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O TEU OLHAR
o seu olhar lá fora
o seu olhar no céu
o seu olhar demora
o seu olhar no meu
o seu olhar melhora
melhora o meu
o seu olhar agora
o seu olhar nasceu
o seu olhar me olha
o seu olhar é seu
o seu olhar melhora
melhora o meu ...
Arnaldo Antunes
Escrito por tekka às 23h38
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UMA IDÉIA BRILHANTE

AMOR BASTANTE
quando eu vi você tive uma idéia brilhante foi como se eu olhasse de dentro de um diamante e meu olho ganhasse mil faces num só instante
basta um instante e você tem amor bastante
Paulo Leminski
Escrito por tekka às 21h26
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LINDO: POEMAS EM MOVIMENTO
http://audiovisuais.lua-negra.net/nos_poetas.htm
Escrito por tekka às 21h17
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STRANGE FRUIT: Emily Dickinson
Pouco é morrer por ti
qualquer grego o faria
Viver, Amor, custa mais -
e até isso eu daria -
Morrer é nada, coisa passada,
mas a morte inclui viver
a Morte multiplicada - sem
o Alívio de morrer ....
Escrito por tekka às 19h14
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sites de cinema
trailers: http://us.imdb.com/Sections/trailers
posters: www.impawards.com
Escrito por tekka às 19h06
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2 filmes dos bons
ENCONTROS E DESENCONTROS -
Bob Harris (Murray) é um ator de cinema mal-humorado que está na cidade para filmar um comercial de uísque. Não apenas ele está sofrendo os efeitos do "jet lag" e da depressão por seu casamento em crise, como se encontra no meio de uma crise de meia-idade que o desanima, mas não o faz perder seu senso de humor. Charlotte (Johansson), mulher de um fotógrafo que não lhe dá muita atenção (Giovanni Ribisi), vive um pesadelo semelhante. Casada há dois anos, ela já se sente perdida na relação, sem poder participar da vida profissional de seu marido nem identificar o que quer da vida. Quando se aventura na cidade, o que encontra é uma versão distorcida da modernidade ocidental. Quando procura o budismo, tudo o que vê é um templo cheio de sacerdotes entoando cânticos em japonês.
O papel cai como uma luva para Bill Murray. O homem exaurido de meia-idade que não vê desafios em seu horizonte vai pouco a pouco dando lugar a uma pessoa revitalizada pelo contato com outra alma deslocada. Seu toque cômico enriquece o personagem com humor auto-irônico. Johansson transmite a solidão e a desilusão de Charlotte de maneira palpável.
DOGVILLE
"A ironia e a alegoria são o móbile de Dogville, que retira elementos da literatura, pelo emolduramento romanesco e pelo narrador em off ...a boa gente puritana do interior assimila a forasteira primeiro com certa desconfiança, depois mostrando as garras: a protagonista vai passar de empregada doméstica a prostituta e, depois, escrava dos pacatos cidadãos, e finalmente mantê-la em seu devido lugar: sob total controle. A sequência final completa a alegoria: não só estamos em Dogville, mas Dogville está em toda parte" - de um artigo do professor de Literatura da UnB, Adalberto Muller.
Escrito por tekka às 19h04
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saber é pouco ...

saber é pouco como é que a água do mar entra dentro do coco?
leminski
Paulo Leminski
Escrito por tekka às 22h34
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da cor do pecado .../ Mimi, Rose & Valéria

Talvez a trilha mais apropriada para a Primeira Novela da
Globo que Tem Uma Negra Como Protagonista seja a do Marcelo
Yuka (ex-baterista do Rappa):
A carne mais barata do mercado é a carne negra
que vai de graça pro presídio e para debaixo do plástico
e vai de graça pro subemprego e pros hospitais psiquiátricos
a carne mais barata do mercado é a carne negra
que fez e faz história
segurando esse país no braço (meu irmão)
(...)
(A carne. Do cócix até o Pescoço, Elza Soares, 2002, séc. XXI)
Pois é. Estamos em 2004 e continua muito, muito difícil ser
negro no Brasil.
Valéria
Escrito por tekka às 20h27
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mal cheguei e já te ouvi
gritar pra mim bem-te-vi

meu coração diz para si:
as aves que lá gorjeiam
não gorjeiam como aqui
(ferreira gullar)
Escrito por tekka às 20h13
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dica de site: Rose / Embrapa
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o céu e a terra parecem repousar, porém estão em atividade perene - o Sol e a Lua mudam sempre de posição, porém sua luz é perenemente a mesma - assim o homem reto não esquece as próprias atividades nos momentos de prazer e conserva o gosto pelo divertimento nas próprias ocupações (Vincenzo Scarpellini)
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Escrito por tekka às 17h37
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poema dadaísta ...

Para fazer um poema dadaísta
Pegue um jornal Pegue a tesoura. Escolha no jornal um artigo do tamanho que você deseja dar a seu poema. Recorte o artigo. Recorte em seguida com atenção algumas palavras que formam esse artigo e meta-as num saco. Agite suavemente. Tire em seguida cada pedaço um após o outro. Copie conscienciosamente na ordem em que elas são tiradas do saco. O poema se parecerá com você. E ei-lo um escritor infinitamente original e de uma sensibilidade graciosa, ainda que incompreendido do público.
(Tristan Tzara)
Escrito por tekka às 17h24
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STRANGE FRUIT: Geraldo Vandré
colaboração de ROSAMAP ...
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o que eu queria mesmo era enviar estes versos da autoria dele:
Se tanto quanto se quizesse, se pudesse
Se tanto quanto se sentisse, se dissesse
Se tanto quanto o amor existe, se soubesse
A vida não se perderia, mais houvesse.
Geraldo Vandré
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Escrito por tekka às 17h15
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O MÍNIMO DO MÁXIMO
Tempo lento, espaço rápido, quanto mais penso, menos capto. Se não pego isso que me passa no íntimo, importa muito? Rapto o ritmo. Espaçotempo ávido, lento espaçodentro, quando me aproximo, simplesmente me desfaço, apenas o mínimo em matéria de máximo
Paulo Leminski

