maneira palpável.

 

 

 

 

  

                     DOGVILLE

"A ironia e a alegoria são o móbile de Dogville, que retira elementos da literatura, pelo emolduramento romanesco e pelo narrador em off ...a boa gente puritana do interior assimila a forasteira primeiro com certa desconfiança, depois mostrando as garras: a protagonista vai passar de empregada doméstica a prostituta e, depois, escrava dos pacatos cidadãos, e finalmente mantê-la em seu devido lugar: sob total controle. A sequência final completa a alegoria: não só estamos em Dogville, mas Dogville está em toda parte" - de um artigo do professor  de Literatura da UnB, Adalberto Muller.



Escrito por tekka às 19h04
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saber é pouco ...

 

 

 

 saber é pouco
como é que a água do mar
  entra dentro do coco?

leminski

Paulo Leminski



Escrito por tekka às 22h34
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da cor do pecado .../ Mimi, Rose & Valéria

 

Talvez a trilha mais apropriada para a Primeira Novela da
Globo que Tem Uma Negra Como Protagonista seja a do Marcelo
Yuka (ex-baterista do Rappa):
 
A carne mais barata do mercado é a carne negra
que vai de graça pro presídio e para debaixo do plástico
e vai de graça pro subemprego e pros hospitais psiquiátricos
a carne mais barata do mercado é a carne negra
que fez e faz história
segurando esse país no braço (meu irmão)
(...)
(A carne. Do cócix até o Pescoço, Elza Soares, 2002, séc. XXI)
 
Pois é. Estamos em 2004 e continua muito, muito difícil ser
negro no Brasil.
 
Valéria
 


Escrito por tekka às 20h27
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mal cheguei e já te ouvi

gritar pra mim  bem-te-vi

 

meu coração diz para si:

as aves que lá gorjeiam

não gorjeiam como aqui

(ferreira gullar)



Escrito por tekka às 20h13
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dica de site: Rose / Embrapa


 
 
 
o céu e a terra parecem repousar, porém estão em atividade perene - o Sol e a Lua mudam sempre de posição, porém sua luz é perenemente a mesma - assim o homem reto não esquece as próprias atividades nos momentos de prazer e conserva o gosto pelo divertimento nas próprias ocupações (Vincenzo Scarpellini)
 


Escrito por tekka às 17h37
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poema dadaísta ...

 

Para fazer um poema dadaísta




Pegue um jornal
Pegue a tesoura.
Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema.
Recorte o artigo.
Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco.
Agite suavemente.
Tire em seguida cada pedaço um após o outro.
Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco.
O poema se parecerá com você.
E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.

(Tristan Tzara)

 



Escrito por tekka às 17h24
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STRANGE FRUIT: Geraldo Vandré

colaboração de ROSAMAP ...

 o que eu queria mesmo era enviar estes versos da autoria dele:
 
Se tanto quanto se quizesse, se pudesse
Se tanto quanto se sentisse, se dissesse
Se tanto quanto o amor existe, se soubesse
A vida não se perderia, mais houvesse. 
 
Geraldo Vandré
 
                                                                              



Escrito por tekka às 17h15
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O MÍNIMO DO MÁXIMO

   Tempo lento,
espaço rápido,
     quanto mais penso,
menos capto.
     Se não pego isso
que me passa no íntimo,
     importa muito?
Rapto o ritmo.
     Espaçotempo ávido,
lento espaçodentro,
     quando me aproximo,
simplesmente me desfaço,
     apenas o mínimo
em matéria de máximo

Paulo Leminski

FLORIPA ESTÁ AQUI POR CAUSA DA TATI!

 não é o máximo?

 



Escrito por tekka às 16h46
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por linhas tortas: MANUEL DE BARROS

Prefiro as linhas tortas, como Deus. Em menino eu sonhava de ter uma perna mais curta (Só pra poder andar torto). Eu via o velho farmacêutico de tarde, a subir a ladeira do beco, torto e deserto... toc ploc toc ploc. Ele era um destaque.

Se eu tivesse uma perna mais curta, todo mundo haveria de olhar para mim: lá vai o menino torto subindo a ladeira do beco toc ploc toc ploc.

Eu seria um destaque. A própria sagração do eu.

                                                                                 (Manoel de Barros)

 

http://www.portinari.org.br/ppsite/ppacervo/contextoPrincipal.asp?contexto=tema

 

---<@ ---<@

 

 

Apedreja o CONTROLE vil que te afaga


Escarra nessa
GLOBO e nessa VEJA."

 

mais?  em  www.infonet.com.br/users/experimental



Escrito por tekka às 19h53
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uma parte de mim é todo mundo

outra parte é ninguém: fundo sem fundo

uma parte de mim é multidão:

outra parte estranheza e solidão

(ferreira gullar)

 



Escrito por tekka às 14h00
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AUGUSTO DE CAMPOS SOBRE O VASTO CÉU AZUL ...



Escrito por tekka às 13h25
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Maior do que São Paulo só o MASP

Quem ainda não visitou o Masp deveria fazê-lo o quanto antes, pois com certeza está deixando de conhecer um universo de riquezas num acervo de obras produzidas pela genialidade dos maiores artistas da humanidade e que estão aqui, num acesso fácil, no nosso Masp, um museu que, com certeza, faz inveja a qualquer outro museu do mundo.