FLORIPA ESTÁ AQUI POR CAUSA DA TATI!
não é o máximo?
Escrito por tekka às 16h46
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por linhas tortas: MANUEL DE BARROS
Prefiro as linhas tortas, como Deus. Em menino eu sonhava de ter uma perna mais curta (Só pra poder andar torto). Eu via o velho farmacêutico de tarde, a subir a ladeira do beco, torto e deserto... toc ploc toc ploc. Ele era um destaque.
Se eu tivesse uma perna mais curta, todo mundo haveria de olhar para mim: lá vai o menino torto subindo a ladeira do beco toc ploc toc ploc.
Eu seria um destaque. A própria sagração do eu.
(Manoel de Barros)
http://www.portinari.org.br/ppsite/ppacervo/contextoPrincipal.asp?contexto=tema
---<@ ---<@
Apedreja o CONTROLE vil que te afaga
Escarra nessa GLOBO e nessa VEJA."
mais? em www.infonet.com.br/users/experimental
Escrito por tekka às 19h53
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uma parte de mim é todo mundo
outra parte é ninguém: fundo sem fundo
uma parte de mim é multidão:
outra parte estranheza e solidão
(ferreira gullar)

Escrito por tekka às 14h00
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AUGUSTO DE CAMPOS SOBRE O VASTO CÉU AZUL ...

Escrito por tekka às 13h25
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Maior do que São Paulo só o MASP
Quem ainda não visitou o Masp deveria fazê-lo o quanto antes, pois com certeza está deixando de conhecer um universo de riquezas num acervo de obras produzidas pela genialidade dos maiores artistas da humanidade e que estão aqui, num acesso fácil, no nosso Masp, um museu que, com certeza, faz inveja a qualquer outro museu do mundo.
Jardel Dias Cavalcanti Campinas, 19/1/2004
Escrito por tekka às 00h42
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STRANGE FRUIT: ANDY WARHOL
visitando o site do Andy Warhol, você pode fazer serigrafias on-line:
www.warhol.org/default.asp
 
Escrito por tekka às 23h15
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VISITA E DOWNLOAD AO MUSEU VAN GOGH
http://www.vangoghmuseum.nl/cgi-bin/virtual-tour/download.asp
a visita é incrível - você percorre as várias salas e escolhe as telas que quer baixar ... EXPERIMENTE!!!!
Escrito por tekka às 22h07
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QUEM É QUEM: LALAU

Poema do livro ´Quem é quem´:
´ QUEM DEVERIA SER O QUÊ
Andorinha deveria ser avião, Pipa deveria ser borboleta, Golfinho, jangada.
Quintal deveria ser praia, Primo deveria ser vizinho, Vizinha, namorada.
Cidade deveria ser sítio, Bandido deveria ser mocinho, Nordeste, molhado.
Panda deveria ser eterno, Cinema deveria ser grátis, Hoje, feriado.´
Escrito por tekka às 22h01
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MUSEU LÚDICO - MAC DE S.P.
visite o MAC da USP DE SÃO PAULO

URUTU de Tarsila do Amaral - acervo do MAC
curta o MUSEU LÚDICO!
http://143.107.32.23/mac/ludico.html
Escrito por tekka às 21h21
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PRECE CÓSMICA de Cassiano Ricardo
- que os quatro / como num teatro / conservem a mão / sem nenhum / gesto
- que o vinho quente / do coração / lhes suba à cabeça / espessa
- que do bolso de / cada um dos /
4
como num teatro
voem pombas
(pombas brancas)
... e amanheça ...

Escrito por tekka às 01h39
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Uma crônica de Paulo M. Campos: A AURORA
A AURORA
A AURORA chegou vestida de cor-de-rosa, passou pela vidraça, passou através de minhas pálpebras, acordou meus olhos. Mas não me acordou a alma, que ficou dorme-não-dormindo, boba e semi-iluminada. Depois, ela, a aurora, foi esvoaçar sobre os telhados, e era como se aquilo estivesse acontecendo no passado. Meus olhos ficaram espiando aquela aurora doida que esvoaçava e se adelgaçava e deixava nascer de seu ventre róseo os primeiros passarinhos matutinos.
Como são vivos e novos os passarinhos enxotados pela aurora! Como a alma de um homem é boba e vadia! Como a doçura da preguiça de uma criatura que amanhece é infinita! Como, às vezes, ao surgir o dia, o homem se descobre miraculosamente perdoado de todos os crimes, crimes não, de todas as coisas feias que cometeu. Que nem cometeu, que deixou acontecer. Quem nos perdoa, não sabemos. Talvez seja assim: o sofrimento se junta, vai se juntando dentro da gente, lacerando, doendo, até que um dia a dor é tanta que nos pune. Então, ficamos perdoados. Puros, recomeçamos de alma nova, passada a limpo como um exercício de escola.
Voltando à aurora, ela começou a sentir que morria. Ficou pálida. Um vento frio levantava as grinaldas da janela. As árvores começaram miraculosamente a dar folhas e frutos. Os pássaros se coloriram. Trens fumacentos avançaram sobre a cidade. Homens gritavam vendendo coisas. Ah, a aurora foi ficando palidíssima e morreu, morreu bem em cima de meus olhos, no instante em que as duas últimas estrelinhas eram riscadas do show noturno. Amanhecia implacavelmente.
Aí chegou a vez do enterro da aurora. O coche foi levado por andorinhas de sobrecasaca, foi levado para muito longe, para muito além de um monte escuro, e desapareceu.
Fiquei só outra vez. Por um momento quis que ela voltasse. Depois resolvi ser novamente um homem, com duas pernas, dois braços, dez dedos práticos, com uma cabeça que deve decidir onde devo pôr os meus pés.É meio mórbido ficar lamentando indefinidamente a perda de uma aurora, mesmo uma aurora especial como aquela, capaz de perdoar-nos os pecados.
Ergui-me da cama resoluto como um rei e fui lavar a cara. Escovei os dentes com um máximo de alegria. Abençoado sejas, irmão dentifrício, que me refrescas a boca.
Em jejum, acendi como sempre o primeiro cigarro. Que me dá tosse. Não importa. Abençoado sejas, irmão fumo, irmão fumaça que sobes para o céu.
Deitei-me na cama de novo enquanto os cavalos dos poemas antigo traziam o Sol em atropelada brilhante. Vi-os fortes e louros irromper pelo céu onde tinha morrido de morte linda a aurora. Abençoado seja o Sol. Abençoado seja o dia. Abençoado seja o descanso. Abençoados sejam os pássaros diurnos e noturnos. Abençoadas sejam as criaturas de todo o mundo. Abençoado o fogo; a terá; o ar; as criaturas de todo o mundo. Abençoada seja a aurora. Que me perdoa de meus pecados.
http://www.releituras.com/pmcampos_bio.asp
Escrito por tekka às 00h57
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HOJE NA HISTÓRIA
Julia Ward Howe é a 1ª mulher eleita para a Academis Americana de Artes e Letras (1908): http://www.greatwomen.org/women.php?action=viewone&id=80
Em 28 de janeiro de 1880, Thomas Edison recebe a patente da lâmpada incandescente - http://www.hfmgv.org/exhibits/edison/
Em 1899, Marconi envia os primeiros sinais de rádio: http://www.marconiusa.org/
A nave CHALLENGER explode, 73 segundos de depois de lançada do Cabo canaveral, matando a tripulação de sete membros (1986)
ANIVERSÁRIOS:
H. M. STANLEY - explorador da África (1841-1904): http://www.infoplease.com/ce6/people/A0846502.html
Jacson POLLOCK - pintor abstrato que "explodia" a tinta nas telas (1912-1956): http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/pollock/ e
http://www.ibiblio.org/wm/paint/auth/pollock/
Eliah Wood - o Frodo de Senhor dos Anéis faz 23 anos

Escrito por tekka às 00h33
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STRANGE FRUIT: PAULO MENDES CAMPOS
Paulo Mendes Campos
A meu avô Cesário devo este horror pelos cães, o pescoço musculoso, o riso acima de minhas posses, o pressentimento de uma velhice turbulenta
(...) A minha avó Margarida, a maneira leve de pisar e fechar portas.
A Minas Gerais, a minha sede, o jeito oblíquo e contraditório, os movimentos de bondade (todos), o hábito de andanças pela noite escura (da alma, naturalmente), a procrastinação interminável, como um negócio de cavalos à porta de uma venda."
(Paulo Mendes Campos "Meditações Imaginárias")
Paulo Mendes Campos nasceu a 28 de fevereiro de 1922, em Belo Horizonte - MG, filho do médico e escritor Mário Mendes Campos e de D. Maria José de Lima Campos. Começou seus estudos na capital mineira, prosseguiu em Cachoeira do Campo (onde o padre professor de Português lhe vaticinou: "Você ainda será escritor") e terminou em São João del Rei.
Veio ao Rio de Janeiro, em 1945, para conhecer o poeta Pablo Neruda, e por aqui ficou. No Rio já se encontravam seus melhores amigos de Minas — Sabino, Otto, e Hélio Pellegrino. Passou a colaborar em O Jornal, Correio da Manhã (de que foi redator durante dois anos e meio) e Diário Carioca. Neste último, assinava a "Semana Literária" e, depois, a crônica diária "Primeiro Plano". Foi, durante muitos anos, um dos três cronistas efetivos da revista Manchete.
Foi, também, hábil tradutor de poesia e prosa inglesa e francesa — entre outros Júlio Verne, Oscar Wilde, John Ruskin, Shakespeare, além de Neruda, tendo enriquecido sua experiência humana em viagens à Europa e à Ásia. Em 1962, experimentou ácido lisérgico, acompanhado por um médico. Relatou sua experiência em artigos publicados na revista "Manchete", depois reproduzidas em "O colunista do morro" e em "Trinca de copas", seu último livro. Disse que a droga abriu "comportas" e ele se deixou invadir pelo "jorro caótico"do inconsciente até sentir o peso e a nitidez das palavras que produziam um "milagre da voz". E completava: "A comparação não presta, mas por um momento eu era uma espécie de São Francisco de Assis falando com o lobo. O lobo também sabe que amor com amor se paga".
Escrito por tekka às 00h20
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E A LUZ FOI FEITA HÁ 124 ANOS POR THOMAS EDISON