Jardel Dias Cavalcanti

Campinas, 19/1/2004


Escrito por tekka às 00h42
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STRANGE FRUIT: ANDY WARHOL

visitando o site do Andy Warhol, você pode fazer serigrafias on-line:

www.warhol.org/default.asp



Escrito por tekka às 23h15
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VISITA E DOWNLOAD AO MUSEU VAN GOGH

http://www.vangoghmuseum.nl/cgi-bin/virtual-tour/download.asp

a visita é incrível - você percorre as várias salas e escolhe as telas que quer baixar ... EXPERIMENTE!!!!



Escrito por tekka às 22h07
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QUEM É QUEM: LALAU

 

 

Poema do livro
´Quem é quem´:


´ QUEM DEVERIA SER O QUÊ

Andorinha deveria ser avião,
Pipa deveria ser borboleta,
Golfinho, jangada.

Quintal deveria ser praia,
Primo deveria ser vizinho,
Vizinha, namorada.

Cidade deveria ser sítio,
Bandido deveria ser mocinho,
Nordeste, molhado.

Panda deveria ser eterno,
Cinema deveria ser grátis,
Hoje, feriado.´

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por tekka às 22h01
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MUSEU LÚDICO - MAC DE S.P.

visite o MAC da USP DE SÃO PAULO

 

    URUTU de Tarsila do Amaral - acervo do MAC

        curta o MUSEU LÚDICO!

 http://143.107.32.23/mac/ludico.html



Escrito por tekka às 21h21
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PRECE CÓSMICA de Cassiano Ricardo

 - que os quatro / como num teatro / conservem a mão / sem nenhum / gesto

 - que o vinho quente / do coração / lhes suba à cabeça / espessa

 - que do bolso de / cada um dos /

como num teatro

                                                  voem pombas

                                          (pombas brancas)

                                              ... e amanheça ...

                                        

 

 



Escrito por tekka às 01h39
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Uma crônica de Paulo M. Campos: A AURORA

                                                                         A AURORA

 

 

          A AURORA chegou vestida de cor-de-rosa, passou pela vidraça, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-não-dormindo, boba e semi-iluminada. Depois, ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados, e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado. Meus olhos ficaram espiando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.

         Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como, às vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, de todas as coisas feias que cometeu. Que nem cometeu, que deixou acontecer. Quem nos perdoa, não sabemos. Talvez seja assim: o sofrimento se junta, vai se juntando dentro da gente, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então, ficamos perdoados. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.

         Voltando à aurora, ela começou a sentir que morria. Ficou pálida. Um vento frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram miraculosamente a dar folhas e frutos. Os pássaros se coloriram. Trens fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. Ah, a aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu bem em cima de meus olhos, no instante em que as duas últimas estrelinhas eram riscadas do show noturno. Amanhecia implacavelmente.

        Aí chegou a vez do enterro da aurora. O coche foi levado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado para muito longe, para muito além de um monte escuro, e desapareceu.

        Fiquei só outra vez. Por um momento quis que ela voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, com uma cabeça que deve decidir onde devo pôr os meus pés.É meio mórbido ficar lamentando indefinidamente a perda de uma aurora, mesmo uma aurora especial como aquela, capaz de perdoar-nos os pecados.

       Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar a cara. Escovei os dentes com um máximo de alegria. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca.

       Em jejum, acendi como sempre o primeiro cigarro. Que me dá tosse. Não importa. Abençoado sejas, irmão fumo, irmão fumaça que sobes para o céu.

       Deitei-me na cama de novo enquanto os cavalos dos poemas antigo traziam o Sol em atropelada brilhante. Vi-os fortes e louros irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoado seja o descanso. Abençoados sejam os pássaros diurnos e noturnos. Abençoadas sejam as criaturas de todo o mundo. Abençoado o fogo; a terá; o ar; as criaturas de todo o mundo. Abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.

 

 

 

                  http://www.releituras.com/pmcampos_bio.asp

Escrito por tekka às 00h57
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HOJE NA HISTÓRIA

Julia Ward Howe é a 1ª mulher eleita para a Academis Americana de Artes e Letras (1908): http://www.greatwomen.org/women.php?action=viewone&id=80

Em 28 de janeiro de 1880, Thomas Edison recebe a patente da lâmpada incandescente - http://www.hfmgv.org/exhibits/edison/

Em 1899, Marconi envia os primeiros sinais de rádio: http://www.marconiusa.org/

A nave CHALLENGER explode, 73 segundos de depois de lançada do Cabo canaveral, matando a tripulação de sete membros (1986)

ANIVERSÁRIOS:

H. M. STANLEY - explorador da África (1841-1904): http://www.infoplease.com/ce6/people/A0846502.html

Jacson POLLOCK - pintor abstrato que "explodia" a tinta nas telas (1912-1956): http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/pollock/ e

http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/pollock/

Eliah Wood - o Frodo de Senhor dos Anéis faz 23 anos

 

 

 

 



Escrito por tekka às 00h33
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STRANGE FRUIT: PAULO MENDES CAMPOS


Paulo Mendes Campos

 

A meu avô Cesário devo este horror pelos cães, o pescoço musculoso, o riso acima de minhas posses, o pressentimento de uma velhice turbulenta

(...) A minha avó Margarida, a maneira leve de pisar e fechar portas.

A Minas Gerais, a minha sede, o jeito oblíquo e contraditório, os movimentos de bondade (todos), o hábito de andanças pela noite escura (da alma, naturalmente), a procrastinação interminável, como um negócio de cavalos à porta de uma venda."