THOMAS EDISON

Mais um "burrinho" (e surdo) que deu a volta por cima
É incrível mas é verdade: Thomas Edison - um dos maiores gênios que a humanidade conheceu - foi expulso da escola primária porque seu professor concluiu que ele tinha "cérebro ôco" e era incapaz de aprender. Imaginem o impacto de uma afirmação grosseira como essa na mente de um garotinho sardento e que, realmente, tinha sérias dificuldades para aprender. Só que, felizmente, para ele e para o mundo, Edison resolveu esquecer a opinião do professor e viver sua própria vida.
Através da infelicidade precoce, Edison descobriu algo que talvez jamais aprendesse nas escolas comuns. Aprendeu de início que era capaz de controlar e dirigir sua mente no sentido que desejasse. Aprendeu depois que poderia usar os conhecimentos técnicos de outros homens para realizar pesquisas científicas, embora ele próprio não tivesse qualquer base científica. Contratou químicos, matemáticos e mecânicos. Quando Edison passou a exercer pleno domínio sobre seu "cérebro ôco", produziu a lâmpada elétrica, o fonógrafo (do qual se originou o CD-player), o projetor de cinema, o microfone, o mimeógrafo, além de aperfeiçoar outros inventos, entre eles o telefone e a máquina de escrever, num total de mais de mil inventos.
E a surdez de Edison? Edison, quando era menino, havia sido vendedor de balas num trem. Certa vez um homem o ergueu pelas orelhas, e isso foi o começo do fim da sua capacidade de ouvir. Ele poderia ter remoído aquela experiência cruel e danosa durante o resto da vida. Como muitos outros, poderia ter desperdiçado a maior parte de suas energias na lamentação do acontecido; mas o fez.
Certo dia foi visitado pelo escritor Napoleon Hill, que constatou que ele usava um aparelho para surdez. Ao certificar-se de que se compreendiam mutuamente, Hill perguntou-lhe se sua surdez não o tinha prejudicado muito. Ele respondeu: - "Ao contrário, a surdez foi de grande valia para mim. Poupou-me o trabalho de ficar ouvindo grande quantidade de conversas inúteis e me ensinou a ouvir a voz interior. Além do mais, um homem que tem que gritar quando fala, nunca diz mentiras".
Quando estava empenhado em alguma invenção, fechava a porta de seu laboratório e só saía de lá com sua equipe após conseguirem o invento. A alimentação era passada por sua esposa, através de uma abertura na porta. Ele atribuía a sua enorme energia e resistência ao hábito de dormir sempre que desejava. Chegava a trabalhar 18 horas por dia quando estava empenhando em algum projeto. Costumava dizer: "A realização de uma obra é a única satisfação verdadeira na vida".
O seu grande sucesso se deveu a sua grande perseverança e capacidade de trabalho. Conheceu muitos fracassos para chegar ao sucesso. Certa vez, após centenas de fracassos na tentativa de conseguir um invento, disse aos seus colaboradores: "Já conhecemos centenas de maneiras que não dão certo. Agora estamos mais perto do sucesso".
Ao ser chamado de gênio, comentou: "Gênio, eu? O segredo está apenas em trabalhar de forma firme e árdua. O gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração".
Várias vezes Edison ficou sem dinheiro devido a inventos que não davam certo. Quando tinha 77 anos de idade, um incêndio destruiu todo o seu laboratório, e ele perdeu tudo que tinha conseguido até então. Mas ele não se deixou abalar. Tão logo os bombeiros apagaram o fogo, Edison reuniu todos os seus colaboradores e disse: "É sempre possível tirar algo positivo de alguma tragédia. Acabamos de nos livrar de um monte de coisas velhas. Sobre as ruínas edificaremos mais e melhor!" Após dizer isso, tirou o casaco, enrolou-o para servir de almofada, debruçou-se sobre uma mesa e adormeceu.
Nunca se aposentou e nem se preocupou com o peso da idade. Aos 80 anos começou a estudar Botânica e, após analisar milhares de plantas, descobriu um método de extrair borracha em quantidade muito maior que o habitual até então.
Escrito por tekka às 21h56
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O SORRISO DE MONA LISA ...
FILME: O SORRISO DE MONA LISA -
Julia Roberts brincando de Professora Julia Roberts - o filme se passa nos anos 50, trilha sonora over. Ela faz muito pouca coisa nas aulas de HISTÓRIA DA ARTE mas logo se torna adorada, porque gosta de "arte moderna" e é sistematicamente contra o casamento. Pra ninguém achar que ela é assexuada, "teve um caso" com artista de Hollywood e tem "outro caso" com um amante que se faz de italiano (latin lover, of course) - fraquim ,fraquim - principalmente em temporada de DOGVILLE, Invasões Bárbaras, Adeus Lênin, Sobre meninos e lobos ...tem quem goste ... e ela fatura seus 30 milhões brincando ...tipo: sociedade dos pintores mortos ...
Escrito por tekka às 14h27
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agradecimento:
a Rose, Boo, June, Ivan, Elzita, Antonietta, Beta, Nilo, Tati, Rosa, Raíssa, Sylvie e ao Professor Arquimimo,
que
sacaram o " ESPÍRITO DA COISA":
BRINCADEIRA TEM HORA! ...
Escrito por tekka às 13h40
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O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA
1905 - encontrado o maior diamante do mundo: CULLINAN - 3.106 kilates
Bessie Coleman (1892-1926) é a primeira "afro-americana" a tirar brevet de piloto
O Gen. Douglas MacArthur pronuncia a "famosa" frase: I'll be back!
1950 - INDEPENDÊNCIA DA INDIA, depois de uma tumultuada história de lutas internas e muita confusão, a INDIA proclama sua independência como república, e hoje ainda é um país pobre, mas forte em tecnologia de software e grandes cabeças, disputadas pelo ocidente ..
Gandhi: OLHO POR OLHO AINDA VAI FAZER O MUNDO TODO CEGO ...
Escrito por tekka às 13h34
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LEWIS CARROL era pastor e matemático - nasceu em 27 de janeiro de 1832, na Inglaterra - publicou ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS em 1865, e ALICE NO PAÍS DOS ESPELHOS em 1871 - você pode ver ALICE em multimídia: http://megabrands.com/alice/indexx.html
"não tenhas medo de encolher: em algum lugar, haverá COGUMELOS a esperar por ti"
(Paulo Mendes Campos)
Escrito por tekka às 12h34
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GLOBO DE OURO ...
e viva o cinema americano! vejam os GLOBOS:
Melhor filme dramático e diretor - Senhor dos Anéis/ O Retorno
Melhor filme / comédia: Encontros e Desencontros
Melhor ator (drama): Sean Penn/ Sobre meninos e lobos - uau!
Melhor atriz: Charlize Theron / Monster
Melhor filme estrangeiro: Osama / Afganistão
Melhor ator coadjuvante: Tim Robbins/ Meninos e Lobos
Melhor atriz coadjuvante: Renée Zellweger - Cold Mountain
Melhor ator coadjuvante/comédia/ Bill Murray / Encontros
Melhor atriz coadjuvante/comédia/Dianne Keaton
SENHOR DOS ANEIS / RETORNO DO REI - o portal www.uol.com.br/diversao/senhordosaneis tem um fantástico livro de fotos com imagens das 3 edições da saga - com trailers e trilha - grupos de discussão, caça-palavras, fichas dos hobbits, elfos, anões e outros seres da Idade Média (obrigada ao Felipe Campbell pela dica em SITES do Correio Brasiliense) felipe.campbell@correioweb.com.br
O ANO NOVO CHINÊS começou dia 22 - é o ANO DO MACACO - Em Singapura hoje as pessoas vão agir como macacos, para atrair prosperidade para o país. O macaco é considerado sábio,flexível,inovadore de confiança, mas também egoista...
PRA QUEM ACHA QUE AO SE FALAR EM CULTURA É BOM IR TIRANDO O TALÃO DE CHEQUES, a definição dada pelo antropólogo Edward B. Tylor, e que ainda não foi superada por outra melhor:
CULTURA é o complexo de coisas que inclui conhecimento, crenças, arte, costumes e quaisquer outra capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como membro da sociedade humana ... simples, né?
ótima paródia de Matrix Revolutions em: www.jengajam.com/r/MTV-Parody/bo
Escrito por tekka às 11h42
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COLABORAÇÃO DE BETA: LACRIMOSA
LACRIMOSA (ultimo movimento de fassade)
Fachada 3. Movimento
Talvez eu seja apenas um ser humano E talvez eu seja apenas uma desculpa aleijada Talvez quando tudo for dito eu seja uma daquelas perguntas Cujas respostas mostram a pobreza de se questionar enfim
E então você pode me refutar E então você pode inerte me dar nomes tambem
União - foi força - foi estar na frente Foi poder sobre vocês mesmos Vocês mesmos - vocês mesmos
E então eu sou imparcial Não um mentiroso - não corrupto ou vendido pelo poder cego Não - eu tremo com o desejo de receber palavras verdadeiras de conhecer uns aos outros em honesta verdade
Por que a fachada? Você precisa mesmo perguntar o que eu sinto? Você precisa mesmo perguntar como eu sou? Com tudo o que me guia - como eu vivo Como eu me movo Com tudo o que eu coloquei diante de você Ontem e aquí e agora
Existe realmente tanto egoísmo no mundo? Existe realmente tanta obsessão pessoal que o amor não conte mais? Não é suficiente que todos estejam fora de sí e que ninguem entenda que as paredes da solidão são as apredes do egoísmo?
Posso eu perdoar? Posso eu perdoa-lo agora - eu pergunto Diga-me o que você quer de mim
Você precisa realmente perguntar o que eu sinto? Você precisa realmente perguntar como eu sou? Com tudo o que me guia - como eu vivo - como eu me movo Com tudo o que eu coloquei diante de você ontem e aquí e agora Posso perdoar? Posso eu perdoa-lo agora - eu pergunto
Completamente só - eu quero estar completamente só Ouvir nada - ver nada Eu quero ser eu mesmo
Completamente só - eu apenas quero estar completamente só Completamente só - apenas deixe-me viver Eu lhe imploro!
em nossas ruas, nascimento da revolta ressentimento na alma do indivíduo orgulho ferido, vontade de lutar cansaço de uma vida de cegueira e covardia só seus sonhos sustentam a lucidez.
você sofre com as dores do mundo? não tem tempo de sofrer nem por si mesmo a sociedade é traiçoeira e o engana o sistema te corrompe e te destrói.
o amor é falso a mentira é o sustento que sustenta as falsas juras de momento o amor é uma doença sem cura só há amargura e sofrimento
o lamento é falso eu sou o lamento o falso cretino magoado eu sou um maldito humano nojento
as feridas não se curam feridas que não fecham suave brisa da noite mal dormida eu choro soluçando em lamentos
o seu silencio me machuca e me enlouquece eu me arrasto a um canto sujo, soluçando eu grito alto e me rasgo por inteiro eu pulo os muros da distancia pro perdão
a tristeza não me afeta como afetava ela vem e eu a expulso com um tapa eu durmo entre raposas, acordo entre aranhas eu beijo onças e caminho entre serpentes e vivo minha vida com a cruz de machucar meu coração
porque você me vem com a face suja? esse seu sorriso é tão falso, me irrita a sua ignorância me assusta, atormenta eu brinco com seus labios, te enveneno
ah sua cretina desgraçada sua lagrima é tão ácida e tão escura seus olhos quando choram estão sorrindo sua alma está cantando, gargalhando
eu não te odeio e não te amo quando disse que te amava, me enganei eu sabia que era um erro me entregar por causa destes olhos me entreguei e você mentiu pra mim, me magoei
será que voce se identifica? será que sua ignorância te impede? porque é tão covarde e tão esquiva? porque tão mentirosa? tão hipócrita...
TERÁ SIDO COINCIDÊNCIA? MERA É QUE NÃO FOI - AFINAL HOJE É DIA DE MOZART
Obrigada, Beta, por sua dádiva de beleza ...
Escrito por tekka às 11h38
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STRANGE FRUIT: HENFIL
HENFIL faria aniversário este mês - cartunista, usou seu incrível traço nas aventuras do Fradim, do Capitão Zeferino, da Graúna, do Bode Orelana - deixou também CARTAS DA MÃE e DIÁRIO DE UM CUCARACHA - morreu de AIDS por tranfusão de sangue, da mesma forma que seus irmãos BETINHO e CHICO MÁRIO ... veja tudo isso e muito mais em : http://www.henfil.hpg.ig.com.br
saudades ...