(Paulo Mendes Campos "Meditações Imaginárias")

 

 Paulo Mendes Campos nasceu a 28 de fevereiro de 1922, em Belo Horizonte - MG, filho do médico e escritor Mário Mendes Campos e de D. Maria José de Lima Campos. Começou seus estudos na capital mineira, prosseguiu em Cachoeira do Campo (onde o padre professor de Português lhe vaticinou: "Você ainda será escritor") e terminou em São João del Rei.

Veio ao Rio de Janeiro, em 1945, para conhecer o poeta Pablo Neruda, e por aqui ficou. No Rio já se encontravam seus melhores amigos de Minas — Sabino, Otto, e Hélio Pellegrino. Passou a colaborar em O Jornal, Correio da Manhã (de que foi redator durante dois anos e meio) e Diário Carioca. Neste último, assinava a "Semana Literária" e, depois, a crônica diária "Primeiro Plano". Foi, durante muitos anos, um dos três cronistas efetivos da revista Manchete.

Foi, também, hábil tradutor de poesia e prosa inglesa e francesa — entre outros Júlio Verne, Oscar Wilde, John Ruskin, Shakespeare, além de Neruda, tendo enriquecido sua experiência humana em viagens à Europa e à Ásia.

Em 1962, experimentou ácido lisérgico, acompanhado por um médico.  Relatou sua experiência em artigos publicados na revista "Manchete", depois reproduzidas em "O colunista do morro" e em "Trinca de copas", seu último livro. Disse que a droga abriu "comportas" e ele se deixou invadir pelo "jorro caótico"do inconsciente até sentir o peso e a nitidez das palavras que produziam um "milagre da voz". E completava: "A comparação não presta, mas por um momento eu era uma espécie de São Francisco de Assis falando com o lobo. O lobo também sabe que amor com amor se paga".

Escrito por tekka às 00h20
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E A LUZ FOI FEITA HÁ 124 ANOS POR THOMAS EDISON




THOMAS EDISON


Mais um "burrinho" (e surdo) que deu a volta por cima

É incrível mas é verdade: Thomas Edison - um dos maiores gênios que a humanidade conheceu - foi expulso da escola primária porque seu professor concluiu que ele tinha "cérebro ôco" e era incapaz de aprender. Imaginem o impacto de uma afirmação grosseira como essa na mente de um garotinho sardento e que, realmente, tinha sérias dificuldades para aprender. Só que, felizmente, para ele e para o mundo, Edison resolveu esquecer a opinião do professor e viver sua própria vida.

Através da infelicidade precoce, Edison descobriu algo que talvez jamais aprendesse nas escolas comuns. Aprendeu de início que era capaz de controlar e dirigir sua mente no sentido que desejasse. Aprendeu depois que poderia usar os conhecimentos técnicos de outros homens para realizar pesquisas científicas, embora ele próprio não tivesse qualquer base científica. Contratou químicos, matemáticos e mecânicos. Quando Edison passou a exercer pleno domínio sobre seu "cérebro ôco", produziu a lâmpada elétrica, o fonógrafo (do qual se originou o CD-player), o projetor de cinema, o microfone, o mimeógrafo, além de aperfeiçoar outros inventos, entre eles o telefone e a máquina de escrever, num total de mais de mil inventos.

E a surdez de Edison? Edison, quando era menino, havia sido vendedor de balas num trem. Certa vez um homem o ergueu pelas orelhas, e isso foi o começo do fim da sua capacidade de ouvir. Ele poderia ter remoído aquela experiência cruel e danosa durante o resto da vida. Como muitos outros, poderia ter desperdiçado a maior parte de suas energias na lamentação do acontecido; mas  o  fez.

Certo dia foi visitado pelo escritor Napoleon Hill, que constatou que ele usava um aparelho para surdez. Ao certificar-se de que se compreendiam mutuamente, Hill perguntou-lhe se sua surdez não o tinha prejudicado muito. Ele respondeu: - "Ao contrário, a surdez foi de grande valia para mim. Poupou-me o trabalho de ficar ouvindo grande quantidade de conversas inúteis e me ensinou a ouvir a voz interior. Além do mais, um homem que tem que gritar quando fala, nunca diz mentiras".

Quando estava empenhado em alguma invenção, fechava a porta de seu laboratório e só saía de lá com sua equipe após conseguirem o invento. A alimentação era passada por sua esposa, através de uma abertura na porta. Ele atribuía a sua enorme energia e resistência ao hábito de dormir sempre que desejava. Chegava a trabalhar 18 horas por dia quando estava empenhando em algum projeto. Costumava dizer: "A realização de uma obra é a única satisfação verdadeira na vida".

O seu grande sucesso se deveu a sua grande perseverança e capacidade de trabalho. Conheceu muitos fracassos para chegar ao sucesso. Certa vez, após centenas de fracassos na tentativa de conseguir um invento, disse aos seus colaboradores: "Já conhecemos centenas de maneiras que não dão certo. Agora estamos mais perto do sucesso".

Ao ser chamado de gênio, comentou: "Gênio, eu? O segredo está apenas em trabalhar de forma firme e árdua. O gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração".