O desenho de Henfil era o risco sem medo do risco; linha magnética, generosa, humana; traço que traçava sem dó; desenho vivo; desenho que pensava. Humor que derrubava para construir.
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Pseudônimo de Henrique de Souza Filho. Começou trabalhando na revista Alterosa, depois foi para o Diário de Minas. Mudou-se para São Paulo, que satirizava como "sul maravilha". Criou tipos com seu traço característico: Zeferino, Bode Orellana, os Fradins, Orelhão, Urubu, Pó de Arroz, Bacalhau, Ubaldo o Paranóico. Porém, a Graúna foi seu maior sucesso de público. Trabalhando com várias mídias, escreveu para o teatro, dirigiu um filme, produziu quadros na TV, escreveu livros. Tentou trabalhar nos Estados Unidos, mas seu estilo agressivo não agradou, uma vez que seu trabalho talvez fosse mais voltado para as revistas underground do que para os leitores de jornais, de conservadoras famílias americanas.
Voltou para o Brasil e escreveu mais um livro. Hemofílico, foi vítima da incompetência dos governantes que levaram a saúde ao caos: numa transfusão de sangue, em um hospital público, contraiu o vírus da Aids e faleceu em decorrência da doença no auge da sua carreira, quando conquistou espaço nos principais jornais do País, no final da ditadura que tanto combateu. A Geração Editorial está republicando sua obra completa.
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Escrito por tekka às 11h17
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STRANGE FRUIT: SYLVIA PLATH
pois é, está quase chegando o filme sobre SYLVIA PLATH, figura não mais controversa sobre seu valor poético - nasceu em Massachusets e morrreu em Londres, com 31 anos, - suicidou -se durante mais uma de sua graves crises depressivas - deixou obra em prosa e verso, sobre a qual há muito se debruçam estudiosos e exegetas - sua curta vida não limitou seus dons, traduzidos em poemas belíssimos e emblemáticos - pode ser visitada em vários sites, como por exemplo este de onde tirei esta foto: http://www.opoema.libnet.com.br/sylviaplath/sylviaplath.htm
o poema que se segue conta com a tradução de Ana Cristina César ...
A CHEGADA DA CAIXA DE ABELHAS
Encomendei esta caixa de madeira Clara, exata, quase um fardo para carregar. Eu diria que é um ataúde de um anão ou De um bebê quadrado Não fosse o barulho ensurdecedor que dela escapa.
Está trancada, é perigosa. Tenho de passar a noite com ela e Não consigo me afastar. Não tem janelas, não posso ver o que há dentro. Apenas uma pequena grade e nenhuma saída.
Espio pela grade. Está escuro, escuro. Enxame de mãos africanas Mínimas, encolhidas para exportação, Negro em negro, escalando com fúria.
Como deixá-las sair? É o barulho que mais me apavora, As sílabas ininteligíveis. São como uma turba romana, Pequenas, insignificantes como indivíduos, mas meu deus, juntas!
Escuto esse latim furioso. Não sou um César. Simplesmente encomendei uma caixa de maníacos. Podem ser devolvidos. Podem morrer, não preciso alimentá-los, sou a dona.
Me pergunto se têm fome. Me pergunto se me esqueceriam Se eu abrisse as trancas e me afastasse e virasse árvore. Há laburnos, colunatas louras, Anáguas de cerejas.
Poderiam imediatamente ignorar-me. No meu vestido lunar e véu funerário Não sou uma fonte de mel. Por que então recorrer a mim? Amanhã serei Deus, o generoso – vou libertá-los.
A caixa é apenas temporária.
(tradução de Ana Cândida Perez e Ana Cristina César )
Escrito por tekka às 04h17
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BILIIE HOLIDAY
You' ve changed ...