Várias vezes Edison ficou sem dinheiro devido a inventos que não davam certo. Quando tinha 77 anos de idade, um incêndio destruiu todo o seu laboratório, e ele perdeu tudo que tinha conseguido até então. Mas ele não se deixou abalar. Tão logo os bombeiros apagaram o fogo, Edison reuniu todos os seus colaboradores e disse: "É sempre possível tirar algo positivo de alguma tragédia. Acabamos de nos livrar de um monte de coisas velhas. Sobre as ruínas edificaremos mais e melhor!" Após dizer isso, tirou o casaco, enrolou-o para servir de almofada, debruçou-se sobre uma mesa e adormeceu.

Nunca se aposentou e nem se preocupou com o peso da idade. Aos 80 anos começou a estudar Botânica e, após analisar milhares de plantas, descobriu um método de extrair borracha em quantidade muito maior que o habitual até então.



Escrito por tekka às 21h56
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O SORRISO DE MONA LISA ...

 
  
 
 

FILME: O SORRISO DE MONA LISA -

 

Julia Roberts brincando de Professora Julia Roberts - o filme se passa nos anos 50, trilha sonora over. Ela faz muito pouca coisa nas aulas de HISTÓRIA DA ARTE mas logo se torna adorada, porque gosta de "arte moderna" e é sistematicamente contra o casamento. Pra ninguém achar que ela é assexuada, "teve um caso" com artista de Hollywood e tem "outro caso" com um amante que se faz de italiano (latin lover, of course) - fraquim ,fraquim - principalmente em temporada de DOGVILLE, Invasões Bárbaras, Adeus Lênin, Sobre meninos e lobos ...tem quem goste ... e ela fatura seus 30 milhões brincando ...tipo: sociedade dos pintores mortos ...



 



Escrito por tekka às 14h27
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agradecimento:
 
 
a Rose, Boo, June, Ivan, Elzita, Antonietta, Beta, Nilo, Tati, Rosa, Raíssa, Sylvie   e ao Professor Arquimimo,
 
 que
 
sacaram o " ESPÍRITO DA COISA":

  
BRINCADEIRA TEM HORA! ...


Escrito por tekka às 13h40
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O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA

 

1905 - encontrado o maior diamante do mundo: CULLINAN - 3.106 kilates

Bessie Coleman (1892-1926) é a primeira "afro-americana" a tirar brevet de piloto

O Gen. Douglas MacArthur pronuncia a "famosa" frase: I'll be back!

1950 - INDEPENDÊNCIA DA INDIA, depois de uma tumultuada história de lutas internas e muita confusão, a INDIA proclama sua independência como república, e hoje ainda é um país pobre, mas forte em tecnologia de software e grandes cabeças, disputadas pelo ocidente ..

 

Gandhi: OLHO POR OLHO AINDA VAI FAZER O MUNDO TODO CEGO ...




Escrito por tekka às 13h34
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LEWIS CARROL era pastor e matemático - nasceu em 27 de janeiro de 1832, na Inglaterra - publicou ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS em 1865, e ALICE NO PAÍS DOS ESPELHOS em 1871 - você pode ver ALICE em multimídia: http://megabrands.com/alice/indexx.html
 
"não tenhas medo de encolher: em algum lugar, haverá COGUMELOS a esperar por ti"

(Paulo Mendes Campos)
 
 


Escrito por tekka às 12h34
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GLOBO DE OURO ...

 

 Movie Theater Munching 

e viva o cinema americano! vejam os GLOBOS:

Melhor filme dramático e diretor - Senhor dos Anéis/ O Retorno

Melhor filme / comédia: Encontros e Desencontros

Melhor ator (drama): Sean Penn/ Sobre meninos e lobos - uau!

Melhor atriz: Charlize Theron / Monster

Melhor filme estrangeiro: Osama / Afganistão

Melhor ator coadjuvante: Tim Robbins/ Meninos e Lobos

Melhor atriz coadjuvante: Renée Zellweger - Cold Mountain

Melhor ator coadjuvante/comédia/ Bill Murray / Encontros

Melhor atriz coadjuvante/comédia/Dianne Keaton

SENHOR DOS ANEIS / RETORNO DO REI - o portal www.uol.com.br/diversao/senhordosaneis tem um fantástico livro de fotos com imagens das 3 edições da saga - com trailers e trilha - grupos de discussão, caça-palavras, fichas dos hobbits, elfos, anões e outros seres da Idade Média (obrigada ao Felipe Campbell pela dica em SITES do Correio Brasiliense) felipe.campbell@correioweb.com.br

 


O ANO NOVO CHINÊS começou dia 22 - é o ANO DO MACACO - Em Singapura hoje as pessoas vão agir como macacos, para atrair prosperidade para o país. O macaco é considerado sábio,flexível,inovadore de confiança, mas também egoista...

 


PRA QUEM ACHA QUE AO SE FALAR EM CULTURA É BOM IR TIRANDO O TALÃO DE CHEQUES, a definição dada pelo antropólogo Edward B. Tylor, e que ainda não foi superada por outra melhor:

CULTURA é o complexo de coisas que inclui conhecimento, crenças, arte, costumes e quaisquer outra capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade humana ... simples, né?