ALBUM  |
· Lady in Satin (1958)
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LYRICS  |
Bill Carey / Carl Fischer
I’ve an awfully feelling That this thought that’s been a stealin thru my brain Is not to be ignored But to really tell the truth Though I’m not a well known sleuth I honestly believe that you are bored You’ve changed
That sparkle in your eyes is gone Your smile is just a careless yawn You’re breaking my heart You’ve changed
You’ve changed Your kisses now are so blase You’re bored with me in every way I can’t understand You’ve changed You’ve forgotten the words, I love you Each memory that we’ve shared You ignore every star above you I can’t realize you’ve ever cared You’ve changed
You’re not the angel I once knew No need to tell me what we’re through It’s all over now You’ve changed |
Escrito por tekka às 04h15
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Perguntaram a Diógenes por que pedia esmola às estátuas inanimadas, de olhos vazios. Ele respondia que estava se habituando à recusa. Pedindo a quem não o via nem o sentia, ele nem sequer ficava aborrecido por não ser atendido.

Escrito por tekka às 04h13
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POEMAS DO NILO_NETO DE FLORIPA
Amar de um amor sem nome. Ter sorte, sem ter destino. Hoje começa, amanhã some. Errar na conta do desatino.
Esse teu dedo, me aponta espelho. Na vã palavra, o alvo é a arte. O tal azul, numa gota de vermelho, Completo, estou em qualquer parte.
Agora muda, corre pela calçada, a mesma letra, prato quebrado. Sem teu amor, a mesma alma cansada, com tua luz, não tem dia errado.
Nilo Neto Floripa - 24 de janeiro de 2004
Vai mulher, anda. Carrega esta cesta cheia de espinhos Pra bem longe daqui.
Onde foi que vi iguarias e bom vinho?
Quem éramos, hipnotizadora, quando fui me perder no teu olhar?
Despertar.
A dura lucidez destes dias, parece que ainda vai me fazer desaparecer, sob as águas.
Essa dor.
Esquecerei? Melhor, não terá mais importância.
Só não queria errar de novo. Cair no mesmo velho truque da mulher-problema.
Que mudasse ao menos: o cenário, o figurino, ou o palhaço.
Nilo Neto Florianópolis - 28 de Junho de 2002
Poemindo, Poemeu. Acho que ele nasceu.
Poemeu Poemorto Acho que nasceu torto.
Poeminto. Poemargem. Desgraça pouca é bobagem.
Depois de lido, um Poemeu, Toma que esse filho é teu.
Nilo Neto Desterro, 25 de Outubro de 2002
O homem não é um animal limpinho. O homem não é o bicho de estimação de deus. O homem fede, faz barulhos estranhos e mata outros homens de fome, frio, preconceito e falta de esperança.
Eu sou um homem, Mas preferia ser outra coisa, bicho ou planta. Só o homem pode desejar ser outra coisa, mas nunca consegue deixar de ser homem. Nascemos com desejos impossíveis.
"Felizes são os peixes" (titãs), ainda que jamais conheçam a abstração humana chamada de felicidade.
O homem é filho do medo de deus. Medo de ficar só. Cansaço e tédio dos deuses geraram essa coisinha feia, chamada humanidade.
Ou terá sido o contrário?
Nilo Neto - Natal 2002
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ASTROLOGIA X PSICANÁLISE
Zizi Possi, depois que fez psicanálise, mudou seu signo de escorpião para libra ...
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STRANGE FRUIT são também os desajustados, os misfits, os temerários, os tresloucados, as ovelhas negras, todos os humilhados e ofendidos ... alô alô MARCIANA!!!
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Escrito por tekka às 04h11
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AS INVASÕES BÁRBARAS - o filme
O QUE NOS FAZ BEM? muitas coisas do dia-a-dia ... exceto qdo só buscamos o que está fora de nosso alcance - no momento, estou EMPOLGADA por ter visto UM DOS MELHORES FILMES DO ANO: INVASÕES BÁRBARAS ... só vendo pra crer, como se pode lidar com os polos morte X vida com elegância, humor, muita amizade, nenhuma pieguice, cenários maravilhosos e muita, muita ironia -
O título é sobre a invasão bárbara da extinção da inteligência no mundo - que, segundo um dos personagens, é COISA COLETIVA, citando períodos da história em que se conjuminaram enormes forças da inteligência e da vontade ...
é do famoso tipo: IMPERDÍVEL - no cine ou em vídeo - duvido que alguém não se emocione, tire altas conclusões sobre viver X morrer, e ainda saia querendo ver de novo - é pouca coisa? pra mim foi o ápice do meu dia ... então...
resenhas abaixo pra quem gosta de cinema ...
Depois do sucesso em Cannes e muitas críticas elogiosas na 41a edição do Festival de Nova York, As Invasões Bárbaras (Les Invasions Barbares) foi o filme escolhido também para abrir a Mostra de São Paulo. A historia acompanha a agonia de Rémy, vivendo seus últimos dias num hospital de Montreal. Seus amigos do passado, seus velhos amores, seu filho e sua ex mulher , se reúnem em torno dele para uma cerimônia de adeus. Esse é o tema-moldura do novo filme do canadense Denys Arcand, que retoma 17 anos depois, os personagens do Declínio do Império Americano, que ele realizou em 86. As Invasões Bárbaras concorreu à Palma de Ouro em Cannes, onde Arcand ganhou o prêmio de roteiro e Maria-Josée Croze o de melhor atriz no papel de uma viciada em heroína, contratada para administrar doses de droga em Rémy. Muito mais do que o encontro de velhos amigos e parentes nos momentos finais da vida de um deles, no entanto, As Invasões Bárbaras é uma volta no tempo, mais precisamente aos anos 60 e os sonhos não realizados de toda uma geração. Arcand vai fundo nos valores da sociedade ocidental contemporânea, numa referência crítica ao poderio de grandes potências no cenário mundial. Na coletiva em Nova York, após a exibição, Arcand disse que não teve a intenção de fazer um filme político. “Apenas quis constatar uma realidade. Daqui há muitos anos, século 20 será lembrado como aquele das guerras, de muitos assassinatos e das destruições em massa”, afirmou. Arcand também estava se referindo a muitas citações históricas que os protagonistas fazem no filme lembrando, Primo Levi e Cioran, Dante , Soljenitsyn e outros. Os personagens – com bom humor e ironia – levam o espectador a refletir sobre idéias e fatos do passado. Os assuntos paralelos giram em torno da Igreja Católica, o sistema de saúde do Canadá, os sindicatos, a lei, a imigração e até uma citação contra a administração de Berlusconi. Também são lembrados numa cena muitos dos movimentos em “ismo”, como o estruturalismo, o marxismo, o niilismo e outros. O filme aborda ainda o choque de gerações e o conflito de idéias expressos através dos diálogos entre Rémy, um homem com ideais revolucionários que não se realizaram e seu filho, um banqueiro que mora em Londres e foi chamado pela ex- mulher do enfermo para acompanhar os últimos dias do pai e tentar lhe dar um fim digno. A narrativa adota um tom que alterna sarcasmo e ironia, mas também ternura e esperança, fazendo com que o espectador ria em alguns momentos e em outros seja levado às lágrimas. Tudo isso, na medida certa, sem descambar para o deboche caricatural nem para o melodrama. Como contou Arcand , essa foi uma das razões de ter realizado As Invasões Bárbaras dessa forma. “Sempre quis fazer um filme sobre um personagem moribundo, mas tinha medo de parecer macabro. “Então tive a idéia de retomar os personagens de O Declínio do Império Americano e colocá-los diante de uma situação envolvendo perda”, explicou, acrescentando que nesse período ele também perdeu seus pais e muitos amigos. Os atores estão ótimos nos papéis, tanto os oriundos do filme anterior como Rémy Girard, Pierre Cruz, Yves Jacques e Dominique Michel, como os que se agregaram ao novo filme, com destaque indiscutível para Maria-Josée Croze que interpreta a viciada Nathalie. A fotografia de Guy Dufaux e a música do compositor Pierre Aviat estão perfeitamente adequadas à trama e contribuem com louvor para o belo filme de Arcand, em última análise, um exercício de meditação sobre a morte , a vida e a história Carlos Augusto Brandão, especial para o Cenafinal | | |
Escrito por tekka às 04h09
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tu que pisas nos astros, distraída, e conversas com estrelas até à luz do dia, vê que céu tão azul - elas brilham por ti:
ABSOLUTAS ESTRELAS do Grande Sertão ...
Escrito por tekka às 04h07
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"As Horas" explora o mundo de Virginia Woolf
Por Todd McCarthy
SÃO PAULO (Reuters) - Inteligência e habilidade estratégica consideráveis foram usadas para produzir esta adaptação muito bem montada do romance "The Hours", que valeu o prêmio Pulitzer ao autor Michael Cunningham. "The Hours" foi o título original de "Mrs. Dalloway", e é esse grande romance que Virginia Woolf escreveu em 1925 que serve de ponto de referência e fonte de inspiração para esta história interligada de três mulheres que têm vínculos estreitos com o livro.
A primeira delas é a própria Virginia Woolf (Nicole Kidman), cujo suicídio, em 1941, é a cena inicial do filme e que, em seguida, é vista lutando contra seus demônios internos enquanto escrevia "Mrs. Dalloway", 18 anos antes.
A segunda é uma leitora dedicada de Woolf, Laura Brown (Julianne Moore), dona-de-casa frustrada que vive num subúrbio de Los Angeles em 1951 e flerta com a idéia de morrer do mesmo modo que a escritora.
A terceira é uma editora literária nova-iorquina de hoje, Clarissa Vaughan (Meryl Streep), cujo primeiro nome é igual ao de Mrs. Dalloway e que é obrigada a encarar a morte iminente de um amigo escritor.
Na página escrita, as interseções entre as três narrativas são apreendidas pelo leitor de maneira sutil; na tela, tornam-se consideravelmente mais enfáticas.
Outra coisa mais pronunciada no filme é o clima geral sombrio, em parte porque as manifestações de sofrimento e suicídio são mais perturbadoras quando representadas fisicamente, mas também porque muitos dos toques literários acertados do livro não encontraram equivalentes no filme.
Entre outras coisas, o filme é sobre mulheres cujo fracasso nos papéis mais importantes de suas vidas -- como esposa, mãe ou amiga -- as impele a sofrer crises emocionais tão profundas que elas precisam pesar até que ponto vale a pena continuar a viver.
Das três histórias, a que dá mais certo é a da própria Virginia Woolf, o que é surpreendente, na medida em que não é fácil mostrar uma escritora séria na tela e que os dilemas e sofrimentos dela são os mais difíceis de retratar e os com que o público menos de identifica.
Mas a cena inaugural do suicídio gera fascínio imediato, e Nicole Kidman, enfeiada (mas, paradoxalmente, ainda carismática) com o acréscimo de uma prótese nasal e figurino sem graça, sustenta o interesse, pintando um retrato introspectivo e pessimista, mas revelador, de uma narcisista emocional cheia de problemas e obsessões.
Operando sob o princípio de "retratar a vida inteira de uma mulher em um único dia", mas multiplicado por três, o filme propriamente dito começa com três cafés da manhã. Vemos Virginia Woolf recusando-se a comer, apesar das exortações de seu marido, Leonard; Laura Brown (Julianne Moore) tentando convencer seu filhinho, Richie, a fazer o mesmo, e Clarissa Vaughan (Meryl Streep) repreendendo seu antigo namorado Richard Brown (Ed Harris), hoje aidético, sobre seus hábitos alimentares e dizendo que fará uma festa para ele naquela noite para comemorar o prêmio literário que ele ganhou.
"As Horas" é especialmente notável em seus momentos calmos. Entre suas imagens mais memoráveis figuram as de Virginia Woolf em sua sala de trabalho, fumando enquanto escreve "Mrs. Dalloway" com caneta tinteiro, cercada por inúmeras páginas espalhadas pelo chão. Outra é a que mostra Laura fugindo para um hotel apenas para ficar sozinha para ler "Mrs. Dalloway" e refletir sobre sua vida.
O trabalho do diretor Stephen Daldry com atores é de especialista. Kidman, especialmente, brilha, dando sinais de profundidade e maturidade novas no retrato que faz de uma personagem potencialmente difícil.
O papel representado por Julianne Moore representa uma variação interessante sobre a dona-de-casa dos anos 1950 angustiada que fez em "Distante do Céu", e Meryl Streep não tem dificuldade alguma em expressar as prioridades e as decepções de uma mulher urbana aparentemente autoconfiante e que, entre as três, é a que mais se parece com a personagem Mrs. Dalloway.
Escrito por tekka às 04h04
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ANIVERSÁRIO DE VIRGINIA WOOLF
Virginia Woolf nasceu em Londres, em 1882. Perdeu sua mãe quando tinha 13 anos de idade. Seu pai, o editor Sir Leslie Stephen, erudito, filósofo e uma das figuras mais originais da Inglaterra vitoriana, foi o responsável por sua educação. Foi com ele que Virginia conheceu e estudou Platão, Espinoza, Montaigne e Hume.
Após a morte de seu pai, em 1904, Virginia e seus irmãos mudam-se para Bloomsbury, bairro londrino onde, mais tarde, passariam a receber as visitas de um g |
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