ótima paródia de Matrix Revolutions em: www.jengajam.com/r/MTV-Parody/bo

 Matrix 3 









Escrito por tekka às 11h42
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COLABORAÇÃO DE BETA: LACRIMOSA

LACRIMOSA
(ultimo movimento de fassade)
Fachada 3. Movimento
Talvez eu seja apenas um ser humano
E talvez eu seja apenas uma desculpa aleijada
Talvez quando tudo for dito eu seja uma daquelas perguntas
Cujas respostas mostram a pobreza de se questionar enfim
E então você pode me refutar
E então você pode inerte me dar nomes tambem
União - foi força - foi estar na frente
Foi poder sobre vocês mesmos
Vocês mesmos - vocês mesmos
E então eu sou imparcial
Não um mentiroso - não corrupto ou vendido pelo poder cego
Não - eu tremo com o desejo de receber palavras verdadeiras
de conhecer uns aos outros em honesta verdade
Por que a fachada?
Você precisa mesmo perguntar o que eu sinto?
Você precisa mesmo perguntar como eu sou?
Com tudo o que me guia - como eu vivo
Como eu me movo
Com tudo o que eu coloquei diante de você
Ontem e aquí e agora
Existe realmente tanto egoísmo no mundo?
Existe realmente tanta obsessão pessoal que o amor não conte mais?
Não é suficiente que todos estejam fora de sí e que ninguem entenda
que as paredes da solidão são as apredes do egoísmo?
Posso eu perdoar?
Posso eu perdoa-lo agora - eu pergunto
Diga-me o que você quer de mim
Você precisa realmente perguntar o que eu sinto?
Você precisa realmente perguntar como eu sou?
Com tudo o que me guia - como eu vivo - como eu me movo
Com tudo o que eu coloquei diante de você
ontem e aquí e agora
Posso perdoar?
Posso eu perdoa-lo agora - eu pergunto
Completamente só - eu quero estar completamente só
Ouvir nada - ver nada
Eu quero ser eu mesmo
Completamente só - eu apenas quero estar completamente só
Completamente só - apenas deixe-me viver
Eu lhe imploro!
 
em nossas ruas, nascimento da revolta
ressentimento na alma do indivíduo
orgulho ferido, vontade de lutar
cansaço de uma vida de cegueira e covardia
só seus sonhos sustentam a lucidez.
você sofre com as dores do mundo?
não tem tempo de sofrer nem por si mesmo
a sociedade é traiçoeira e o engana
o sistema te corrompe e te destrói.
o amor é falso
a mentira é o sustento
que sustenta as falsas juras de momento
o amor é uma doença sem cura
só há amargura e sofrimento
o lamento é falso
eu sou o lamento
o falso cretino magoado
eu sou um maldito humano nojento
as feridas não se curam
feridas que não fecham
suave brisa da noite mal dormida
eu choro soluçando em lamentos
o seu silencio me machuca e me enlouquece
eu me arrasto a um canto sujo, soluçando
eu grito alto e me rasgo por inteiro
eu pulo os muros da distancia pro perdão
a tristeza não me afeta como afetava
ela vem e eu a expulso com um tapa
eu durmo entre raposas, acordo entre aranhas
eu beijo onças e caminho entre serpentes
e vivo minha vida com a cruz de machucar meu coração
porque você me vem com a face suja?
esse seu sorriso é tão falso, me irrita
a sua ignorância me assusta, atormenta
eu brinco com seus labios, te enveneno
ah sua cretina desgraçada
sua lagrima é tão ácida e tão escura
seus olhos quando choram estão sorrindo
sua alma está cantando, gargalhando
eu não te odeio e não te amo
quando disse que te amava, me enganei
eu sabia que era um erro me entregar
por causa destes olhos me entreguei
e você mentiu pra mim, me magoei
será que voce se identifica?
será que sua ignorância te impede?
porque é tão covarde e tão esquiva?
porque tão mentirosa? tão hipócrita...
 
TERÁ SIDO COINCIDÊNCIA? MERA É QUE NÃO FOI - AFINAL HOJE É DIA DE MOZART
 
Obrigada, Beta, por sua dádiva de beleza ...


Escrito por tekka às 11h38
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STRANGE FRUIT: HENFIL

HENFIL faria aniversário este mês - cartunista, usou seu incrível traço nas aventuras do Fradim, do Capitão Zeferino, da Graúna, do Bode Orelana - deixou também CARTAS DA MÃE e DIÁRIO DE UM CUCARACHA - morreu de AIDS por tranfusão de sangue, da mesma forma que seus irmãos BETINHO e CHICO MÁRIO ... veja tudo isso e muito mais em : http://www.henfil.hpg.ig.com.br

saudades ...

 

O desenho de Henfil era o risco sem medo do risco; linha magnética, generosa, humana; traço que traçava sem dó; desenho vivo; desenho que pensava. Humor que derrubava para construir.

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Pseudônimo de Henrique de Souza Filho. Começou trabalhando na revista Alterosa, depois foi para o Diário de Minas. Mudou-se para São Paulo, que satirizava como "sul maravilha". Criou tipos com seu traço característico: Zeferino, Bode Orellana, os Fradins, Orelhão, Urubu, Pó de Arroz, Bacalhau, Ubaldo o Paranóico. Porém, a Graúna foi seu maior sucesso de público. Trabalhando com várias mídias, escreveu para o teatro, dirigiu um filme, produziu quadros na TV, escreveu livros. Tentou trabalhar nos Estados Unidos, mas seu estilo agressivo não agradou, uma vez que seu trabalho talvez fosse mais voltado para as revistas underground do que para os leitores de jornais, de conservadoras famílias americanas.

Voltou para o Brasil e escreveu mais um livro. Hemofílico, foi vítima da incompetência dos governantes que levaram a saúde ao caos: numa transfusão de sangue, em um hospital público, contraiu o vírus da Aids e faleceu em decorrência da doença no auge da sua carreira, quando conquistou espaço nos principais jornais do País, no final da ditadura que tanto combateu. A Geração Editorial está republicando sua obra completa.


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Escrito por tekka às 11h17
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STRANGE FRUIT: SYLVIA PLATH

pois é, está quase chegando o filme sobre SYLVIA PLATH,  figura não mais controversa sobre seu valor poético -  nasceu em Massachusets e morrreu em Londres, com 31 anos, - suicidou -se durante mais uma de sua graves crises depressivas - deixou  obra em prosa e verso, sobre a qual há muito se debruçam estudiosos e exegetas - sua curta vida não limitou seus dons, traduzidos em poemas belíssimos e emblemáticos - pode ser visitada em vários sites, como por exemplo este de onde tirei esta foto: http://www.opoema.libnet.com.br/sylviaplath/sylviaplath.htm

Sylvia Platho poema que se segue conta com a tradução de Ana Cristina César ...

A CHEGADA DA CAIXA DE ABELHAS

Encomendei esta caixa de madeira
Clara, exata, quase um fardo para carregar.

Eu diria que é um ataúde de um anão ou
De um bebê quadrado
Não fosse o barulho ensurdecedor que dela escapa.

Está trancada, é perigosa.
Tenho de passar a noite com ela e
Não consigo me afastar.
Não tem janelas, não posso ver o que há dentro.
Apenas uma pequena grade e nenhuma saída.

Espio pela grade.
Está escuro, escuro.
Enxame de mãos africanas
Mínimas, encolhidas para exportação,
Negro em negro, escalando com fúria.

Como deixá-las sair?
É o barulho que mais me apavora,
As sílabas ininteligíveis.
São como uma turba romana,
Pequenas, insignificantes como indivíduos, mas meu deus, juntas!

Escuto esse latim furioso.
Não sou um César.
Simplesmente encomendei uma caixa de maníacos.
Podem ser devolvidos.
Podem morrer, não preciso alimentá-los, sou a dona.

Me pergunto se têm fome.
Me pergunto se me esqueceriam
Se eu abrisse as trancas e me afastasse e virasse árvore.
Há laburnos, colunatas louras,
Anáguas de cerejas.

Poderiam imediatamente ignorar-me.
No meu vestido lunar e véu funerário
Não sou uma fonte de mel.
Por que então recorrer a mim?
Amanhã serei Deus, o generoso – vou libertá-los.

A caixa é apenas temporária.

(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César )




Escrito por tekka às 04h17
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BILIIE HOLIDAY

You' ve changed ...



ALBUM · Lady in Satin (1958)
LYRICS

Bill Carey / Carl Fischer

I’ve an awfully feelling
That this thought that’s been a stealin thru my brain
Is not to be ignored
But to really tell the truth
Though I’m not a well known sleuth
I honestly believe that you are bored
You’ve changed

That sparkle in your eyes is gone
Your smile is just a careless yawn
You’re breaking my heart
You’ve changed

You’ve changed
Your kisses now are so blase
You’re bored with me in every way
I can’t understand
You’ve changed
You’ve forgotten the words, I love you
Each memory that we’ve shared
You ignore every star above you
I can’t realize you’ve ever cared
You’ve changed

You’re not the angel I once knew
No need to tell me what we’re through
It’s all over now
You’ve changed


 



Escrito por tekka às 04h15
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Perguntaram a Diógenes por que pedia esmola às estátuas inanimadas, de olhos vazios. Ele respondia que estava se habituando à recusa. Pedindo a quem não o via nem o sentia, ele nem sequer ficava aborrecido por não ser atendido.

 



Escrito por tekka às 04h13
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POEMAS DO NILO_NETO DE FLORIPA

Amar de um amor sem nome.
Ter sorte, sem ter destino.
Hoje começa, amanhã some.
Errar na conta do desatino.

Esse teu dedo, me aponta espelho.
Na vã palavra, o alvo é a arte.
O tal azul, numa gota de vermelho,
Completo, estou em qualquer parte.

Agora muda, corre pela calçada,
a mesma letra, prato quebrado.
Sem teu amor, a mesma alma cansada,
com tua luz, não tem dia errado.

Nilo Neto
Floripa - 24 de janeiro de 2004

Vai mulher, anda.
Carrega esta cesta cheia de espinhos
Pra bem longe daqui.

Onde foi que vi
iguarias e bom vinho?

Quem éramos, hipnotizadora,
quando fui me perder no teu olhar?

Despertar.

A dura lucidez destes dias,
parece que ainda vai me fazer desaparecer,
sob as águas.

Essa dor.

Esquecerei?
Melhor,
não terá mais importância.

Só não queria errar de novo.
Cair no mesmo velho truque da mulher-problema.

Que mudasse
ao menos:
o cenário,
o figurino,
ou o palhaço.

Nilo Neto
Florianópolis - 28 de Junho de 2002

Poemindo,
Poemeu.
Acho que ele nasceu.

Poemeu
Poemorto
Acho que nasceu torto.

Poeminto.
Poemargem.
Desgraça pouca é bobagem.

Depois de lido, um Poemeu,
Toma que esse filho é teu.


Nilo Neto
Desterro, 25 de Outubro de 2002

O homem não é um animal limpinho.
O homem não é o bicho de estimação de deus.
O homem fede, faz barulhos estranhos e
mata outros homens de fome, frio, preconceito e falta de esperança.

Eu sou um homem,
Mas preferia ser outra coisa, bicho ou planta.
Só o homem pode desejar ser outra coisa,
mas nunca consegue deixar de ser homem.
Nascemos com desejos impossíveis.

"Felizes são os peixes" (titãs),
ainda que jamais conheçam a abstração humana
chamada de felicidade.

O homem é filho do medo de deus.
Medo de ficar só.
Cansaço e tédio dos deuses geraram essa coisinha feia, chamada
humanidade.

Ou terá sido o contrário?

Nilo Neto - Natal 2002

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ASTROLOGIA X PSICANÁLISE

Zizi Possi, depois que fez psicanálise, mudou seu signo de escorpião para libra ...

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STRANGE FRUIT são também os desajustados, os misfits, os temerários, os tresloucados, as ovelhas negras, todos os humilhados e ofendidos ... alô alô MARCIANA!!!

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Escrito por tekka às 04h11
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AS INVASÕES BÁRBARAS - o filme

O QUE NOS FAZ BEM?  muitas coisas do dia-a-dia ... exceto qdo só buscamos o que está fora de nosso alcance - no momento, estou EMPOLGADA por ter visto UM DOS  MELHORES  FILMES DO ANO: INVASÕES BÁRBARAS ... só vendo pra crer, como se pode lidar com os polos morte X vida com elegância, humor, muita amizade, nenhuma pieguice, cenários maravilhosos e muita, muita ironia -
O título é sobre a invasão bárbara da extinção da inteligência no mundo - que, segundo um dos personagens, é COISA COLETIVA, citando períodos da história em que se conjuminaram enormes forças da inteligência e da vontade ...
 
é do famoso tipo: IMPERDÍVEL - no cine ou em vídeo - duvido que alguém não se emocione, tire altas conclusões sobre viver X morrer, e ainda saia querendo ver de  novo - é pouca coisa? pra mim foi o ápice do meu dia ... então...
 
resenhas abaixo pra quem gosta de cinema ...
 
Depois do sucesso em Cannes e muitas críticas elogiosas na 41a edição do Festival de Nova York, As Invasões Bárbaras (Les Invasions Barbares) foi o filme escolhido também para abrir a Mostra de São Paulo. A historia acompanha a agonia de Rémy, vivendo seus últimos dias num hospital de Montreal. Seus amigos do passado, seus velhos amores, seu filho e sua ex mulher , se reúnem em torno dele para uma cerimônia de adeus. Esse é o tema-moldura do novo filme do canadense Denys Arcand, que retoma 17 anos depois, os personagens do Declínio do Império Americano, que ele realizou em 86. As Invasões Bárbaras concorreu à Palma de Ouro em Cannes, onde Arcand ganhou o prêmio de roteiro e Maria-Josée Croze o de melhor atriz no papel de uma viciada em heroína, contratada para administrar doses de droga em Rémy. Muito mais do que o encontro de velhos amigos e parentes nos momentos finais da vida de um deles, no entanto, As Invasões Bárbaras é uma volta no tempo, mais precisamente aos anos 60 e os sonhos não realizados de toda uma geração. Arcand vai fundo nos valores da sociedade ocidental contemporânea, numa referência crítica ao poderio de grandes potências no cenário mundial. Na coletiva em Nova York, após a exibição, Arcand disse que não teve a intenção de fazer um filme político. “Apenas quis constatar uma realidade. Daqui há muitos anos, século 20 será lembrado como aquele das guerras, de muitos assassinatos e das destruições em massa”, afirmou. Arcand também estava se referindo a muitas citações históricas que os protagonistas fazem no filme lembrando, Primo Levi e Cioran, Dante , Soljenitsyn e outros. Os personagens – com bom humor e ironia – levam o espectador a refletir sobre idéias e fatos do passado. Os assuntos paralelos giram em torno da Igreja Católica, o sistema de saúde do Canadá, os sindicatos, a lei, a imigração e até uma citação contra a administração de Berlusconi. Também são lembrados numa cena muitos dos movimentos em “ismo”, como o estruturalismo, o marxismo, o niilismo e outros. O filme aborda ainda o choque de gerações e o conflito de idéias expressos através dos diálogos entre Rémy, um homem com ideais revolucionários que não se realizaram e seu filho, um banqueiro que mora em Londres e foi chamado pela ex- mulher do enfermo para acompanhar os últimos dias do pai e tentar lhe dar um fim digno. A narrativa adota um tom que alterna sarcasmo e ironia, mas também ternura e esperança, fazendo com que o espectador ria em alguns momentos e em outros seja levado às lágrimas. Tudo isso, na medida certa, sem descambar para o deboche caricatural nem para o melodrama. Como contou Arcand , essa foi uma das razões de ter realizado As Invasões Bárbaras dessa forma. “Sempre quis fazer um filme sobre um personagem moribundo, mas tinha medo de parecer macabro. “Então tive a idéia de retomar os personagens de O Declínio do Império Americano e colocá-los diante de uma situação envolvendo perda”, explicou, acrescentando que nesse período ele também perdeu seus pais e muitos amigos. Os atores estão ótimos nos papéis, tanto os oriundos do filme anterior como Rémy Girard, Pierre Cruz, Yves Jacques e Dominique Michel, como os que se agregaram ao novo filme, com destaque indiscutível para Maria-Josée Croze que interpreta a viciada Nathalie. A fotografia de Guy Dufaux e a música do compositor Pierre Aviat estão perfeitamente adequadas à trama e contribuem com louvor para o belo filme de Arcand, em última análise, um exercício de meditação sobre a morte , a vida e a história
Carlos Augusto Brandão, especial para o Cenafinal


Escrito por tekka às 04h09
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tu que pisas nos astros, distraída, e conversas com estrelas até à luz do dia, vê que céu tão azul - elas brilham por ti:

ABSOLUTAS ESTRELAS do Grande Sertão ...







Escrito por tekka às 04h07
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"As Horas" explora o mundo de Virginia Woolf

Por Todd McCarthy

SÃO PAULO (Reuters) - Inteligência e habilidade estratégica consideráveis foram usadas para produzir esta adaptação muito bem montada do romance "The Hours", que valeu o prêmio Pulitzer ao autor Michael Cunningham. "The Hours" foi o título original de "Mrs. Dalloway", e é esse grande romance que Virginia Woolf escreveu em 1925 que serve de ponto de referência e fonte de inspiração para esta história interligada de três mulheres que têm vínculos estreitos com o livro.

A primeira delas é a própria Virginia Woolf (Nicole Kidman), cujo suicídio, em 1941, é a cena inicial do filme e que, em seguida, é vista lutando contra seus demônios internos enquanto escrevia "Mrs. Dalloway", 18 anos antes.

A segunda é uma leitora dedicada de Woolf, Laura Brown (Julianne Moore), dona-de-casa frustrada que vive num subúrbio de Los Angeles em 1951 e flerta com a idéia de morrer do mesmo modo que a escritora.

A terceira é uma editora literária nova-iorquina de hoje, Clarissa Vaughan (Meryl Streep), cujo primeiro nome é igual ao de Mrs. Dalloway e que é obrigada a encarar a morte iminente de um amigo escritor.

Na página escrita, as interseções entre as três narrativas são apreendidas pelo leitor de maneira sutil; na tela, tornam-se consideravelmente mais enfáticas.

Outra coisa mais pronunciada no filme é o clima geral sombrio, em parte porque as manifestações de sofrimento e suicídio são mais perturbadoras quando representadas fisicamente, mas também porque muitos dos toques literários acertados do livro não encontraram equivalentes no filme.

Entre outras coisas, o filme é sobre mulheres cujo fracasso nos papéis mais importantes de suas vidas -- como esposa, mãe ou amiga -- as impele a sofrer crises emocionais tão profundas que elas precisam pesar até que ponto vale a pena continuar a viver.

Das três histórias, a que dá mais certo é a da própria Virginia Woolf, o que é surpreendente, na medida em que não é fácil mostrar uma escritora séria na tela e que os dilemas e sofrimentos dela são os mais difíceis de retratar e os com que o público menos de identifica.

Mas a cena inaugural do suicídio gera fascínio imediato, e Nicole Kidman, enfeiada (mas, paradoxalmente, ainda carismática) com o acréscimo de uma prótese nasal e figurino sem graça, sustenta o interesse, pintando um retrato introspectivo e pessimista, mas revelador, de uma narcisista emocional cheia de problemas e obsessões.

Operando sob o princípio de "retratar a vida inteira de uma mulher em um único dia", mas multiplicado por três, o filme propriamente dito começa com três cafés da manhã. Vemos Virginia Woolf recusando-se a comer, apesar das exortações de seu marido, Leonard; Laura Brown (Julianne Moore) tentando convencer seu filhinho, Richie, a fazer o mesmo, e Clarissa Vaughan (Meryl Streep) repreendendo seu antigo namorado Richard Brown (Ed Harris), hoje aidético, sobre seus hábitos alimentares e dizendo que fará uma festa para ele naquela noite para comemorar o prêmio literário que ele ganhou.

"As Horas" é especialmente notável em seus momentos calmos. Entre suas imagens mais memoráveis figuram as de Virginia Woolf em sua sala de trabalho, fumando enquanto escreve "Mrs. Dalloway" com caneta tinteiro, cercada por inúmeras páginas espalhadas pelo chão. Outra é a que mostra Laura fugindo para um hotel apenas para ficar sozinha para ler "Mrs. Dalloway" e refletir sobre sua vida.

O trabalho do diretor Stephen Daldry com atores é de especialista. Kidman, especialmente, brilha, dando sinais de profundidade e maturidade novas no retrato que faz de uma personagem potencialmente difícil.

O papel representado por Julianne Moore representa uma variação interessante sobre a dona-de-casa dos anos 1950 angustiada que fez em "Distante do Céu", e Meryl Streep não tem dificuldade alguma em expressar as prioridades e as decepções de uma mulher urbana aparentemente autoconfiante e que, entre as três, é a que mais se parece com a personagem Mrs. Dalloway.



Escrito por tekka às 04h04
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ANIVERSÁRIO DE VIRGINIA WOOLF

VIRGINIA WOOLF (1882 - 1941)
Por
Renato Roschel

Virginia Woolf nasceu em Londres, em 1882. Perdeu sua mãe quando tinha 13 anos de idade. Seu pai, o editor Sir Leslie Stephen, erudito, filósofo e uma das figuras mais originais da Inglaterra vitoriana, foi o responsável por sua educação. Foi com ele que Virginia conheceu e estudou Platão, Espinoza, Montaigne e Hume.

Após a morte de seu pai, em 1904, Virginia e seus irmãos mudam-se para Bloomsbury, bairro londrino onde, mais tarde, passariam a receber as visitas de um g